O monóxido de carbono (CO) é um gás incolor, inodoro e altamente tóxico, apontado como uma das principais causas de morte por intoxicação inalatória; mesmo em baixas concentrações, não provoca imitação imediata e pode passar despercebido, re- presentando perigo aos bombeiros em serviço.
(Disponivel em: <bombeiros.ms.gov.br>. Acesso em 02 ago 2025)
Durante o combate a um incêndio residencial, um bombeiro resgatou uma vítima inconsciente após inalar fumaça rica em CO, À hipóxia celular provocada por esse gás, apesar da presença de oxigênio (O2) no ambiente, ocorre porque o CO
Aprovoca vasoconstrição periférica generalizada, reduzindo o fluxo sanguíneo oxigenado aos tecidos.
Bcompete com o O2 nos alvéolos, reduzindo sua difusão para o sangue.
Cforma uma ligação instável com a hemoglobina, iberando-a rapidamente nos tecidos.
Ddegrada diretamente as hemácias, diminuindo à capacidade de transporte gasoso.
Epossui afinidade maior pela hemogiobina do que o O2, reduzindo o transporte de gás oxigênio.
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GabaritoE — possui afinidade maior pela hemogiobina do que o O2, reduzindo o transporte de gás oxigênio.
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Intoxicação por monóxido de carbono (CO)
Gabarito: letra E. A hipóxia celular provocada pelo CO, mesmo com O2 disponível no ambiente, ocorre porque o monóxido de carbono possui afinidade muito maior pela hemoglobina do que o oxigênio, formando a carboxiemoglobina e reduzindo o transporte de O2 aos tecidos. Esse é o mecanismo clássico descrito na literatura de fisiologia e toxicologia.
O monóxido de carbono é um gás incolor, inodoro e insípido, produzido pela queima incompleta de combustíveis (motores, incêndios, aquecedores). Sua toxicidade decorre da competição com o O2 pelo sítio de ligação na hemoglobina (Hb). A afinidade do CO pela Hb é cerca de 200 a 250 vezes maior que a do O2. Assim, mesmo em baixas concentrações no ar inspirado, o CO ocupa os sítios da Hb, formando a carboxiemoglobina (HbCO), que não transporta oxigênio. Além disso, a presença de CO desloca a curva de dissociação da oxiemoglobina, dificultando a liberação do O2 que ainda está ligado aos tecidos (efeito Bohr). O resultado é hipóxia tecidual, que pode levar à perda de consciência e morte, mesmo com níveis normais de O2 no ambiente.
Na prática, um bombeiro que resgata uma vítima em um incêndio inala fumaça rica em CO; a vítima pode estar inconsciente porque o CO já se ligou à hemoglobina, impedindo o transporte de oxigênio. O tratamento envolve administração de O2 a 100% ou, em casos graves, oxigenoterapia hiperbárica, que desloca o CO da Hb.
A pegadinha da questão está em distinguir o mecanismo exato: o CO não reduz a difusão alveolar do O2 (alternativa B), não degrada hemácias (D), não causa vasoconstrição periférica (A) e não forma ligação instável (C). A alternativa E é a única que descreve corretamente a alta afinidade do CO pela hemoglobina.
Guarde o conceito-chave: afinidade CO-Hb >> afinidade O2-Hb — é isso que decide a questão.
Intoxicação por CO: Mecanismo (gabarito) (CO liga-se à hemoglobina, Afinidade 200–250× maior que O2, Forma carboxiemoglobina (HbCO), Reduz transporte de O2 → hipóxia); Distratores típicos (Vasoconstrição periférica, Competição alveolar (difusão), Ligação instável com Hb, Degradação de hemácias); Tratamento (O2 a 100%, Oxigenoterapia hiperbárica)
Alternativa A — ❌ Incorreta
A vasoconstrição periférica generalizada não é o mecanismo da intoxicação por CO. O CO não age primariamente sobre os vasos sanguíneos; sua ação é sobre a hemoglobina, impedindo o transporte de O2. A vasoconstrição periférica pode ocorrer em outros contextos (choque, hipotermia), mas não é a causa da hipóxia celular descrita.
Alternativa B — ❌ Incorreta
O CO não compete com o O2 nos alvéolos para reduzir sua difusão. A difusão alveolar do O2 depende da diferença de pressão parcial e da membrana alvéolo-capilar; o CO não interfere nesse processo. A competição ocorre no nível da hemoglobina, no sangue, e não nos alvéolos.
Alternativa C — ❌ Incorreta
A ligação do CO com a hemoglobina é estável e de alta afinidade, não instável. A carboxiemoglobina é bastante estável, o que dificulta a liberação do CO e prolonga o efeito tóxico. A alternativa inverte o conceito: a estabilidade da ligação é justamente o problema.
Alternativa D — ❌ Incorreta
O CO não degrada diretamente as hemácias. Ele se liga à hemoglobina dentro das hemácias, mas não as destrói. A degradação de hemácias (hemólise) pode ocorrer em outras condições (anemia hemolítica, toxinas), mas não é o mecanismo da intoxicação por CO.
Alternativa E — ✅ Correta ⟵ GABARITO
O CO possui afinidade pela hemoglobina cerca de 200 a 250 vezes maior que a do O2. Ao se ligar à Hb, forma a carboxiemoglobina, que não transporta oxigênio, reduzindo a capacidade de transporte de O2 no sangue e causando hipóxia tecidual. Esse é exatamente o mecanismo descrito no enunciado: a vítima inala fumaça rica em CO e, apesar do O2 no ambiente, sofre hipóxia celular.
NÃO CAIA NESSA!
A banca explora a confusão entre os níveis de ação do CO: muitos candidatos marcam a alternativa B (competição alveolar) ou D (degradação de hemácias), mas o CO age exclusivamente na hemoglobina, no sangue. Lembre-se: a competição é molecular, não alveolar.
PEGA ESSA DICA!
Para questões de intoxicação por CO, foque no par afinidade × transporte: o CO "rouba" o lugar do O2 na hemoglobina. Se a alternativa mencionar vasoconstrição, difusão alveolar ou hemólise, descarte-a.