Questão de Segurança da Informação — MITRE ATT&CK — FCC 2024
Segurança da Informação›MITRE ATT&CK
Código
fc147375
Banca
FCC
Órgão
SEAD PI
Ano
2024
Cargo
Ana Gov ( )
Atacantes podem ofuscar o tráfego de Comando e Controle (C2) para torná-lo mais difícil de detectar. Para mitigar algumas atividades de ofuscação no nível da rede, um analista de segurança, utilizando estritamente as recomendações do MITRE ATT&CK, deve
Aimplementar uma única segmentação de rede para isolar a rede em uma única zona de segurança, limitando a movimentação lateral de atacantes.
Bmonitorar logs de eventos de software para identificar padrões suspeitos que possam indicar a presença de atividades maliciosas.
Cutilizar sistemas de detecção e prevenção de intrusões que usam assinaturas de rede para identificar o tráfego de malware de um atacante específico.
Dimplementar regras de firewall rígidas que bloqueiam todos os tráfegos de entrada e saída não autorizados, independente do conteúdo.
Econfigurar listas de bloqueio baseadas em nomes conhecidos para filtrar o tráfego malicioso antes de entrar na rede.
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GabaritoC — utilizar sistemas de detecção e prevenção de intrusões que usam assinaturas de rede para identificar o tráfego de malware de um atacante específico.
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MITRE ATT&CK e mitigação de ofuscação de C2
Gabarito: letra C. Para mitigar atividades de ofuscação no nível da rede, o MITRE ATT&CK recomenda o uso de sistemas de detecção e prevenção de intrusões (IDS/IPS) que utilizam assinaturas de rede para identificar o tráfego de malware de um atacante específico. As demais alternativas ou não se alinham às recomendações específicas do framework para este cenário, ou apresentam medidas genéricas ou inadequadas.
O MITRE ATT&CK é um framework de conhecimento de cibersegurança que documenta táticas, técnicas e procedimentos (TTPs) usados por atores de ameaças. Ele é utilizado para entender como os ataques ocorrem e para desenvolver defesas mais eficazes. No contexto da ofuscação de tráfego de Comando e Controle (C2), o framework fornece orientações específicas sobre como detectar e mitigar essas atividades.
A ofuscação de tráfego C2 é uma técnica usada por atacantes para esconder a comunicação entre o malware e o servidor de comando, dificultando a detecção por mecanismos de segurança tradicionais. Para combater isso, o MITRE ATT&CK sugere o uso de ferramentas que possam analisar o tráfego de rede em busca de padrões conhecidos de malware. Os sistemas de detecção e prevenção de intrusões (IDS/IPS) baseados em assinaturas são uma dessas ferramentas, pois comparam o tráfego com assinaturas de ataques conhecidos, permitindo identificar e bloquear comunicações maliciosas.
É importante distinguir entre as diferentes abordagens de mitigação. Enquanto a segmentação de rede, o monitoramento de logs e as regras de firewall são medidas de segurança importantes, elas não são especificamente recomendadas pelo MITRE ATT&CK para mitigar a ofuscação de tráfego C2 no nível da rede. A recomendação específica do framework para esse cenário é o uso de IDS/IPS com assinaturas de rede.
A pegadinha desta questão está em confundir medidas de segurança genéricas com a recomendação específica do MITRE ATT&CK para o cenário de ofuscação de C2. O candidato pode ser tentado a escolher uma alternativa que pareça razoável, mas que não corresponde à orientação precisa do framework.
Mitigação de ofuscação de C2 (MITRE ATT&CK)
1Recomendação específica
IDS/IPS com assinaturas de rede
Identifica tráfego de malware específico
2Medidas genéricas (não específicas)
Segmentação de rede
Monitoramento de logs
Regras de firewall rígidas
Listas de bloqueio por nomes
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Alternativa A — ❌ Incorreta
A alternativa propõe "implementar uma única segmentação de rede para isolar a rede em uma única zona de segurança, limitando a movimentação lateral de atacantes". Isso é contraditório: a segmentação de rede visa criar múltiplas zonas de segurança, não uma única. Além disso, embora a segmentação possa limitar a movimentação lateral, ela não é a recomendação específica do MITRE ATT&CK para mitigar a ofuscação de tráfego C2 no nível da rede.
Alternativa B — ❌ Incorreta
A alternativa propõe "monitorar logs de eventos de software para identificar padrões suspeitos que possam indicar a presença de atividades maliciosas". Embora o monitoramento de logs seja uma prática de segurança importante, ele não é a recomendação específica do MITRE ATT&CK para mitigar a ofuscação de tráfego C2 no nível da rede. O monitoramento de logs é mais voltado para a detecção de atividades em endpoints, não para a análise de tráfego de rede.
Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A alternativa propõe "utilizar sistemas de detecção e prevenção de intrusões que usam assinaturas de rede para identificar o tráfego de malware de um atacante específico". Esta é a recomendação correta do MITRE ATT&CK para mitigar a ofuscação de tráfego C2 no nível da rede. Os IDS/IPS baseados em assinaturas analisam o tráfego de rede em busca de padrões conhecidos de malware, permitindo identificar e bloquear comunicações maliciosas.
Alternativa D — ❌ Incorreta
A alternativa propõe "implementar regras de firewall rígidas que bloqueiam todos os tráfegos de entrada e saída não autorizados, independente do conteúdo". Embora firewalls sejam importantes, bloquear todo o tráfego não autorizado pode ser inviável e não é a recomendação específica do MITRE ATT&CK para mitigar a ofuscação de tráfego C2. Além disso, a ofuscação pode ocorrer em tráfego que parece legítimo, tornando essa abordagem ineficaz.
Alternativa E — ❌ Incorreta
A alternativa propõe "configurar listas de bloqueio baseadas em nomes conhecidos para filtrar o tráfego malicioso antes de entrar na rede". Listas de bloqueio baseadas em nomes (como domínios ou IPs) podem ser úteis, mas não são a recomendação específica do MITRE ATT&CK para mitigar a ofuscação de tráfego C2. Atacantes podem facilmente alterar os nomes ou usar técnicas de ofuscação para contornar essas listas.