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Questão de Português — Significação de Vocábulo e Expressões — FCC 2024

PortuguêsSignificação de Vocábulo e Expressões
Código
fc146819
Banca
FCC
Órgão
TRT 7
Ano
2024
Cargo
TJ TRT7

Para responder a questão, baseie-se no texto abaixo.

 

O cantar de um hino

 

Já na origem grega da palavra hino (húmnos) está à sentido de canto, de cantar. Também se diz que “canta sua lerra” quem decide homenageá-la. Um hino é a homenagem que se presta à energia da natureza de um lugar, aos seus habitantes mais empenhados, à sua origem histórica, à sua vocação política. Nenhum desses compromissos falta ao Hino de Fortaleza, cujas palavras compós o escritor cearense Gustavo Barroso (1885-1959).

 

A natureza comparece no “emplumado e virente coqueiro”, nas “areias de prata”, na “manhã cristalina”; jangadas e jangadeiros são icones locais que nos ocorrem imediatamente; um nome como lracema, da tabajara “com alma de virgem”, acusa a presença forte dos povos originais; e a menção aos “escravos partindo os grilhões” é uma celebração da resistência do cativo.

 

A um hino não costuma faltar um refrão — lugar onde a poesia se condensa e se repete ritualmente, que costuma ter grande efeito numa interpretação coral. O refrão escolhido pelo poeta desse hino invoca o nome querido e reiterado, a natureza luminosa e o compromisso afetivo dos filhos do lugar, ainda quando distantes: “Fortaleza! Fortaleza! / Irmã do Sol e do mar“ Fortaleza! Fortaleza!” Sempre havemos de te amar”. Todos esses atributos, insiste o poeta, trarão de volta quem do lugar amado se afaste, pois tais encantos “Não se apagam no seu coração” — como diz o verso que arremata a homenagem prestada a Fortaleza com o hino de um filho seu.

 

(Justiniano Almeida Cunha, inédito)

É correta e coerente a nova forma dada a um segmento do texto em:
  1. Acelebração da resistência do cativo (2º parágrafo) = enaltecimento da resiliência do aprisionado
  2. Bnão costuma faltar um refrão (3º parágrafo) = não convém ressalvar um estribilho
  3. CJá na origem grega (...) está o sentido de canto (1º parágrafo) = mesmo originalmente o canto grego linha sentido
  4. Dhomenagem que se presta (1º parágrafo) = louvor do qual se habilita
  5. Eque nos ocorrem imediatamente (2º parágrafo) = os quais nos acorrem de antemão
Revelar gabarito e comentário

GabaritoA — celebração da resistência do cativo (2º parágrafo) = enaltecimento da resiliência do aprisionado

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Reescritura semântica: a paráfrase que preserva o sentido

Gabarito: letra A. A única reescritura que mantém integralmente o sentido do trecho original é "celebração da resistência do cativo" → "enaltecimento da resiliência do aprisionado", pois cada vocábulo é um sinônimo contextual fiel: celebração = enaltecimento, resistência = resiliência, cativo = aprisionado. As demais alternativas ou trocam o sentido por completo, ou introduzem ideias que o texto não autoriza — como se vê na análise de cada uma abaixo.

O comando pede uma reescritura semântica: a nova forma deve ser "correta e coerente", ou seja, precisa preservar o sentido do segmento original, apenas trocando as palavras por equivalentes. Não se trata de interpretar, inferir ou completar — trata-se de reconhecer sinônimos contextuais. A técnica é testar cada alternativa perguntando: a troca mantém o mesmo significado, ou altera algo?

O texto-base é um elogio ao Hino de Fortaleza, de Gustavo Barroso. No 2º parágrafo, o autor enumera os elementos do hino: a natureza, os jangadeiros, os povos originais e, por fim, a menção aos escravos. O trecho em questão é:

"a menção aos 'escravos partindo os grilhões' é uma celebração da resistência do cativo"

Aqui, "celebração" tem sentido de louvor, exaltação; "resistência" significa capacidade de suportar, resiliência; e "cativo" é exatamente aprisionado, escravo. A alternativa A troca cada termo por um sinônimo perfeito, sem acrescentar nem suprimir nada.

A armadilha central da questão é a troca de vocábulo que inverte o sentido: a banca oferece reescrituras que parecem equivalentes, mas que mudam sutilmente o significado — "ressalvar" não é "faltar", "linha sentido" não é "está o sentido", "habilita" não é "presta", "de antemão" não é "imediatamente". O candidato que não testa cada palavra cai na armadilha.

1Teste: cada termo é sinônimo fiel?
2Preserva o sentido
Celebração = enaltecimento
Resistência = resiliência
Cativo = aprisionado
3Altera o sentido
Faltar ≠ ressalvar
Prestar ≠ habilitar
Ocorrer ≠ acorrer
Reescritura semântica
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Reescritura semântica: Teste: cada termo é sinônimo fiel?; Preserva o sentido (Celebração = enaltecimento, Resistência = resiliência, Cativo = aprisionado); Altera o sentido (Faltar ≠ ressalvar, Prestar ≠ habilitar, Ocorrer ≠ acorrer)

Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO

"a menção aos 'escravos partindo os grilhões' é uma celebração da resistência do cativo"

A reescritura "enaltecimento da resiliência do aprisionado" é uma paráfrase perfeita: celebração = enaltecimento (ambos indicam louvor), resistência = resiliência (ambos indicam capacidade de suportar), cativo = aprisionado (sinônimos exatos). Nenhum sentido foi alterado, nenhuma ideia foi acrescentada. É a única alternativa inteiramente sustentada pelo texto.

Alternativa B — ❌ Incorreta

"A um hino não costuma faltar um refrão"

A reescritura "não convém ressalvar um estribilho" contradiz o texto: "não costuma faltar" significa que o refrão geralmente está presente; "não convém ressalvar" significa que não é adequado fazer uma ressalva — ideia completamente diferente. Além disso, "estribilho" é sinônimo de refrão, mas "ressalvar" não tem relação com "faltar". A alternativa troca o verbo por outro de sentido oposto.

Alternativa C — ❌ Incorreta

"Já na origem grega da palavra hino (húmnos) está o sentido de canto"

A reescritura "mesmo originalmente o canto grego linha sentido" é incoerente e agramatical: o verbo "linha" não existe em português (o correto seria "tinha"), e a construção "o canto grego linha sentido" inverte a relação — no original, o sentido de canto está na palavra hino, não no canto grego. A alternativa extrapola ao trocar o sujeito da afirmação e contradiz o texto ao deslocar o sentido.

Alternativa D — ❌ Incorreta

"Um hino é a homenagem que se presta à energia da natureza"

A reescritura "louvor do qual se habilita" troca o sentido: "prestar homenagem" significa oferecer, tributar; "habilitar-se" significa tornar-se apto, qualificar-se. São ações opostas — no original, o hino é a homenagem oferecida; na reescritura, seria um louvor ao qual alguém se torna apto. A alternativa contradiz o texto ao inverter a relação.

Alternativa E — ❌ Incorreta

"jangadas e jangadeiros são ícones locais que nos ocorrem imediatamente"

A reescritura "os quais nos acorrem de antemão" troca o sentido: "ocorrer imediatamente" significa vir à mente na hora; "acorrer de antemão" significa socorrer antecipadamente — verbo "acorrer" tem sentido de auxílio, não de lembrança. Além disso, "de antemão" (antes) não equivale a "imediatamente" (sem demora). A alternativa contradiz o texto ao trocar o verbo por outro de sentido diverso.

NÃO CAIA NESSA!

A banca explora a troca de vocábulo que inverte o sentido — oferece reescrituras com palavras parecidas, mas de significado diferente ("faltar" × "ressalvar", "prestar" × "habilitar", "ocorrer" × "acorrer"). A correta é a única em que cada termo é um sinônimo fiel.

PEGA ESSA DICA!

Em questões de reescritura, teste palavra por palavra: se qualquer termo trocado não for sinônimo contextual exato, a alternativa está errada. Desconfie de verbos que mudam a ação ("faltar" → "ressalvar") e de advérbios que alteram o tempo ("imediatamente" → "de antemão").

Gabarito: letra A — a única reescritura que preserva integralmente o sentido do texto, sem extrapolar, restringir ou contradizer o que está escrito.

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