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Questão de Segurança da Informação — Zero Trust (Modelo de Confiança Zero) — FCC 2025

Segurança da InformaçãoZero Trust (Modelo de Confiança Zero)
Código
fc150678
Banca
FCC
Órgão
Pref SP
Ano
2025
Cargo
Ana ( )
A Prefeitura de São Paulo está hipoteticamente desenvolvendo um sistema integrado de segurança urbana, chamado Segurança 360º, que conecta câmeras de vigilância, sensores de tráfego e dispositivos loT em áreas públicas. O objetivo é monitorar em tempo real eventos críticos, como congestionamentos, atos de vandalismo e emergências médicas. Esse sistema manipula dados sensíveis, como informações de placas de veículos, padrões de movimento de pedestres e eventos registrados por câmeras. Para proteger o sistema contra ataques cibernéticos, a equipe técnica decidiu implementar uma arquitetura Zero Trust (ZTA) com práticas DevSecOps. Para viabilizar o sistema Segurança 360º, o consenso foi optar por
  1. Acancelar serviços que usam modelos de implantação híbridos ou multi-nuvem, dispositivos não gerenciados ou aplicativos de SaaS. Em todos esses casos, há recursos que estão fora do controle direto, inviabilizando soluções ZTA, uma vez que podem comprometer as políticas e práticas de segurança.
  2. Bimplementar soluções que segmentam a rede para restringir o movimento lateral e conter os infiltradores, como ZTNA e Cloud Security Access Broker (CASB). Incluir MFA para todos os acessos, automação no pipeline CI/CD com scanners de vulnerabilidade e realizar monitoramento contínuo utilizando ferramentas SIEM.
  3. Carmazenar dados de sensores loT e câmeras em servidores centralizados, para facilitar a administração e garantir controle total de acesso, e utilizar Virtual Private Networks (VPNs) para controlar o acesso às redes e aos aplicativos.
  4. Dum modelo de segurança baseado na proteção de perímetro de rede, que estabelece alguns macroperímetros em torno de ativos protegidos, usa mecanismos de segurança como 2FA e possibilita o acesso a aplicativos e serviços com base em autorização por voz do usuário.
  5. Epriorizar o uso de firewalls de perímetro robustos e reduzir o foco em autenticação e controle granular para acelerar o tráfego entre dispositivos. Desta forma, os invasores ficam impedidos de comprometer as credenciais do usuário e obter acesso aos sistemas locais por trás do firewall.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoB — implementar soluções que segmentam a rede para restringir o movimento lateral e conter os infiltradores, como ZTNA e Cloud Security Access Broker (CASB). Incluir MFA para todos os acessos, automação no pipeline CI/CD com scanners de vulnerabilidade e realizar monitoramento contínuo utilizando ferramentas SIEM.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Zero Trust Architecture (ZTA) e DevSecOps

Gabarito: letra B. A alternativa correta descreve a implementação de uma arquitetura Zero Trust (ZTA) com práticas DevSecOps, incluindo segmentação de rede (ZTNA e CASB), MFA, automação no pipeline CI/CD com scanners de vulnerabilidade e monitoramento contínuo com SIEM. Esses elementos estão alinhados aos princípios fundamentais do Zero Trust, conforme o NIST SP 800-207, que preconiza a verificação contínua, o acesso mínimo e a suposição de violações.

O Zero Trust (Confiança Zero) é um modelo de segurança que parte do princípio de que nenhum usuário, dispositivo ou rede é confiável por padrão, independentemente de sua localização (interna ou externa). Em vez de confiar na localização da rede (perímetro), o Zero Trust foca na proteção de recursos (dados, ativos, serviços), exigindo autenticação e autorização contínuas para cada solicitação de acesso. O NIST SP 800-207 define três princípios centrais: verificar explicitamente (considerar todos os pontos de dados antes de autenticar), usar acesso menos privilegiado (limitar informações e tempo de acesso) e supor violações (segmentar redes para conter danos e exigir criptografia ponta a ponta).

Na prática, a implementação de uma ZTA envolve a adoção de tecnologias como ZTNA (Zero Trust Network Access), que substitui as VPNs tradicionais ao conceder acesso a aplicativos específicos, e CASB (Cloud Access Security Broker), que atua como intermediário entre usuários e serviços em nuvem, garantindo políticas de segurança. A segmentação de rede (microsegmentação) é crucial para restringir o movimento lateral de atacantes. Além disso, a autenticação multifator (MFA) é obrigatória para todos os acessos, e o monitoramento contínuo com ferramentas SIEM (Security Information and Event Management) permite detectar e responder a ameaças em tempo real. No contexto DevSecOps, a segurança é integrada ao pipeline de CI/CD, com scanners de vulnerabilidade automatizados para identificar falhas antes da implantação.

A banca explora a confusão entre o modelo Zero Trust e o modelo tradicional de segurança baseado em perímetro. Enquanto o Zero Trust elimina a confiança implícita e segmenta a rede, o modelo tradicional confia em tudo que está dentro do perímetro e usa firewalls de borda como principal defesa. A alternativa correta (B) reflete exatamente a abordagem moderna, enquanto as demais apresentam conceitos ultrapassados ou incompatíveis com a ZTA. Guarde essa distinção: Zero Trust = verificação contínua + microsegmentação + MFA + monitoramento, enquanto perímetro = confiança interna + firewall de borda.

Critério

Zero Trust (ZTA)

Modelo Tradicional (Perímetro)

Princípio central

Nenhuma confiança implícita; verificação contínua

Confiança implícita dentro do perímetro

Controle de acesso

Acesso a aplicativos específicos (ZTNA, CASB)

Acesso à rede como um todo (VPN)

Segmentação

Microsegmentação para conter movimento lateral

Macroperímetros em torno de ativos

Autenticação

MFA obrigatória para todos os acessos

2FA ou mecanismos básicos

Monitoramento

Contínuo com SIEM

Foco em firewall de borda

Alternativa A — ❌ Incorreta

A alternativa afirma que serviços com modelos híbridos, multi-nuvem, dispositivos não gerenciados ou SaaS devem ser cancelados, pois estão fora do controle direto. Isso é incorreto porque o Zero Trust foi projetado justamente para lidar com esses cenários. O NIST SP 800-207 reconhece que o Zero Trust é uma resposta a tendências como usuários remotos, BYOD e ativos baseados em nuvem que não estão dentro do perímetro da rede. Em vez de cancelar esses serviços, a ZTA os integra com políticas de acesso baseadas em identidade e contexto, verificando continuamente cada solicitação.

Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A alternativa descreve corretamente a implementação de uma ZTA com práticas DevSecOps. A segmentação de rede (ZTNA e CASB) restringe o movimento lateral, o MFA garante autenticação forte, a automação no pipeline CI/CD com scanners de vulnerabilidade integra segurança ao desenvolvimento, e o monitoramento contínuo com SIEM permite detecção e resposta a ameaças. Esses elementos estão alinhados aos princípios do Zero Trust (verificar explicitamente, usar acesso menos privilegiado e supor violações) e às práticas DevSecOps (segurança integrada ao ciclo de desenvolvimento).

Alternativa C — ❌ Incorreta

A alternativa propõe armazenar dados em servidores centralizados e usar VPNs para controlar acesso. Isso contraria o Zero Trust, que não confia na localização da rede e não usa VPNs como mecanismo principal de acesso. VPNs concedem acesso à rede como um todo, enquanto o ZTNA concede acesso a aplicativos específicos. Além disso, a centralização de dados em servidores cria um ponto único de falha e não aborda a segmentação necessária para conter ataques. O Zero Trust prefere microsegmentação e acesso baseado em identidade, não em localização.

Alternativa D — ❌ Incorreta

A alternativa descreve um modelo de segurança baseado em proteção de perímetro, que é o oposto do Zero Trust. O modelo de perímetro estabelece macroperímetros em torno de ativos e confia em tudo que está dentro deles. O Zero Trust elimina a confiança implícita e verifica cada acesso, independentemente da localização. Além disso, a alternativa menciona "autorização por voz do usuário", que não é um mecanismo padrão ou recomendado para autenticação em ZTA. O correto seria usar MFA e acesso baseado em contexto.

Alternativa E — ❌ Incorreta

A alternativa sugere priorizar firewalls de perímetro e reduzir o foco em autenticação e controle granular. Isso contradiz o Zero Trust, que não depende de firewalls de perímetro como principal defesa e exige autenticação forte e controle granular para cada acesso. Reduzir a autenticação enfraqueceria a segurança, pois o Zero Trust parte do princípio de que todo acesso é suspeito até que se prove o contrário. A alternativa também afirma que firewalls impedem invasores de comprometer credenciais, o que é falso — firewalls não protegem contra roubo de credenciais, que é uma das principais ameaças que o Zero Trust aborda.

Gabarito: letra B

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