Questão de Segurança da Informação — Zero Trust (Modelo de Confiança Zero) — FCC 2024
Segurança da Informação›Zero Trust (Modelo de Confiança Zero)
Código
fc147386
Banca
FCC
Órgão
SEAD PI
Ano
2024
Cargo
Ana Gov ( )
Uma organização que utiliza Cyber Security Body Of Knowledge (CyBOK) está buscando uma solução que permita acesso seguro a seus sistemas críticos por pare de seus funcionários remotos, garantindo alta segurança, controla de acesso granular e capacidade de monitoramento continuo. Atende de forma mais completa a necessidade da organização, nesse caso,
Ausar ZTNA para funcionários de TI e, VPN para todos os outros funcionários.
Butilizar uma VPN com autenticação multifator (MFA) para garantir que apenas usuários autenticados acessem a rede.
Cadotar apenas VPN com criptografia forte para proteger todos os acessos remotos.
Dimplementar ZTNA para controlar à acesso aos sistemas críticos com base na verificação continua de identidade e contexto.
Eadotar uma VPN e configurar listas de controle de acesso (ACLs) para limitar o acesso a sistemas críticos.
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GabaritoD — implementar ZTNA para controlar à acesso aos sistemas críticos com base na verificação continua de identidade e contexto.
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Zero Trust Network Access (ZTNA) e o acesso remoto seguro
Gabarito: letra D. A necessidade descrita — acesso seguro a sistemas críticos por funcionários remotos, com alta segurança, controle de acesso granular e monitoramento contínuo — é atendida de forma mais completa pela implementação de ZTNA (Zero Trust Network Access), que controla o acesso com base na verificação contínua de identidade e contexto, princípio central do modelo Zero Trust (NIST SP 800-207). As demais alternativas, ao apostarem em VPN como solução principal, não entregam o controle granular por aplicação nem a verificação contínua que o ZTNA proporciona.
O Zero Trust (Confiança Zero) é um modelo de segurança baseado no princípio de "nunca confiar, sempre verificar". Ele parte da premissa de que nenhum usuário, dispositivo ou aplicação deve receber confiança implícita, mesmo que já esteja dentro do perímetro da rede corporativa. Em vez de confiar na localização da rede, o Zero Trust avalia cada solicitação de acesso individualmente, com base em múltiplos fatores: identidade do usuário, saúde do dispositivo, localização, horário, comportamento e sensibilidade do dado acessado.
A arquitetura Zero Trust se apoia em três princípios fundamentais: verificação contínua e explícita (autenticar e autorizar sempre, considerando todos os pontos de dados), menor privilégio possível (conceder apenas o mínimo acesso necessário para executar uma tarefa) e presumir violação (agir como se a rede já estivesse comprometida, segmentando e monitorando para limitar o impacto). Esses princípios se traduzem em controles como autenticação multifator (MFA), microssegmentação de rede, políticas baseadas em identidade e contexto, e monitoramento contínuo do comportamento.
O ZTNA é a materialização prática do Zero Trust para acesso remoto. Diferentemente da VPN tradicional, que concede acesso à rede como um todo após a autenticação, o ZTNA concede acesso apenas a aplicações específicas, com base em políticas dinâmicas que consideram identidade, dispositivo, localização e outros sinais de contexto. Isso elimina a confiança implícita da rede e impede a movimentação lateral: mesmo que um atacante comprometa um dispositivo, ele não terá acesso automático a toda a rede, apenas aos recursos que a política permitir.
A VPN (Virtual Private Network), por sua vez, é uma tecnologia que cria um túnel criptografado entre o dispositivo do usuário e a rede corporativa, permitindo acesso remoto. Embora seja uma ferramenta útil, a VPN tradicional tem uma limitação fundamental: após a autenticação, o usuário ganha acesso à rede como um todo, o que contraria o princípio do menor privilégio e facilita a movimentação lateral em caso de comprometimento. Adicionar MFA ou ACLs à VPN melhora a segurança, mas não resolve o problema do acesso excessivo à rede.
A banca explora exatamente essa distinção: enquanto a VPN concede acesso à rede, o ZTNA concede acesso à aplicação. Para o cenário descrito — sistemas críticos, funcionários remotos, controle granular e monitoramento contínuo — o ZTNA é a solução mais completa, pois alinha-se diretamente aos princípios do Zero Trust. Guarde essa fronteira: VPN = acesso à rede; ZTNA = acesso à aplicação com verificação contínua. É nela que as alternativas se dividem.
Zero Trust (Confiança Zero): Princípios (Verificação contínua e explícita, Menor privilégio possível, Presumir violação); ZTNA (acesso à aplicação) (Controle granular, Verificação contínua de contexto, Impede movimentação lateral); VPN (acesso à rede) (Túnel criptografado, Acesso à rede como um todo, MFA/ACLs não resolvem excesso)
Alternativa A — ❌ Incorreta
A alternativa propõe usar ZTNA apenas para funcionários de TI e VPN para todos os outros. Essa abordagem é inconsistente: os sistemas críticos podem ser acessados por qualquer funcionário, não apenas pela equipe de TI, e a VPN para os demais funcionários não oferece o controle granular e a verificação contínua que o ZTNA proporciona. A solução mais completa seria aplicar ZTNA a todos os acessos a sistemas críticos, independentemente do perfil do usuário.
Alternativa B — ❌ Incorreta
A alternativa sugere utilizar uma VPN com autenticação multifator (MFA). Embora o MFA seja uma camada importante de segurança, a VPN continua concedendo acesso à rede como um todo após a autenticação, o que não atende ao requisito de controle de acesso granular mencionado no enunciado. O MFA fortalece a autenticação, mas não resolve o problema do acesso excessivo à rede nem oferece a verificação contínua de contexto que o ZTNA proporciona.
Alternativa C — ❌ Incorreta
A alternativa propõe adotar apenas VPN com criptografia forte. A criptografia protege o tráfego em trânsito, mas não controla o que o usuário pode acessar após a autenticação. Uma VPN com criptografia forte ainda concede acesso à rede como um todo, sem controle granular por aplicação e sem verificação contínua de identidade e contexto. Para sistemas críticos, isso é insuficiente.
Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A alternativa correta propõe implementar ZTNA para controlar o acesso aos sistemas críticos com base na verificação contínua de identidade e contexto. Isso atende diretamente aos requisitos do enunciado: alta segurança (verificação contínua), controle de acesso granular (acesso apenas a aplicações específicas) e capacidade de monitoramento contínuo (avaliação de contexto em cada solicitação). O ZTNA é a solução mais alinhada ao modelo Zero Trust, que é o tema central da questão.
Alternativa E — ❌ Incorreta
A alternativa sugere adotar uma VPN e configurar listas de controle de acesso (ACLs) para limitar o acesso a sistemas críticos. Embora as ACLs adicionem algum controle, elas são estáticas e baseadas em endereços IP ou portas, não em identidade e contexto. Além disso, a VPN continua concedendo acesso à rede, e as ACLs não oferecem a verificação contínua nem o monitoramento comportamental que o ZTNA proporciona. A solução é menos granular e menos adaptativa do que o ZTNA.
NÃO CAIA NESSA!
A banca tenta confundir o candidato ao apresentar VPN com MFA ou ACLs como soluções equivalentes ao ZTNA. A pegadinha está em associar "segurança" a "VPN com criptografia" ou "MFA", quando o requisito central do enunciado é o controle de acesso granular e a verificação contínua de contexto — características exclusivas do ZTNA. Lembre-se: VPN concede acesso à rede; ZTNA concede acesso à aplicação, com verificação contínua.
PEGA ESSA DICA!
Para questões sobre Zero Trust, foque nos três princípios: verificar explicitamente, usar acesso menos privilegiado e supor violações. Quando o enunciado mencionar "controle granular", "verificação contínua" ou "monitoramento contínuo", a resposta quase sempre será ZTNA, não VPN. Compare: