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Questão de Banco de Dados — Conceitos e Fundamentos de Modelo Relacional — FCC 2024

Banco de DadosConceitos e Fundamentos de Modelo Relacional
Código
fc147223
Banca
FCC
Órgão
SEAD PI
Ano
2024
Cargo
Ana Gov ( )
Um analista de uma Secretaria de Estado necessita modificar a estrutura (esquema) de um banco de dados relacional adicionando novas tabelas e novas colunas em tabelas já existentes. Os dados já utilizados permanecerão íntegros e disponíveis para as aplicações que os utilizam e sem necessitar que sejam modificadas.   Foram utilizadas as regras de Codd na estruturação do banco e, em especial, a regra de
  1. Aindependência lógica de dados.
  2. Bindependência de atualização de alto nível.
  3. Cpersistência de dados.
  4. Dorigem lógica de dados.
  5. Epermanência de dados.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoA — independência lógica de dados.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Independência de dados no modelo relacional

Gabarito: letra A. A situação descrita — alterar o esquema conceitual (adicionar tabelas e colunas) sem afetar os programas de aplicação — corresponde exatamente à independência lógica de dados, uma das regras de Codd (Regra 9). Essa regra garante que mudanças na estrutura lógica do banco não exijam alterações nos esquemas externos ou nas aplicações.

A independência de dados é um dos pilares da arquitetura de banco de dados, e se divide em dois níveis: lógica e física. A independência lógica permite modificar o esquema conceitual (tabelas, colunas, relacionamentos) sem impactar as aplicações; a independência física permite modificar o armazenamento físico (arquivos, índices, métodos de acesso) sem impactar o esquema conceitual. A questão descreve exatamente a primeira: o analista adiciona novas tabelas e colunas (mudança no nível conceitual) e os dados permanecem íntegros e as aplicações não precisam ser modificadas.

Para entender a diferença, é essencial conhecer a arquitetura de três esquemas (ANSI/SPARC), que separa o banco em três níveis: externo (visões dos usuários), conceitual (estrutura global) e interno (armazenamento físico). A independência lógica atua entre o nível conceitual e o externo: alterações no conceitual não afetam as visões. A independência física atua entre o interno e o conceitual: alterações no armazenamento não afetam a estrutura lógica.

Um exemplo prático: imagine um banco de uma biblioteca com a tabela livros. Se o analista adicionar uma nova coluna ano_publicacao ou uma nova tabela autores, os programas que consultam livros continuam funcionando normalmente — isso é independência lógica. Já se o DBA reorganizar os arquivos físicos ou mudar o método de acesso (por exemplo, criar um índice), os programas também não são afetados — isso é independência física.

A pegadinha da questão está em confundir independência lógica com independência física. A banca descreve uma mudança no esquema conceitual (adicionar tabelas e colunas), não no armazenamento físico. Portanto, a regra de Codd aplicada é a independência lógica de dados (Regra 9), e não a física (Regra 8).

As alternativas incorretas são distratores que não correspondem a nenhuma das regras de Codd ou que descrevem outros conceitos. Vamos analisar cada uma:

Independência de dados (Codd)
  • 1Lógica (Regra 9)
    • Altera esquema conceitual
    • Aplicações não mudam
  • 2Física (Regra 8)
    • Altera armazenamento físico
    • Esquema conceitual não muda
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Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A independência lógica de dados é a capacidade de alterar o esquema conceitual (adicionar, remover ou modificar tabelas e colunas) sem que os esquemas externos (visões) ou os programas de aplicação precisem ser alterados. É exatamente o que o enunciado descreve: o analista modifica a estrutura do banco adicionando novas tabelas e colunas, e os dados permanecem íntegros e as aplicações continuam funcionando sem modificação. Essa é a Regra 9 das regras de Codd.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Independência de atualização de alto nível não é uma das regras de Codd. A regra que trata de operações de inserção, atualização e exclusão é a Regra 7 (Inserção, Atualização e Exclusão de alto nível), que estabelece que qualquer conjunto de dados que pode ser manipulado com um único comando para retornar informações também deve ser manipulável com um único comando para operações de modificação. O enunciado não trata de operações de manipulação de dados, mas sim de alteração de estrutura (esquema).

Alternativa C — ❌ Incorreta

Persistência de dados é um conceito genérico que se refere à capacidade de armazenar dados de forma duradoura em um meio não volátil. Não é uma das regras de Codd e não está relacionada à alteração de esquema sem impacto nas aplicações. O enunciado fala em modificar a estrutura do banco, não em garantir a durabilidade dos dados.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Origem lógica de dados não é um termo técnico reconhecido no contexto de bancos de dados relacionais nem uma das regras de Codd. É um distrator inventado pela banca para confundir o candidato. O conceito correto que se relaciona com a estrutura lógica é a independência lógica de dados.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Permanência de dados é outro termo genérico que não corresponde a nenhuma regra de Codd. Assim como persistência, refere-se à durabilidade dos dados, não à capacidade de alterar o esquema sem afetar as aplicações. O enunciado descreve uma mudança estrutural, não uma característica de armazenamento.

Gabarito: letra A.

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