Pular para o conteúdo principal

Questão de Segurança da Informação — Conceitos de Criptografia (Chaves, Simetria, etc.) — FCC 2024

Segurança da InformaçãoConceitos de Criptografia (Chaves, Simetria, etc.)
Código
fc147354
Banca
FCC
Órgão
TRT 7
Ano
2024
Cargo
AJ TRT7
Entende-se por criptografia assimétrica o mecanismo de segurança que torna dados indecifráveis para pessoas que não possuem a chave correta para decodificá-los,
  1. Asendo necessárias uma chave privada e outra pública, que deverão ser utilizadas simultaneamente para descriptografar os dados.
  2. Bnão sendo necessária a utilização de chave especifica para descríptografar a informação, quando esta for acessada pelo destinatário autorizado.
  3. Csendo necessária apenas uma chave, que é utilizada tanto para criptografar quanto para descriptografar os dados.
  4. Dnão sendo obrigatório o cadastro da pessoa física no Sistema Nacional de Certificação Digital, Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira (ICP-Brasil), para obtenção de assinatura eletrónica qualificada.
  5. Esendo necessárias duas chaves distintas, uma para criptografar e outra para descriptografar os dados.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoE — sendo necessárias duas chaves distintas, uma para criptografar e outra para descriptografar os dados.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Criptografia assimétrica: o par de chaves público-privada

Gabarito: letra E. A criptografia assimétrica (ou de chave pública) utiliza duas chaves distintas e matematicamente relacionadas — uma pública e uma privada — em que o que é cifrado com uma só pode ser decifrado com a outra. É exatamente isso que a alternativa E afirma: uma chave para criptografar e outra para descriptografar. As demais alternativas ou descrevem a criptografia simétrica (C), ou contêm erros conceituais sobre o uso das chaves (A, B) ou fogem do tema (D).

A criptografia assimétrica resolve o problema central da criptografia simétrica: a distribuição segura da chave. Na simétrica, emissor e receptor precisam compartilhar a mesma chave secreta, o que exige um canal seguro — se a chave for interceptada, a comunicação inteira fica comprometida. Na assimétrica, cada usuário possui um par de chaves: a chave pública, que pode ser distribuída livremente, e a chave privada, que deve ser mantida em segredo absoluto. Quando alguém quer enviar uma mensagem confidencial, cifra com a chave pública do destinatário; somente a chave privada correspondente consegue decifrar. Essa propriedade — o que uma chave cifra, só a outra decifra — é a essência da assimetria.

Na prática, imagine que Bruno precisa enviar um e-mail sigiloso à Paula. Paula envia sua chave pública a Bruno; Bruno cifra a mensagem com essa chave pública; ao receber, Paula decifra com sua chave privada. Nenhum terceiro que intercepte a mensagem ou a chave pública consegue lê-la, pois só a chave privada de Paula abre o conteúdo. Esse é o uso para confidencialidade. Já para autenticidade e não repúdio (assinatura digital), o processo é invertido: o remetente cifra com a própria chave privada e o destinatário verifica com a chave pública do remetente — provando que só o dono da chave privada poderia ter assinado.

A principal desvantagem da criptografia assimétrica é o desempenho: os algoritmos (RSA, ECC, ElGamal, Diffie-Hellman) exigem alto processamento matemático e são muito mais lentos que os simétricos (AES, DES, 3DES, RC4). Por isso, na prática, usa-se criptografia híbrida: a assimétrica protege a troca de uma chave simétrica, que então cifra os dados em volume. Essa distinção entre simétrica e assimétrica é o ponto que a banca explora — e é exatamente onde as alternativas se dividem.

NÃO CAIA NESSA!

A banca adora inverter o papel das chaves. Na alternativa A, ela afirma que as duas chaves devem ser usadas "simultaneamente" para descriptografar — o que é falso: apenas uma chave (a privada do destinatário) decifra a mensagem cifrada com a pública. Na C, ela descreve a criptografia simétrica (uma única chave para cifrar e decifrar) como se fosse assimétrica. Fique atento: na assimétrica, são duas chaves distintas, e a operação de decifragem usa uma delas, não as duas ao mesmo tempo.

1Par de chaves
Chave pública (distribuída livremente)
Chave privada (segredo absoluto)
2Confidencialidade
Cifra com a pública do destinatário
Decifra com a privada do destinatário
3Assinatura digital
Cifra com a própria privada
Verifica com a pública do remetente
4Desvantagem
Desempenho lento (RSA, ECC)
5Uso híbrido
Assimétrica protege a troca da chave simétrica
Simétrica cifra os dados em volume
Criptografia assimétrica
LEVELsoulevel.com.br
Criptografia assimétrica: Par de chaves (Chave pública (distribuída livremente), Chave privada (segredo absoluto)); Confidencialidade (Cifra com a pública do destinatário, Decifra com a privada do destinatário); Assinatura digital (Cifra com a própria privada, Verifica com a pública do remetente); Desvantagem (Desempenho lento (RSA, ECC)); Uso híbrido (Assimétrica protege a troca da chave simétrica, Simétrica cifra os dados em volume)

Alternativa A — ❌ Incorreta

Afirma que as chaves privada e pública devem ser usadas simultaneamente para descriptografar. Isso é um erro conceitual: na criptografia assimétrica, a mensagem cifrada com a chave pública é decifrada apenas com a chave privada correspondente — não há uso simultâneo das duas. As chaves são complementares, mas a decifragem exige uma única chave (a privada, no caso da confidencialidade).

Alternativa B — ❌ Incorreta

Diz que não é necessária chave específica para descriptografar quando o destinatário é autorizado. Isso contraria o princípio básico da criptografia: sempre é necessária uma chave para decifrar, mesmo para o destinatário legítimo. Sem a chave correta, os dados permanecem indecifráveis — é essa a essência da confidencialidade.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Descreve a criptografia simétrica, que usa uma única chave tanto para cifrar quanto para decifrar. Na assimétrica, são duas chaves distintas (pública e privada). A alternativa confunde os dois tipos de criptografia — pegadinha clássica da banca.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Foge completamente do tema. A alternativa trata de certificação digital e ICP-Brasil, que é um assunto relacionado, mas não define criptografia assimétrica. Além disso, a afirmação sobre cadastro na ICP-Brasil para assinatura eletrônica qualificada é incorreta: a ICP-Brasil é a infraestrutura que emite certificados digitais, e o cadastro é obrigatório para obter certificados no padrão ICP-Brasil. Mas o ponto principal é que isso não responde à definição pedida.

Alternativa E — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Afirma corretamente que a criptografia assimétrica exige duas chaves distintas: uma para criptografar e outra para descriptografar. É exatamente a definição: um par de chaves (pública e privada) em que o que uma cifra, só a outra decifra. Essa é a característica que a diferencia da criptografia simétrica.

Gabarito: letra E

Link permanente: /questoes/fc147354