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Questão de Banco de Dados — Oracle — FCC 2026

Banco de DadosOracle
Código
fc142358
Banca
FCC
Órgão
MPE SE
Ano
2026
Cargo
Ana ( )
Uma equipe de TI é responsável por instalar e administrar diferentes bancos de dados utilizados em sistemas críticos de gestão processual e em sistemas de consulta pública de jurisprudência. Considerando os requisitos de instalação e configuração, a melhor abordagem para o SGBD
  1. ASQL Server 2019 é desabilitar o Windows Authentication Mode na sua instalação, mantendo apenas os modos Mixed Mode Authentication e SQL Server Authentication Mode, pois isso pode simplificar a sua administração.
  2. BPostgreSQL 11 é desabilitar o Write-Ahead Logging (WAL) durante a configuração inicial, pois isso aumenta o desempenho em consultas de grande volume, sem comprometer a recuperação em caso de falhas.
  3. CPostgreSQL 11 é realizar a configuração inicial de parâmetros críticos como shared\_connections e max\_buffers no banco de dados específico criado para a aplicação, já que eles não afetam a instância como um todo.
  4. DSQL Server 2019 é utilizar apenas o Windows Authentication Mode na sua instalação, dentre os três tipos de autenticação possíveis, pois este modo elimina a necessidade de gerenciamento de logins internos ao SGBD.
  5. EOracle 21c é utilizar CDBs (Container Databases) e PDBs (Pluggable Databases) para consolidar múltiplos sistemas judiciais em uma instância única, pois isso permite melhor isolamento lógico, aplicação eficiente de patches de segurança e pode simplificar a administração.
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GabaritoE — Oracle 21c é utilizar CDBs (Container Databases) e PDBs (Pluggable Databases) para consolidar múltiplos sistemas judiciais em uma instância única, pois isso permite melhor isolamento lógico, aplicação eficiente de patches de segurança e pode simplificar a administração.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Oracle 21c: Arquitetura Multitenant (CDB e PDB)

Gabarito: letra E. A alternativa correta descreve com precisão a arquitetura multitenant do Oracle 21c, na qual um Container Database (CDB) abriga múltiplos Pluggable Databases (PDBs), permitindo consolidar vários sistemas em uma única instância com isolamento lógico, aplicação eficiente de patches e simplificação da administração. As demais alternativas contêm erros conceituais graves sobre SQL Server e PostgreSQL, como desabilitar o WAL ou usar parâmetros inexistentes.

A arquitetura multitenant é um dos pilares do Oracle moderno (desde a versão 12c). Ela separa a instância (memória e processos) do banco de dados (arquivos físicos), permitindo que um único CDB funcione como um contêiner para vários PDBs. Cada PDB é um banco de dados lógico, com seu próprio dicionário de dados, tablespaces e usuários, mas compartilhando a mesma instância e os mesmos arquivos de controle e redo log do CDB. Essa separação traz benefícios diretos para ambientes com múltiplos sistemas, como os descritos no enunciado (gestão processual e consulta pública de jurisprudência):

  • Isolamento lógico: cada PDB é isolado dos demais, de modo que uma falha ou manutenção em um não afeta os outros. Isso é essencial para sistemas críticos.

  • Eficiência na aplicação de patches: como os PDBs compartilham a mesma instância, aplicar um patch de segurança no CDB atualiza todos os PDBs de uma vez, em vez de atualizar cada banco separadamente.

  • Simplificação da administração: o DBA gerencia um único CDB (backup, monitoramento, tuning) em vez de várias instâncias independentes, reduzindo custo operacional.

Para entender a alternativa E, é preciso conhecer a hierarquia de componentes:

  • CDB (Container Database): é o banco de dados raiz, que contém os metadados comuns e a instância Oracle. Ele não armazena dados de usuário diretamente, mas gerencia os PDBs.

  • PDB (Pluggable Database): é um banco de dados plugável, que contém os dados e o código da aplicação. Ele aparece para os usuários como um banco de dados tradicional, mas fisicamente é uma coleção de arquivos dentro do CDB.

  • Root container (CDB$ROOT): é o contêiner raiz, que armazena os metadados do CDB e os objetos comuns.

  • Seed PDB (PDB$SEED): é um modelo de PDB usado para criar novos PDBs.

A alternativa E captura exatamente essa essência: consolidar múltiplos sistemas em uma instância única (o CDB), com isolamento lógico (cada sistema em um PDB), aplicação eficiente de patches (uma atualização para todos) e simplificação da administração (um ponto de gerenciamento).

As demais alternativas misturam conceitos de SGBDs diferentes e contêm erros técnicos que as tornam incorretas. A alternativa A fala de SQL Server, mas propõe desabilitar o Windows Authentication Mode, o que é uma prática insegura e desnecessária. A alternativa B fala de PostgreSQL, mas propõe desabilitar o Write-Ahead Logging (WAL), que é essencial para a durabilidade e recuperação de dados. A alternativa C também fala de PostgreSQL, mas menciona parâmetros inexistentes (shared_connections e max_buffers). A alternativa D fala de SQL Server, mas afirma que existem três tipos de autenticação, quando na verdade existem apenas dois modos.

A pegadinha da banca está em misturar SGBDs diferentes e apresentar práticas incorretas como se fossem boas práticas. O candidato que não conhece a arquitetura multitenant do Oracle pode ser induzido a escolher uma alternativa que pareça plausível, mas que contém um erro técnico. A alternativa E é a única que descreve corretamente uma funcionalidade real e benéfica de um SGBD.

1CDB (Container Database)
Instância única
Metadados comuns
Root (CDB$ROOT)
Seed (PDB$SEED)
2PDB (Pluggable Database)
Banco lógico
Dados da aplicação
Isolamento entre sistemas
3Benefícios
Isolamento lógico
Patch único para todos
Administração simplificada
Oracle 21c Multitenant
LEVELsoulevel.com.br
Oracle 21c Multitenant: CDB (Container Database) (Instância única, Metadados comuns, Root (CDB$ROOT), Seed (PDB$SEED)); PDB (Pluggable Database) (Banco lógico, Dados da aplicação, Isolamento entre sistemas); Benefícios (Isolamento lógico, Patch único para todos, Administração simplificada)

Alternativa A — ❌ Incorreta

A alternativa afirma que, no SQL Server 2019, a melhor abordagem é desabilitar o Windows Authentication Mode, mantendo apenas os modos Mixed Mode Authentication e SQL Server Authentication Mode. Isso é um erro conceitual: o SQL Server possui apenas dois modos de autenticação: Windows Authentication Mode e Mixed Mode (que combina Windows e SQL Server Authentication). Não existe um modo chamado "SQL Server Authentication Mode" separado. Além disso, desabilitar o Windows Authentication Mode não simplifica a administração; pelo contrário, o Windows Authentication é geralmente mais seguro e recomendado em ambientes corporativos, pois aproveita a infraestrutura de domínio do Active Directory. A alternativa confunde os modos de autenticação e sugere uma prática que reduz a segurança.

Alternativa B — ❌ Incorreta

A alternativa propõe desabilitar o Write-Ahead Logging (WAL) no PostgreSQL 11 durante a configuração inicial, alegando que isso aumenta o desempenho em consultas de grande volume sem comprometer a recuperação. Isso é totalmente incorreto. O WAL é um mecanismo fundamental de durabilidade e recuperação: ele registra as alterações antes de serem gravadas nos arquivos de dados, garantindo que, em caso de falha, o banco possa ser recuperado. Desabilitar o WAL comprometeria seriamente a integridade e a recuperação do banco, e não é uma opção de configuração suportada. O desempenho em consultas de grande volume é otimizado por outros meios, como índices, particionamento e ajuste de memória, nunca desabilitando o WAL.

Alternativa C — ❌ Incorreta

A alternativa menciona a configuração de parâmetros como shared_connections e max_buffers no PostgreSQL 11, afirmando que eles não afetam a instância como um todo. Esses parâmetros não existem no PostgreSQL. Os parâmetros reais de configuração incluem shared_buffers, max_connections, work_mem, entre outros, e eles afetam a instância inteira, não um banco de dados específico. A configuração de parâmetros de instância é feita no arquivo postgresql.conf e não pode ser definida por banco de dados. A alternativa inventa parâmetros e atribui a eles um comportamento que não corresponde à realidade do PostgreSQL.

Alternativa D — ❌ Incorreta

A alternativa afirma que o SQL Server 2019 possui três tipos de autenticação e que a melhor abordagem é utilizar apenas o Windows Authentication Mode. Como mencionado, o SQL Server possui apenas dois modos de autenticação: Windows Authentication e Mixed Mode. A afirmação de que existem três tipos é incorreta. Além disso, embora o Windows Authentication Mode elimine a necessidade de gerenciar logins internos do SQL Server (pois usa contas do Windows), isso não é necessariamente a "melhor abordagem" em todos os cenários. Em ambientes com aplicações que precisam de autenticação SQL (como em sistemas legados ou quando o banco está em uma rede separada), o Mixed Mode é necessário. A alternativa erra ao contar os modos de autenticação e ao generalizar a melhor prática.

Alternativa E — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A alternativa descreve corretamente a arquitetura multitenant do Oracle 21c, na qual CDBs (Container Databases) e PDBs (Pluggable Databases) permitem consolidar múltiplos sistemas em uma instância única. Isso proporciona isolamento lógico entre os bancos, aplicação eficiente de patches de segurança (uma atualização no CDB afeta todos os PDBs) e simplificação da administração (um único ponto de gerenciamento). Essa é uma prática recomendada para ambientes com múltiplos sistemas, como os descritos no enunciado, pois reduz custos operacionais e melhora a eficiência.

Gabarito: letra E

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