Questão de Português — Interpretação de Textos (Compreensão) — FCC 2023
PortuguêsInterpretação de Textos (Compreensão)
- Código
- fc144195
- Banca
- FCC
- Órgão
- MPE PB
- Ano
- 2023
- Cargo
- TM ( )
Como um fantasma que se refugia
Na solidão da natureza morta,
Por trás dos ermos túmulos, um dia,
Eu fui refugiar-me à tua porta!
Fazia frio e o frio que fazia
Não era esse que a carne nos conforta...
Cortava assim como em carniçaria1
O aço das facas incisivas corta!
Mas tu não vieste ver minha Desgraça!
E eu saí, como quem tudo repele,
– Velho caixão a carregar destroços –
Levando apenas na tumbal carcaça
O pergaminho singular da pele
E o chocalho fatídico dos ossos!
(ANJOS, Augusto dos. Toda poesia. Rio de Janeiro: José Olympio, 2011)
1 carniçaria: açougue.
Considere o poema do escritor paraibano Augusto dos Anjos. No poema, o eu lírico compara o frio a
- Aum túmulo.
- Bum fantasma.
- Cuma carne.
- Duma faca.
- Eum caixão.