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Questão de Português — Concordância (Verbal e Nominal) — FCC 2025

PortuguêsConcordância (Verbal e Nominal)
Código
fc149857
Banca
FCC
Órgão
PM AP
Ano
2025
Cargo
Of ( )

Uma palavra, vários sentidos: "segurança"

 

As palavras nascem com um sentido original preso a um determinado contexto. Com o tempo, modificam-se, ganham novas significações por força de seu emprego em novos contextos. É essa a dinâmica de todas as línguas vivas, sobretudo em seus níveis de fala. Conhecer a história de uma palavra, por meio de sua etimologia e de seu percurso filológico, pode iluminar aspectos da história humana.

 

Tomemos como exemplo a palavra "segurança", um conceito dos mais discutidos em nosso tempo. Essa palavra tem origem no termo latino "securitas", que por sua vez deriva de "securus" (livre de preocupações, seguro), termo composto por "sine" (sem) e "cura" (cuidado, preocupação). Desde sua origem, pois, "segurança" remete à ideia de estar livre de cuidados, perigos ou riscos, ou seja, em um estado de tranquilidade e proteção.

 

Mas é nos diferentes contextos de seu emprego que se reconhece uma ampla gama de sentidos dessa palavra. Num nível psicológico, um individuo seguro está habilitado a enfrentar seus desafios munido de convictos valores pessoais. Na ordem social, a segurança se torna um bem público, a ser defendido pelas instituições que delegam a seus agentes o papel de defender os valores civilizatórios. Difícil imaginar alguém que nunca se tenha valido da proteção que nos estendem os responsáveis por nossa segurança. Já no âmbito da natureza, catástrofes podem ser, quando não evitadas, minimizadas por medidas preventivas de segurança.

 

Em nossos dias, o progresso avassalador da cibernética está pondo à prova as situações em que todos nós, ativa ou passivamente, integramos os processos midiáticos de comunicação, expandindo valores e interesses que entram na conformação da vida e do comportamento sociais. Quais os limites dessa propagação? Que segurança podemos ter contra os abusos extremos? - perguntam-se alguns. Ao mesmo tempo, há aqueles que reagem contra qualquer tipo de controle dos procedimentos da mídia.

 

Não há dúvida de que nossas fragilidades naturais, nossos interesses nem sempre comunitários, nossos instintos primitivos pedem, aqui e ali, algum controle, em favor da segurança de todos. Caracterizar os valores que devem ser objetos prioritários da formação individual, da segurança social e do equilíbrio planetário vem-se constituindo um desafio do nosso tempo.

 

(Abelardo Villa Siqueira, a editar)

Para responder à questão, baseia-se no texto abaixo.

   

As formas verbais atendem às normas de concordância na frase:

  1. AResulta da força dos nossos instintos primitivos as quebras de conduta que tanto mal nos fazem.
  2. BSão próprias das línguas vivas desenvolverem-se segundo a dinâmica de seu uso pelos falantes.
  3. CAgrega-se ao percurso histórico de uma palavra os valores dos contextos em que ela se inserir.
  4. DDeve-se às convicções íntimas de um indivíduo o sentimento de segurança de que ele desfruta.
  5. ECabem aos agentes de segurança zelar pelos valores civilizatórios que devem nos irmanar.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoD — Deve-se às convicções íntimas de um indivíduo o sentimento de segurança de que ele desfruta.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Concordância verbal: o verbo e seu sujeito

Gabarito: letra D. A frase "Deve-se às convicções íntimas de um indivíduo o sentimento de segurança de que ele desfruta" é a única em que o verbo concorda corretamente com o sujeito: "o sentimento de segurança" (núcleo singular) exige o verbo no singular, e "Deve-se" está no singular. A concordância está correta porque o sujeito está posposto ao verbo, mas é facilmente identificável: quem deve algo? O sentimento de segurança. As demais alternativas apresentam erros de concordância verbal, seja por concordar com um termo que não é o sujeito, seja por usar o singular quando o sujeito é plural.

O comando pede que se identifique a frase em que "as formas verbais atendem às normas de concordância". Isso significa que devemos analisar cada alternativa e verificar se o verbo está flexionado corretamente em relação ao seu sujeito. A concordância verbal é a relação de dependência entre o verbo e o sujeito: o verbo deve concordar em número e pessoa com o núcleo do sujeito. A banca explora a dificuldade de identificar o sujeito quando ele está posposto ao verbo ou quando há termos intercalados.

No texto-base, o autor discute os múltiplos sentidos da palavra "segurança", desde sua origem etimológica até suas aplicações em diferentes contextos (psicológico, social, natural e cibernético). A questão, no entanto, não exige interpretação do texto, mas sim o conhecimento da norma culta de concordância verbal. As frases das alternativas foram construídas com base em ideias presentes no texto, mas o foco é puramente gramatical.

A técnica para resolver é simples: em cada frase, identifique o verbo, pergunte "quem pratica a ação?" ou "o que é?" para achar o sujeito, e verifique se o verbo concorda com o núcleo desse sujeito. Cuidado com sujeitos pospostos (depois do verbo) e com expressões que podem confundir, como "as quebras de conduta" ou "os valores dos contextos".

Concordância verbal
  • 1Sujeito posposto
    • Verbo concorda com o núcleo do sujeito
    • Cuidado com termos intercalados
  • 2Sujeito oracional
    • Verbo na 3ª pessoa do singular
  • 3Voz passiva sintética (se)
    • Verbo concorda com o sujeito paciente
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Alternativa A — ❌ Incorreta

"Resulta da força dos nossos instintos primitivos as quebras de conduta que tanto mal nos fazem."

O verbo "Resulta" está no singular, mas o sujeito é "as quebras de conduta" (núcleo plural: "quebras"). A frase está invertida: o sujeito está posposto ao verbo. A forma correta seria "Resultam da força dos nossos instintos primitivos as quebras de conduta...". O erro é de concordância verbal: o verbo deveria estar no plural para concordar com o sujeito plural. A banca tenta confundir fazendo o verbo concordar com "força" (singular), que é apenas um termo da locução "da força dos nossos instintos primitivos".

Alternativa B — ❌ Incorreta

"São próprias das línguas vivas desenvolverem-se segundo a dinâmica de seu uso pelos falantes."

Aqui, o sujeito é a oração reduzida de infinitivo "desenvolverem-se segundo a dinâmica de seu uso pelos falantes". Quando o sujeito é uma oração, o verbo deve ficar na 3ª pessoa do singular. A forma correta seria "É próprio das línguas vivas desenvolverem-se...". O verbo "São" está no plural, mas deveria concordar com o sujeito oracional, que é singular. O erro é de concordância verbal com sujeito oracional. A banca explora a confusão entre o plural aparente de "línguas vivas" e o sujeito real, que é a oração.

Alternativa C — ❌ Incorreta

"Agrega-se ao percurso histórico de uma palavra os valores dos contextos em que ela se inserir."

O verbo "Agrega-se" está no singular, mas o sujeito é "os valores dos contextos" (núcleo plural: "valores"). A frase está invertida: o sujeito está posposto ao verbo. A forma correta seria "Agregam-se ao percurso histórico de uma palavra os valores dos contextos...". O erro é de concordância verbal: o verbo deveria estar no plural para concordar com o sujeito plural. A partícula "se" aqui é apassivadora (voz passiva sintética), e o verbo concorda com o sujeito paciente. A banca tenta confundir fazendo o verbo concordar com "palavra" (singular), que é apenas um termo da locução "de uma palavra".

Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO

"Deve-se às convicções íntimas de um indivíduo o sentimento de segurança de que ele desfruta."

O verbo "Deve-se" está no singular e o sujeito é "o sentimento de segurança" (núcleo singular: "sentimento"). A frase está invertida: o sujeito está posposto ao verbo. A concordância está correta: "o sentimento" (singular) exige o verbo no singular. A partícula "se" aqui é apassivadora (voz passiva sintética), e o verbo concorda com o sujeito paciente. A banca tenta confundir fazendo o verbo concordar com "convicções" (plural), que é apenas um termo da locução "às convicções íntimas de um indivíduo". Esta é a única alternativa em que o verbo concorda corretamente com o núcleo do sujeito.

Alternativa E — ❌ Incorreta

"Cabem aos agentes de segurança zelar pelos valores civilizatórios que devem nos irmanar."

O verbo "Cabem" está no plural, mas o sujeito é a oração reduzida de infinitivo "zelar pelos valores civilizatórios que devem nos irmanar". Quando o sujeito é uma oração, o verbo deve ficar na 3ª pessoa do singular. A forma correta seria "Cabe aos agentes de segurança zelar...". O erro é de concordância verbal com sujeito oracional. A banca explora a confusão entre o plural aparente de "agentes de segurança" e o sujeito real, que é a oração.

NÃO CAIA NESSA!

A banca explora a dificuldade de identificar o sujeito quando ele está posposto ao verbo ou quando é uma oração. Em A e C, o verbo concorda com um termo que não é o sujeito ("força" e "palavra"). Em B e E, o verbo concorda com um termo que não é o sujeito ("línguas" e "agentes"), mas o sujeito é uma oração, que exige verbo no singular.

PEGA ESSA DICA!

Para resolver questões de concordância verbal, identifique o verbo e pergunte "quem?" ou "o quê?" antes do verbo. Se o sujeito estiver depois do verbo, inverta a frase para facilitar. Se o sujeito for uma oração (iniciada por verbo no infinitivo ou por "que"), o verbo fica no singular.

Gabarito: letra D. A única frase em que o verbo concorda corretamente com o sujeito é a D, pois "Deve-se" concorda com "o sentimento de segurança" (singular). As demais apresentam erros de concordância verbal, seja por concordar com um termo que não é o sujeito (A e C) ou por usar o plural quando o sujeito é uma oração (B e E).

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