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Questão de Português — Concordância (Verbal e Nominal) — FCC 2025

PortuguêsConcordância (Verbal e Nominal)
Código
fc149843
Banca
FCC
Órgão
CBM AP
Ano
2025
Cargo
Of ( )

A força do limite e o limite da força

 

Muitas vezes somos contraditórios. Nem sempre sabemos o que queremos, mudando de direção conforme mudam os ventos. Pense-se, por exemplo, nos usos que fazemos da palavra limite: ela tanto serve a uma acusação como a um abono. Se você disser a uma pessoa que ela é muito limitada, ganhará um desafeto, sobretudo se for verdade. Mas dizer que alguém tem consciência de seus limites soará como um elogio. Agir na medida dos próprios limites é um traço de maturidade e sabedoria. Não queremos ser limitados. mas concordamos que é importante considerar o limite como um valor social.

 

Para um artista, por exemplo, torna-se imprescindível a busca e a conquista de um limite para sua arte. Sem limite, não pode haver forma estabelecida; sem uma forma estabelecida, não há arte. O escultor dará limites a uma pedra de mármore, o músico às notas de uma canção, o escritor, as palavras. A grande arte é a que sabe se expandir a partir do controle expressivo de seus limites.

 

Há um exemplo célebre para essa última afirmação. O grande poeta Manuel Bandeira dizia-se um "poeta menor", devido à atenção que ele dava às coisas simples e poéticas do nosso cotidiano. Atento aos nossos mais sensíveis limites humanos, encontrou e nos revelou a poesia grande das pequenas coisas e das criaturas humildes.

 

Na vida social, na ordem pública, a noção de limite é um dos fundamentos da própria sociabilidade. Os instrumentos da necessária manutenção dos limites civilizatórios são os preceitos jurídicos. Cabe aos agentes da ordem e da segurança social resguardá-los, assegurando seu cumprimento por todos. Contam, para isso, até mesmo com a possibilidade de recorrer à força, cujo emprego disciplinado não deixa de estar sujeito a precisos limites. É o reconhecimento do limite da força que legitima o combate a quem despreza quaisquer limites. Não será um mero jogo de palavras, certamente, afirmar que o limite da força é, em última análise, a força mesma do limite, sem o qual não sobreviveria nenhuma instituição humana criada para dar seguimento ao curso do processo civilizatório

 

(Aristofanes Medeiros, a editar)

Há plena observância das normas de concordância verbal na frase:
  1. AImpõem-se aos agentes de segurança a observância dos justos limites de uma ação.
  2. BNão deveriam haver controvérsias quanto a conceitos que são fundamentos da civilidade.
  3. CCabem a todos os responsáveis pela ordem pública fazerem valer os preceitos jurídicos.
  4. DNas obras de arte encontra-se a definição formal que provém da qualidade de seus limites.
  5. EExigem-se dos limites formais que eles de fato delineiem a forma expressiva de uma obra.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoD — Nas obras de arte encontra-se a definição formal que provém da qualidade de seus limites.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Concordância verbal: o verbo e seu sujeito

Gabarito: letra D. A frase "Nas obras de arte encontra-se a definição formal que provém da qualidade de seus limites" é a única em que o verbo concorda corretamente com o sujeito: encontra-se (singular) concorda com a definição formal (singular), e provém (singular) concorda com que (retomando definição formal). As demais alternativas apresentam erros de concordância verbal, seja por inverter a ordem canônica e confundir o núcleo do sujeito, seja por usar o verbo "haver" impessoalmente de forma incorreta.

O comando: o que a banca pede

A questão pede a frase com plena observância das normas de concordância verbal. Isso significa que devemos analisar cada alternativa e verificar se o verbo está flexionado corretamente em relação ao seu sujeito. A concordância verbal é a relação de dependência entre o verbo e o sujeito: o verbo concorda em número (singular/plural) e pessoa (1ª, 2ª, 3ª) com o núcleo do sujeito. O erro clássico em provas é distanciar o sujeito do verbo, fazendo o candidato se perder na estrutura da frase.

A técnica: identificar o sujeito antes de julgar o verbo

Para resolver, o método é: achar o verbo, perguntar "quem?" ou "o quê?" antes dele, e conferir se a flexão bate. Em frases com ordem inversa (verbo antes do sujeito), o risco de erro aumenta. Vamos aplicar isso a cada alternativa.

1Regra de ouro
Achar o verbo
Perguntar "quem?"/"o quê?"
Conferir a flexão
2Ordem inversa
Verbo antes do sujeito
Risco de erro aumenta
3Verbo "haver" impessoal
Fica sempre no singular
Auxiliar também fica no singular
4Sujeito oracional
Verbo no singular
Ex.: "cabe fazerem", "exige-se que..."
5Armadilha comum
Verbo concorda com objeto indireto
Sujeito distante do verbo
Concordância verbal
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Concordância verbal: Regra de ouro (Achar o verbo, Perguntar "quem?"/"o quê?", Conferir a flexão); Ordem inversa (Verbo antes do sujeito, Risco de erro aumenta); Verbo "haver" impessoal (Fica sempre no singular, Auxiliar também fica no singular); Sujeito oracional (Verbo no singular, Ex.: "cabe fazerem", "exige-se que..."); Armadilha comum (Verbo concorda com objeto indireto, Sujeito distante do verbo)

Alternativa A — ❌ Incorreta

"Impõem-se aos agentes de segurança a observância dos justos limites de uma ação."

O verbo impõem-se está no plural, mas o sujeito é a observância (singular). A frase está na ordem inversa: o sujeito vem depois do verbo. O núcleo do sujeito é "observância", que é singular, portanto o verbo deveria ser impõe-se. A banca tenta confundir fazendo o verbo concordar com "agentes de segurança" (que é objeto indireto, não sujeito). Erro: contradiz a concordância, pois o verbo não concorda com o núcleo do sujeito.

Alternativa B — ❌ Incorreta

"Não deveriam haver controvérsias quanto a conceitos que são fundamentos da civilidade."

O verbo haver, no sentido de "existir", é impessoal e fica sempre na 3ª pessoa do singular. Na locução verbal "deveriam haver", o verbo auxiliar deveriam deveria ficar no singular, pois o verbo principal "haver" é impessoal e não tem sujeito. O correto seria "Não deveria haver controvérsias". Erro: contradiz a regra do verbo impessoal "haver".

Alternativa C — ❌ Incorreta

"Cabem a todos os responsáveis pela ordem pública fazerem valer os preceitos jurídicos."

O verbo cabem está no plural, mas o sujeito é a oração "fazerem valer os preceitos jurídicos" (sujeito oracional), que exige verbo no singular: cabe. Além disso, o infinitivo "fazerem" está flexionado de forma inadequada, pois o sujeito da oração é "todos os responsáveis", mas a concordância com o verbo "caber" é que está errada. Erro: contradiz a concordância com sujeito oracional.

Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO

"Nas obras de arte encontra-se a definição formal que provém da qualidade de seus limites."

Aqui, o verbo encontra-se está no singular e concorda com o sujeito a definição formal (singular), que vem depois do verbo. O pronome relativo que retoma "a definição formal", e o verbo provém (singular) concorda com esse antecedente. A concordância está perfeita: sujeito simples e singular, verbo no singular. Correta: a única em que o verbo concorda corretamente com o sujeito.

Alternativa E — ❌ Incorreta

"Exigem-se dos limites formais que eles de fato delineiem a forma expressiva de uma obra."

O verbo exigem-se está no plural, mas o sujeito é a oração "que eles de fato delineiem a forma expressiva de uma obra" (sujeito oracional), que exige verbo no singular: exige-se. A banca tenta confundir fazendo o verbo concordar com "limites formais", que é objeto indireto. Erro: contradiz a concordância com sujeito oracional.

Fechamento

A regra de ouro: sempre identifique o sujeito antes de julgar o verbo. Em frases com ordem inversa, pergunte "quem?" ou "o quê?" antes do verbo. Desconfie de verbos no plural quando o sujeito parece estar longe — a banca adora distanciar o sujeito do verbo para confundir. A alternativa D é a única em que o verbo concorda corretamente com o sujeito, sem armadilhas.

Gabarito: letra D

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