Questão de Banco de Dados — Modelo Entidade-Relacionamento (MER) — FCC 2024
Banco de Dados›Modelo Entidade-Relacionamento (MER)
Código
fc147219
Banca
FCC
Órgão
TRT 20
Ano
2024
Cargo
AJ TRT20
Considere que um processo trabalhista pode ser distribuído em diversos volumes que são identificados pelo número do processo principal a que se referem. Cada volume tem um número que vai de 01 a nn, sequencialmente na medida em que são anexados ao processo principal, como por exemplo: P01V01, P01V02, P02V01, P02V02 e P02V03, onde P é o número do processo e V é o número do volume.
Em um modelo conceitual entidade x relacionam Volume,é
Auma especialização da entidade Processoque é a entidade genérica.
Buma entidade associativa cardinalidade n:m em relação à entidade Processo.
Cuma entidade fraca com cardinalidade n:1 em relação à entidade Processo.
Dum auto relacionamento com cardinalidaden: m
Eum relacionamento complementar com cardinalidade 1 : n relação entidade e Processo.
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GabaritoC — uma entidade fraca com cardinalidade n:1 em relação à entidade Processo.
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Modelo Entidade-Relacionamento: Entidade Fraca e Cardinalidade
Gabarito: letra C. O Volume é uma entidade fraca em relação ao Processo, pois sua existência depende do processo principal e sua identificação é feita pela combinação do número do processo com o número sequencial do volume (P01V01, P01V02...). A cardinalidade é n:1 (muitos volumes para um processo), pois um processo pode ter vários volumes, mas cada volume pertence a um único processo.
O Modelo Entidade-Relacionamento (MER) é um modelo conceitual que descreve os dados de um domínio de negócio de forma abstrata, independente de hardware ou software. Seus principais componentes são entidades, atributos e relacionamentos. Uma entidade representa um objeto do mundo real com existência independente, enquanto uma entidade fraca é aquela cuja existência depende de outra entidade (a entidade forte ou proprietária).
No caso apresentado, o Volume não tem sentido de existir sem o Processo: um volume é sempre anexado a um processo principal. Além disso, o Volume não possui uma chave primária própria — sua identificação é feita pela combinação da chave do Processo (número P) com um discriminador (número sequencial V). Isso caracteriza exatamente uma entidade fraca.
A cardinalidade do relacionamento é n:1 (ou 1:N, dependendo da perspectiva), pois um Processo pode ter vários Volumes (1 para N), mas cada Volume pertence a um único Processo (N para 1). O exemplo dado — P01V01, P01V02, P02V01, P02V02, P02V03 — mostra claramente que cada processo pode ter múltiplos volumes, mas cada volume está associado a um único processo.
A distinção crucial aqui é entre entidade fraca e entidade associativa. Uma entidade associativa surge quando um relacionamento n:m (muitos-para-muitos) precisa ser desmembrado em dois relacionamentos 1:n, transformando o relacionamento em uma entidade. No caso do Volume, não há um relacionamento n:m entre Processo e Volume — é uma relação direta 1:N, onde o Volume é dependente do Processo.
A pegadinha que a banca explora é confundir entidade fraca com entidade associativa ou com especialização. A especialização divide uma entidade genérica em subentidades (superclasse/subclasse), o que não ocorre aqui. O auto relacionamento ocorre quando uma entidade se relaciona consigo mesma, o que também não é o caso. A entidade associativa seria necessária apenas se houvesse um relacionamento n:m, o que não existe entre Processo e Volume.
Guarde a fronteira entre entidade fraca e entidade associativa: é exatamente nela que as alternativas se dividem. A entidade fraca depende da existência de outra e não tem chave própria; a entidade associativa é um relacionamento n:m transformado em entidade.
Critério
Entidade Fraca (C)
Entidade Associativa (B)
Especialização (A)
Dependência existencial
Sim — depende do Processo
Não — entidade própria
Não — subclasse da genérica
Chave própria
Não — usa chave do Processo + discriminador
Sim — chave própria
Sim — herda da superclasse
Cardinalidade com Processo
n:1 (muitos volumes por processo)
n:m (se existisse)
1:1 (herança)
Exemplo no contexto
P01V01, P01V02 (volumes do mesmo processo)
Não aplicável — não há n:m
Não aplicável — Volume não é tipo de Processo
Alternativa A — ❌ Incorreta
A especialização é um conceito de hierarquia onde uma entidade genérica (superclasse) é dividida em subentidades (subclasses) mais específicas. O Volume não é uma subclasse do Processo — ele é uma entidade distinta que depende do Processo para existir. Não há relação de generalização/especialização aqui.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Uma entidade associativa é criada quando existe um relacionamento n:m (muitos-para-muitos) que precisa ser desmembrado em dois relacionamentos 1:n. No caso, a relação entre Processo e Volume é 1:N (um processo tem muitos volumes), não n:m. Portanto, não há necessidade de entidade associativa.
Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO
O Volume é uma entidade fraca porque sua existência depende do Processo (entidade forte) e sua identificação é feita pela combinação da chave do Processo com o número sequencial do volume. A cardinalidade é n:1, pois um Processo pode ter vários Volumes, mas cada Volume pertence a um único Processo. Isso está exatamente de acordo com a definição de entidade fraca.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Auto relacionamento (ou relacionamento recursivo) ocorre quando uma entidade se relaciona consigo mesma, como no caso de um funcionário que supervisiona outro funcionário. Aqui, Processo e Volume são entidades distintas, não há auto relacionamento.
Alternativa E — ❌ Incorreta
A cardinalidade 1:n está correta, mas o termo "relacionamento complementar" não é um conceito padrão do MER. O relacionamento entre Processo e Volume é um relacionamento fraco (entre entidade fraca e entidade forte), não um relacionamento complementar. Além disso, a cardinalidade correta é n:1 (muitos volumes para um processo), não 1:n (um volume para muitos processos).
NÃO CAIA NESSA!
A banca troca os conceitos de entidade fraca e entidade associativa. A entidade associativa é necessária apenas em relacionamentos n:m, enquanto a entidade fraca é dependente de outra entidade e não possui chave própria. O Volume é claramente uma entidade fraca, pois depende do Processo para existir e é identificado pela combinação da chave do Processo com o número sequencial.
PEGA ESSA DICA!
Para identificar uma entidade fraca, pergunte: "essa entidade faz sentido sem a outra?" e "ela tem chave primária própria?". Se a resposta for não para ambas, é uma entidade fraca. A cardinalidade n:1 indica que muitos volumes pertencem a um único processo.