Questão de Ciências — Desigualdade Social — FCC 2024
- Código
- fc145088
- Banca
- FCC
- Órgão
- SEAD PI
- Ano
- 2024
- Cargo
- Ana Gov ( )
[...] a despeito das visíveis lacunas existentes na política regional, nesta década de 2000, a trajetória da desconcentração assumiu novos contornos mais benignos, e mesmo o crescimento econômico — que tão bem conviveu ao longo da história brasileira com níveis elevados de desemprego —, passou a se dar em cenário de pleno emprego nas demandas de trabalhos regionais. Avançou-se qualitativamente em relação ao comportamento predominante para a questão regional na década de 1990 marcado pelo baixo crescimento econômico, elevado desemprego e fraca atuação governamental. [...] Do ponto de vista do tratamento da questão territorial, o governo federal construiu uma agenda de fortalecimento das economias regionais que possibilitou uma atuação mais ativa do gasto em investimento federal em prol da desconcentração produtiva. O perfil regional do crescimento continuou sendo mais positivo para as economias 'periféricas' nessa fase de recomposição de recursos e instrumentos de desenvolvimento regional. Com isso, essas últimas apresentaram taxas superiores à média nacional: o Nordeste, com 1,0% acima da média brasileira; o Norte, com 3,5% acima; e a região Centro-Oeste, 1,7% superior.
(Adaptado de: MONTEIRO NETO, Aristides. Desigualdades regionais no Brasil: características e tendências recentes. Boletim regional, urbano e ambiental, n.19, Ipea, jan. 2011. pp. 67-81)
A respeito das desigualdades regionais do Brasil na década de 2000:
- AA atuação do governo com o fim de alterar o quadro de concentração territorial da atividade industrial continuou irrelevante, com o mercado definindo as prioridades nesta questão.
- BOs esforços políticos e os resultados alcançados representaram importantes mudanças nas tradicionais desigualdades, mas a composição territorial das atividades econômicas permaneceu muito dispar entre as regiões.
- CEm relação à distribuição das atividades industriais no território nacional, a concentração nas regiões Sul e Sudeste foi ainda maior do que nos anos anteriores.
- DA política macroeconômica do governo federal impediu uma trajetória de crescimento das regiões menos desenvolvidas, tendo em vista sua política de restrição de crédito ao setor privado.
- EO BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) diminuiu sua participação no financiamento da política industrial do período, o que prejudicou a trajetória de investimentos no Norte e Nordeste do país.