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Questão de Banco de Dados — Geral — FCC 2026

Banco de DadosGeral
Código
fc142460
Banca
FCC
Órgão
SEFAZ GO
Ano
2026
Cargo
AFRE GO
Considerando uma investigação de fraude fiscal em que a Receita Estadual precisa modelar relações entre empresas, sócios, operações, notas fiscais e intermediários, com consultas profundas de vizinhança e caminhos entre entidades, o tipo de banco NoSQL que atende ao cenário descrito é
  1. Abanco colunar distribuído voltado a agregações massivas, priorizando scans por coluna para métricas.
  2. Bbanco de grafos com nós, relacionamentos e propriedades, com consultas orientadas a padrões e caminhos.
  3. Cbanco chave-valor com acesso por chave única, priorizando leitura de valores completos e mantendo registros autônomos.
  4. Dbanco orientado a documentos com desnormalização hierárquica, mantendo vinculação com acesso controlado.
  5. Ecache em memória para respostas de baixa latência, mantendo dados efêmeros com expiração configurável.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoB — banco de grafos com nós, relacionamentos e propriedades, com consultas orientadas a padrões e caminhos.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Banco de Dados NoSQL: modelo de grafos

Gabarito: letra B. O cenário descrito — modelar relações entre empresas, sócios, operações, notas fiscais e intermediários, com consultas profundas de vizinhança e caminhos entre entidades — é o caso clássico de uso de um banco de grafos, que representa dados como nós, relacionamentos (arestas) e propriedades, e é otimizado exatamente para consultas orientadas a padrões e caminhos. Essa é a característica central do modelo orientado a grafos, um dos quatro grandes tipos de bancos NoSQL.

Os bancos NoSQL (Not Only SQL) surgiram para atender cenários que o modelo relacional tradicional não resolve bem, especialmente em Big Data e aplicações web em escala. Eles se organizam, em geral, em quatro grandes modelos: chave-valor, orientado a documentos, orientado a colunas e orientado a grafos. Cada um tem um ponto forte específico: o chave-valor é excelente para acesso por chave única e alta performance; o orientado a documentos lida bem com dados semiestruturados e hierárquicos; o orientado a colunas é voltado para agregações massivas e scans por coluna; e o orientado a grafos é especializado em dados altamente conectados, onde o valor está nas relações entre as entidades.

O modelo de grafos é o único que não pode ser representado naturalmente no modelo tradicional de linhas e colunas. Ele utiliza três componentes básicos: nós (vértices, que representam as entidades, como uma empresa ou um sócio), relacionamentos (arestas, que representam as conexões, como "é sócio de" ou "emitiu nota para") e propriedades (atributos dos nós e dos relacionamentos, como nome, CNPJ, data da operação). Essa estrutura permite que consultas de vizinhança ("quem são os sócios de X?") e de caminhos ("qual o caminho mais curto entre a empresa A e a empresa B?") sejam executadas de forma extremamente eficiente, pois o banco percorre as arestas diretamente, sem necessidade de joins caros como no modelo relacional.

No cenário de investigação de fraude fiscal, a Receita Estadual precisa justamente descobrir padrões de relacionamento: quem se conecta a quem, quais empresas compartilham sócios, quais operações formam uma cadeia suspeita. Um banco de grafos (como Neo4j) é a ferramenta ideal para esse tipo de análise, pois permite navegar pelas relações de forma natural e rápida. Os demais modelos NoSQL — colunar, chave-valor, documentos e cache — não são projetados para consultas profundas de vizinhança e caminhos; cada um tem seu propósito específico, mas nenhum deles modela relações como o grafo.

A pegadinha desta questão está em reconhecer que o termo-chave é "relações entre entidades" e "consultas de caminhos". O candidato pode se confundir com o banco orientado a documentos, que também lida com dados aninhados, mas a diferença crucial é que o documento não cria vínculos explícitos entre entidades — ele apenas agrupa dados hierarquicamente. Já o grafo cria arestas explícitas que são a base das consultas de caminho. Guarde essa distinção: documento = agregação hierárquica; grafo = relacionamento explícito entre entidades.

Alternativa A — ❌ Incorreta

O banco colunar distribuído (como Cassandra ou HBase) é otimizado para agregações massivas e scans por coluna, sendo ideal para análises de métricas em grandes volumes de dados. No entanto, ele não é adequado para modelar relações complexas entre entidades nem para consultas de caminhos. O erro está em aplicar um modelo analítico a um problema de conectividade.

Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO

O banco de grafos é exatamente o que o enunciado descreve: modela nós (empresas, sócios, operações, notas fiscais, intermediários), relacionamentos (arestas que conectam esses nós) e propriedades (atributos de cada um). As consultas orientadas a padrões e caminhos são a especialidade desse modelo, permitindo investigar vizinhanças e rotas entre entidades — perfeito para detecção de fraudes fiscais.

Alternativa C — ❌ Incorreta

O banco chave-valor (como Redis ou DynamoDB) é extremamente simples e rápido para acesso por chave única, mas não suporta consultas por relacionamento ou caminhos. Ele trata cada registro como autônomo, sem vínculos entre eles. A descrição "registros autônomos" já indica a limitação: não há como navegar entre entidades.

Alternativa D — ❌ Incorreta

O banco orientado a documentos (como MongoDB) armazena dados semiestruturados em documentos hierárquicos, com desnormalização. Embora possa haver referências entre documentos, o modelo não é projetado para consultas profundas de vizinhança e caminhos — essas operações seriam custosas e pouco naturais. A "vinculação com acesso controlado" não equivale a relacionamentos de grafo.

Alternativa E — ❌ Incorreta

O cache em memória (como Redis) é usado para respostas de baixa latência, mantendo dados temporários com expiração. Ele não é um modelo de banco de dados para modelagem de relações persistentes; é uma camada de aceleração. O cenário exige análise de relacionamentos, não apenas velocidade de acesso a dados efêmeros.

NÃO CAIA NESSA!

A banca explora a confusão entre banco orientado a documentos e banco de grafos. Ambos são NoSQL e lidam com dados não tabulares, mas o documento agrupa dados hierárquicos (um pedido com seus itens), enquanto o grafo cria arestas explícitas entre entidades (empresa → sócio → operação). Quando o enunciado fala em "caminhos entre entidades", a resposta só pode ser grafo. Fique atento a palavras como "relações", "vizinhança" e "caminhos" — elas apontam diretamente para o modelo de grafos.

PEGA ESSA DICA!

Para fixar, monte um quadro mental dos quatro modelos NoSQL e seus casos de uso: chave-valor → cache, sessões; documento → catálogos, blogs, dados semiestruturados; colunar → analytics, agregações; grafo → redes sociais, detecção de fraude, recomendação. Na prova, leia o cenário e pergunte: "o que é mais importante aqui — a chave, o documento, a coluna ou a relação?". Se for relação, é grafo.

Gabarito: letra B

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