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Questão de Português — Reescrita de Frases. Substituição de Palavras ou Trechos de Texto. — FCC 2025

PortuguêsReescrita de Frases. Substituição de Palavras ou Trechos de Texto.
Código
fc149806
Banca
FCC
Órgão
MPE PI
Ano
2025
Cargo
Tec Min ( )

A revolução tecnológica do século XXI modificou toda a configuração da economia global, provocando uma verdadeira ruptura nas relações trabalhistas até então vigentes. Um dos setores da economia que melhor representa essa revolução e seu impacto nas relações de trabalho é o de serviços de transporte de passageiros e de entrega de bens de consumo.

 

Junto a essa radical transformação tecnológica, levando em conta a grande oferta de mão de obra disponível, escancarou-se uma controversa realidade social: a relação de trabalho estabelecida entre motoristas e entregadores e as empresas que operam por meio de plataformas digitais.

 

Desde o inicio das atividades das empresas de transporte e entrega por aplicativos no Brasil, os trabalhadores cadastrados em suas plataformas foram contratados como microempreendedores individuais (MEI) ou como autônomos.

 

Nesse contexto. o questionamento a ser feito é se esses motoristas e entregadores são ou não são. na realidade. empregados. como empregados. se enquadrariam em uma das modalidades contratuais previstas na CLT. Já como não empregados. ou autônomos, a CLT não se aplicaria e, consequentemente, os direitos trabalhistas celetistas não seriam a eles devidos. O questionamento colocado é a razão da controvérsia atual que domina o campo trabalhista e que envolve diversos atores sociais e instituições públicas ligadas ao trabalho.

 

A relação de emprego, assim como a relação de trabalho autônomo, são espécies do gênero relação de trabalho. Para a caracterização da relação de emprego devem estar presentes. de forma cumulativa. os requisitos constantes dos arts. 2o e 3o da CLT. quais sejam: pessoalidade. não eventualidade. onerosidade e subordinação.

 

A subordinação é o elemento decisivo para a afirmação da existência, ou não. da relação de emprego. como também é o elemento principal de diferenciação entre a relação de emprego e as diversas modalidades de trabalho autónomo. Logo, pode-se dizer que a contraposição à subordinação é a autonomia. E é exatamente sobre o elemento subordinação que reside a controvérsia ora analisada.

 

Todas as empresas que ofertam serviços de transporte ou entrega por aplicativos afirmam inexistir entre elas e os trabalhadores cadastrados em suas plataformas qualquer tipo de subordinação. Pelo contrário, afirmam que há autonomia e independência desses trabalhadores na prestação dos serviços. já que esses profissionais têm total liberdade para se conectarem ou não ao aplicativo, podendo escolher o horário de trabalho. e para aceitarem ou recusarem o direcionamento (chamado/oferta) de serviços.

 

Na Justiça do Trabalho são inúmeras as ações individuais de motoristas e entregadores pleiteando o reconhecimento do vinculo empregatício com as empresas para as quais prestam e/ou prestaram serviços por meio de aplicativos. Ora é reconhecida a relação de emprego, configurando-se a existência de subordinação, ora tal relação não é reconhecida.

(Adaptado de: NEIVA. Ralael Biisque)

Considere o texto a seguir para responder à questão abaixo.

 

Considere o trecho:

 

Todas as empresas que ofertam serviços de transporte ou entrega por aplicativos afirmam inexistir entre elas e os trabalhadores cadastrados em suas plataformas qualquer tipo de subordinação.

 

Sem prejuízo para a correção e para as relações de sentido estabelecidas na frase o termo sublinhado pode ser substituído por:

  1. Acuja inexistência
  2. Bna inexistência
  3. Cà inexistência
  4. Dque inexiste
  5. Eque inexistiam
Revelar gabarito e comentário

GabaritoD — que inexiste

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Reescrita de Frases: de oração substantiva para adjetiva

Gabarito: letra D. A substituição correta é "que inexiste", pois transforma a oração substantiva objetiva direta "inexistir... subordinação" em uma oração adjetiva restritiva introduzida pelo pronome relativo "que", mantendo o sentido de que não existe subordinação entre as empresas e os trabalhadores. A passagem que sustenta isso é o trecho original: "afirmam inexistir entre elas e os trabalhadores cadastrados em suas plataformas qualquer tipo de subordinação". A reescrita "afirmam que inexiste qualquer tipo de subordinação" preserva a ideia de inexistência, agora expressa por um verbo flexionado.

O que a questão pede

O comando é claro: substituir o termo sublinhado (a oração "inexistir... subordinação") sem prejuízo para a correção e para as relações de sentido. Isso significa que a alternativa correta deve:

  • Manter o sentido original: as empresas afirmam que não existe subordinação.

  • Manter a correção gramatical: a nova estrutura deve ser sintaticamente válida e concordar com o restante da frase.

Aqui, não se trata de interpretação de texto, mas de reescritura — uma questão de sintaxe e semântica. O foco está em reconhecer a função sintática do trecho original e encontrar uma paráfrase estruturalmente equivalente.

Análise do trecho original

No trecho "afirmam inexistir entre elas e os trabalhadores cadastrados em suas plataformas qualquer tipo de subordinação", o verbo "afirmam" é transitivo direto e exige um objeto direto. A oração "inexistir... subordinação" funciona como objeto direto do verbo "afirmar" — é uma oração subordinada substantiva objetiva direta reduzida de infinitivo. O sujeito dessa oração é "qualquer tipo de subordinação", e o verbo "inexistir" concorda com ele no singular.

Ao reescrever, podemos desenvolver essa oração reduzida em uma oração desenvolvida, introduzida pela conjunção integrante "que": "afirmam que inexiste qualquer tipo de subordinação". Essa é a forma mais direta e mantém o sentido.

A alternativa D propõe exatamente isso, mas com uma diferença sutil: em vez de usar a conjunção integrante "que", usa o pronome relativo "que", transformando a oração em adjetiva restritiva. Vejamos: "afirmam que inexiste qualquer tipo de subordinação" — aqui, "que" é conjunção integrante, e a oração é substantiva. Mas a alternativa D diz "afirmam que inexiste qualquer tipo de subordinação" — na verdade, a estrutura é a mesma, e o "que" pode ser classificado como conjunção integrante, não como pronome relativo. No entanto, a banca considera a substituição válida porque o sentido é preservado e a correção gramatical é mantida. A chave é que "que inexiste" funciona como uma oração subordinada substantiva objetiva direta, equivalente à original.

A técnica de substituição

Para resolver, é preciso:

  1. Identificar a função sintática do trecho sublinhado: objeto direto do verbo "afirmar".

  2. Buscar uma estrutura que exerça a mesma função, mantendo o sentido.

  3. Verificar a concordância verbal: o sujeito "qualquer tipo de subordinação" é singular, então o verbo deve ficar no singular ("inexiste").

A alternativa D é a única que cumpre todos os requisitos: mantém o sentido de inexistência, usa o verbo no singular e introduz a oração com "que", preservando a correção.

Análise das alternativas

1Função sintática
Objeto direto de "afirmam"
Oração substantiva reduzida de infinitivo
2Substituição correta
"que inexiste"
Mantém sentido
Concordância singular
3Erros comuns
"cuja inexistência" (posse indevida)
"na inexistência" (preposição indevida)
"à inexistência" (preposição indevida)
"que inexistiam" (plural e tempo errados)
Reescrita: "inexistir... subordinação"
LEVELsoulevel.com.br
Reescrita: "inexistir... subordinação": Função sintática (Objeto direto de "afirmam", Oração substantiva reduzida de infinitivo); Substituição correta ("que inexiste", Mantém sentido, Concordância singular); Erros comuns ("cuja inexistência" (posse indevida), "na inexistência" (preposição indevida), "à inexistência" (preposição indevida), "que inexistiam" (plural e tempo errados))

Alternativa A — ❌ Incorreta

"cuja inexistência" — Esta opção introduz um pronome relativo "cuja" que exige um substantivo após ele, e a construção "cuja inexistência" criaria uma oração adjetiva, mas o sentido ficaria alterado: "afirmam cuja inexistência..." não faz sentido, pois "cuja" indica posse e não se encaixa aqui. Além disso, a estrutura ficaria incompleta, pois "cuja inexistência" precisaria de um complemento. Erro: troca de conceito — confunde o uso de pronome relativo com posse, alterando o sentido.

Alternativa B — ❌ Incorreta

"na inexistência" — Esta opção transforma a oração em um adjunto adverbial de lugar ou de modo, mas o verbo "afirmar" não pede preposição "em" para seu objeto. "Afirmam na inexistência" não mantém o sentido de que eles afirmam que não existe subordinação; soa como se afirmassem algo dentro da inexistência. Erro: contradiz o texto — altera a relação sintática e o sentido.

Alternativa C — ❌ Incorreta

"à inexistência" — Aqui, a preposição "a" com crase indica que "inexistência" seria um complemento nominal ou objeto indireto, mas o verbo "afirmar" é transitivo direto, não exige preposição. "Afirmam à inexistência" não faz sentido e quebra a correção gramatical. Erro: contradiz o texto — introduz uma preposição indevida.

Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO

"que inexiste" — Esta opção substitui a oração reduzida por uma oração desenvolvida com o verbo "inexistir" flexionado no presente do indicativo, concordando com o sujeito "qualquer tipo de subordinação". A estrutura "afirmam que inexiste qualquer tipo de subordinação" mantém o sentido original e a correção gramatical. O "que" funciona como conjunção integrante, introduzindo uma oração subordinada substantiva objetiva direta, exatamente como a original. Correta — preserva sentido e correção.

Alternativa E — ❌ Incorreta

"que inexistiam" — Esta opção usa o verbo no plural ("inexistiam"), mas o sujeito "qualquer tipo de subordinação" é singular. Além disso, o tempo verbal no pretérito imperfeito altera o sentido temporal, pois o texto fala de uma afirmação atual. "Afirmam que inexistiam" muda o sentido para algo que não existia no passado, o que não é o caso. Erro: contradiz o texto — erro de concordância e de tempo verbal.

Conclusão

A alternativa D é a única que mantém o sentido e a correção, pois substitui a oração reduzida por uma desenvolvida com o verbo no singular e no presente, preservando a relação de objeto direto. As demais ou alteram a estrutura sintática, ou mudam o sentido, ou cometem erros de concordância.

PEGA ESSA DICA!

Em questões de reescrita, identifique a função sintática do trecho sublinhado e busque uma paráfrase que exerça a mesma função, mantendo o sentido e a concordância. Desconfie de opções que mudam o tempo verbal ou o número do sujeito.

Gabarito: letra D

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