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Questão de Português — Reescrita de Frases. Substituição de Palavras ou Trechos de Texto. — FCC 2025

PortuguêsReescrita de Frases. Substituição de Palavras ou Trechos de Texto.
Código
fc149716
Banca
FCC
Órgão
Pref SP
Ano
2025
Cargo
AMCI (CGM SP)

Atenção: para responder a questão abaixo, considere o texto a seguir.

 

A pobreza existe em toda a parte, mas sua definição é relativa a uma determinada sociedade. Estamos lidando com uma noção historicamente determinada. É por isso que comparações de diferentes séries temporais levam frequentemente à confusão. A combinação de variáveis, assim como sua definição, mudam ao longo do tempo; a definição dos fenômenos resultantes também muda.

 

De que adianta afirmar que um Indivíduo é menos pobre agora, em comparação a situação de dez anos atrás, ou que é menos pobre na cidade em comparação à sua situação no campo, se esse indivíduo não tem mais o mesmo padrão de valores, inclusive no que se refere aos bens materiais? A única medida válida é a atual, dada pela situação relativa do indivíduo na sociedade a que pertence.

 

Segundo Bachelard, é mais importante compreender um fenômeno do que medi-lo. A medida da pobreza é dada antes de mais nada pelos objetivos que a sociedade determinou para si própria. É inútil procurar uma definição numérica para uma realidade cujas dimensões - agora e no futuro - serão definidas pela influência reciproca dos fatores econômicos e sociais peculiares a cada país. Além do que um indivíduo não é mais pobre ou menos pobre porque consome um pouco menos ou um pouco mais.

 

A definição de pobreza deve ir além das pesquisas estatísticas para situar o homem na sociedade global à qual pertence, porquanto a pobreza não é apenas uma categoria econômica, mas também uma categoria política acima de tudo. Estamos lidando com um problema social.

 

Há, na verdade, diferentes tipos de pobreza, tanto a nível internacional quanto dentro de cada país. Por Isso, não tem sentido procurar uma definição matemática ou estática. Conforme acentuou L. Buchanan, "o termo 'pobreza' não só implica um estado de privação material como também um modo de vida - e um conjunto complexo e duradouro de relações e instituições sociais, econômicas, culturais e políticas criadas para encontrar segurança dentro de uma situação insegura".

   

Santos, Milton. Pureza Urbana. São Paulo: Edusp, 3.ed., 2009, pp. 18-19)

A definição de pobreza deve Ir além das pesquisas estatísticas para situar o homem na sociedade global à qual pertence, porquanto a pobreza não é apenas uma categoria econômica, mas também uma categoria política acima de tudo. Uma nova redação para o trecho acima, em que se mantêm a correção e, em linhas gerais, o sentido original, encontra-se em:
  1. AA definição de pobreza, para que o homem se situe na sociedade global a que pertence - muito embora não seja apenas uma categoria econômica, mas antes de tudo política -, deve ultrapassar as pesquisas estatísticas.
  2. BNão sendo, portanto, a pobreza tão só uma categoria econômica, porém sobretudo política, sua definição deve ultrapassar as pesquisas estatísticas com vistas a situar o homem na sociedade global de que faz parte.
  3. CVisto que a definição de pobreza deva ultrapassar as pesquisas estatísticas a fim de que se situe o homem, diante da sociedade global de que é parte, conquanto a pobreza não seja apenas uma categoria econômica, mas sobretudo política.
  4. DUma vez que a pobreza não é tão somente uma categoria econômica, mas sobretudo política, sua definição deve exceder as pesquisas estatísticas caso se pretenda situar o homem na sociedade global de que é parte.
  5. EComo deva exceder as pesquisas estatísticas com vistas a situar o homem de cuja sociedade global é parte, a definição de pobreza se traia não apenas de uma categoria econômica, mas antes de uma categoria política.
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GabaritoD — Uma vez que a pobreza não é tão somente uma categoria econômica, mas sobretudo política, sua definição deve exceder as pesquisas estatísticas caso se pretenda situar o homem na sociedade global de que é parte.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Reescrita de Frases: preservando o sentido e a correção

Gabarito: letra D. A alternativa D é a única que reescreve o trecho original mantendo, em linhas gerais, o sentido e a correção gramatical. Ela reorganiza as ideias sem inverter a relação de causa e consequência: a pobreza não é apenas econômica, mas sobretudo política (causa) → por isso, sua definição deve ir além das pesquisas estatísticas (consequência). A passagem que ancora essa leitura é o trecho original: "A definição de pobreza deve ir além das pesquisas estatísticas para situar o homem na sociedade global à qual pertence, porquanto a pobreza não é apenas uma categoria econômica, mas também uma categoria política acima de tudo."

O comando pede uma reescrita que mantenha "a correção e, em linhas gerais, o sentido original". Isso significa que a nova redação pode mudar a ordem das palavras, usar sinônimos e trocar conectivos, desde que: (1) não haja erro gramatical (regência, concordância, pontuação, paralelismo); (2) as relações lógicas entre as ideias sejam preservadas — aqui, a relação de causa (pobreza é categoria política) e consequência (definição deve ir além das estatísticas).

O texto-base defende que a pobreza é um fenômeno social e político, não meramente econômico. No trecho em questão, o autor afirma que a definição de pobreza deve "ir além das pesquisas estatísticas" porque ela é "não apenas uma categoria econômica, mas também uma categoria política acima de tudo". Ou seja: a natureza política da pobreza é a razão pela qual a definição não pode se limitar a números. Qualquer reescrita que inverta essa lógica (fazendo a definição ser a causa, por exemplo) ou que a suprima estará errada.

A técnica para resolver é testar cada alternativa em dois eixos: gramática (a frase está correta?) e semântica (a relação de causa-consequência e o sentido geral foram mantidos?). A alternativa D passa nos dois: usa "uma vez que" (conectivo causal) para introduzir a causa, e "caso se pretenda" para expressar a finalidade de situar o homem, mantendo a hierarquia de ideias do original.

NÃO CAIA NESSA!

A banca explora a troca de conectivos e a inversão da relação lógica. Alternativas como A e C colocam a definição como causa e a natureza política como consequência, invertendo o sentido. Outras, como B e E, cometem erros gramaticais (regência, paralelismo) que as desqualificam. A correta é a única que preserva a lógica e a correção.

Reescrita de frases
  • 1Eixos de análise
    • Gramática (regência, concordância, paralelismo)
    • Semântica (relação lógica preservada)
  • 2Relação lógica do original
    • Causa: pobreza é categoria política
    • Consequência: definição deve ir além das estatísticas
  • 3Conectivos
    • Causais: porque, uma vez que, visto que, como
    • Concessivos: embora, conquanto, muito embora
    • Conclusivos: portanto, logo, assim
  • 4Erros comuns
    • Troca de conectivo (causal por concessivo)
    • Inversão da relação lógica
    • Erro de regência ("trata-se de")
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Alternativa A — ❌ Incorreta

"A definição de pobreza, para que o homem se situe na sociedade global a que pertence - muito embora não seja apenas uma categoria econômica, mas antes de tudo política -, deve ultrapassar as pesquisas estatísticas."

Erro: contradiz o texto (inversão da relação lógica). No original, a natureza política da pobreza é a causa da definição ir além das estatísticas. Aqui, "muito embora" (concessivo) transforma essa causa em uma ressalva, como se fosse um obstáculo que não impede a ação. Isso inverte o sentido: no original, a pobreza ser política é o motivo; na reescrita, é uma concessão. Além disso, o trecho "para que o homem se situe" coloca a finalidade antes da causa, mas o problema central é a troca do conectivo causal por um concessivo.

Alternativa B — ❌ Incorreta

"Não sendo, portanto, a pobreza tão só uma categoria econômica, porém sobretudo política, sua definição deve ultrapassar as pesquisas estatísticas com vistas a situar o homem na sociedade global de que faz parte."

Erro: contradiz o texto (inversão da relação lógica). O conectivo "portanto" indica conclusão, não causa. No original, a pobreza ser política é a causa; aqui, "portanto" faz parecer que a definição ir além das estatísticas é uma conclusão tirada de algo anterior, mas a estrutura "não sendo... porém..." fica solta, sem estabelecer claramente a relação causal. A frase fica ambígua e não reproduz fielmente a lógica do original, em que a natureza política é a razão explícita.

Alternativa C — ❌ Incorreta

"Visto que a definição de pobreza deva ultrapassar as pesquisas estatísticas a fim de que se situe o homem, diante da sociedade global de que é parte, conquanto a pobreza não seja apenas uma categoria econômica, mas sobretudo política."

Erro: contradiz o texto (inversão da relação lógica) + erro de paralelismo. Aqui, "visto que" (causal) introduz a definição como causa, e "conquanto" (concessivo) introduz a natureza política como ressalva. Isso inverte completamente a lógica do original: a pobreza ser política é que justifica a definição ir além das estatísticas, não o contrário. Além disso, a frase é um período sem oração principal clara — "Visto que... conquanto..." fica sem conclusão, o que compromete a correção gramatical.

Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO

"Uma vez que a pobreza não é tão somente uma categoria econômica, mas sobretudo política, sua definição deve exceder as pesquisas estatísticas caso se pretenda situar o homem na sociedade global de que é parte."

Correta. A alternativa D preserva a relação de causa e consequência: "uma vez que" (causal) introduz a natureza política da pobreza, que é a razão para a definição "exceder as pesquisas estatísticas". O conectivo "caso se pretenda" expressa a finalidade de situar o homem, mantendo o sentido do original. Gramaticalmente, a frase é correta: "de que é parte" (regência do verbo "fazer parte" exige a preposição "de"), "tão somente" (locução adverbial correta) e "sobretudo" (advérbio que reforça a ideia de predominância). A reescrita usa sinônimos adequados ("exceder" por "ir além", "uma vez que" por "porquanto") sem alterar o sentido.

Alternativa E — ❌ Incorreta

"Como deva exceder as pesquisas estatísticas com vistas a situar o homem de cuja sociedade global é parte, a definição de pobreza se traia não apenas de uma categoria econômica, mas antes de uma categoria política."

Erro: contradiz o texto (inversão da relação lógica) + erro de regência + erro de paralelismo. O conectivo "como" (causal) introduz a definição como causa, e a natureza política aparece como consequência — invertendo a lógica do original. Além disso, há dois erros graves: (1) "se traia" — o verbo "tratar-se" exige a preposição "de" ("trata-se de"), então o correto seria "se trate de"; (2) "de cuja sociedade global é parte" — a regência de "fazer parte" exige "de", mas a construção "de cuja... é parte" é confusa e inadequada, pois o pronome relativo "cuja" já carrega a preposição, gerando duplicidade. A frase também quebra o paralelismo entre "não apenas... mas antes".

Conclusão: a chave da questão é preservar a relação de causa e consequência do original. A pobreza ser política é a causa; a definição ir além das estatísticas é a consequência. A alternativa D é a única que mantém essa lógica com correção gramatical. As demais ou invertem a relação (A, C, E), ou usam conectivos inadequados (B), ou cometem erros de regência e paralelismo (C, E).

PEGA ESSA DICA!

Ao reescrever, identifique primeiro a relação lógica entre as orações (causa, consequência, finalidade, concessão). Depois, teste se o conectivo usado na reescrita mantém essa relação. Conectivos causais: "porque", "uma vez que", "visto que", "como". Concessivos: "embora", "conquanto", "muito embora". Conclusivos: "portanto", "logo", "assim". Trocar um pelo outro é o erro mais comum.

Gabarito: letra D

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