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Questão de Segurança da Informação — Blockchain e Smart Contracts (Contratos Inteligentes) — FCC 2025

Segurança da InformaçãoBlockchain e Smart Contracts (Contratos Inteligentes)
Código
fc150679
Banca
FCC
Órgão
Pref SP
Ano
2025
Cargo
Ana ( )

A Prefeitura de São Paulo está, hipoteticamente, avaliando a implementação de blockchain para aprimorar a segurança e a rastreabilidade dos dados gerados por sistemas de monitoramento urbano, incluindo imagens de câmeras, registros de acesso e relatórios automatizados. Ao estudar a tecnologia, uma Analista afirmou, com propriedade, que o blockchain

  1. Atem sua segurança baseada fortemente na criptografia, uma vez que o consenso descentralizado tem impacto menor na proteção contra fraudes ou manipulações de dados. Diferentes mecanismos de criptografia avançada, como Proof of Work (PoW) e Proof of Stake (PoS), garantem que as chaves públicas e privadas permaneçam seguras e que as transações sejam validadas de forma justa.
  2. Bpode ser usado para registrar metadados de monitoramento, garantindo a imutabilidade e a rastreabilidade das informações. Como cada transação é registrada em um ledger compartilhado e verificável, a Prefeitura e as autoridades podem rastrear o histórico dos dados, garantindo a prestação de contas e a conformidade com as políticas de segurança e privacidade. Os dados brutos podem ser armazenados em sistemas complementares, como o HDFS.
  3. Cdeve ser configurado para armazenar dados em um único servidor dedicado, o que melhora o desempenho de leitura e registro e garante maior escalabilidade na gestão de dados sensíveis. Além disso, a supervisão de autoridades certificadas para validar e manter os dados reduz a vulnerabilidade a ataques de hackers e falhas de segurança, fator crucial para os serviços prestados pela Prefeitura.
  4. Dregistra cada transação, formada por etherbits, em um bloco, incluindo detalhes de quem enviou, quem recebeu e o volume transferido. Isso o torna muito adequado para armazenar grandes volumes de dados brutos da Prefeitura, como vídeos de monitoramento em alta resolução.
  5. Econsegue realizar cálculos preditivos de tráfego de uma grande cidade como São Paulo, utilizando algoritmos de machine learning nativos embutidos na cadeia de blocos. Esses algoritmos, distribuídos por máquinas denominadas nós, verificam se a transação é válida antes de adicioná-la à cadeia de blocos e esta ao ledger.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoB — pode ser usado para registrar metadados de monitoramento, garantindo a imutabilidade e a rastreabilidade das informações. Como cada transação é registrada em um ledger compartilhado e verificável, a Prefeitura e as autoridades podem rastrear o histórico dos dados, garantindo a prestação de contas e a conformidade com as políticas de segurança e privacidade. Os dados brutos podem ser armazenados em sistemas complementares, como o HDFS.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Blockchain: imutabilidade, rastreabilidade e armazenamento de metadados

Gabarito: letra B. O blockchain é uma tecnologia de registro distribuído (DLT) que garante a imutabilidade e a rastreabilidade das informações registradas, sendo adequado para registrar metadados de monitoramento, enquanto os dados brutos (como vídeos de alta resolução) devem ser armazenados em sistemas complementares, como o HDFS. As demais alternativas distorcem conceitos fundamentais da tecnologia, como a natureza do consenso, a descentralização e o papel da criptografia.

O blockchain, ou cadeia de blocos, é um ledger distribuído (livro-razão compartilhado) que registra transações de forma cronológica e encadeada. Cada bloco contém um conjunto de transações e um hash do bloco anterior, formando uma corrente. Essa estrutura, combinada com o consenso distribuído entre os nós da rede, torna praticamente inviável a alteração de dados já registrados: para modificar um bloco, seria necessário recalcular todos os hashes subsequentes e obter o consenso da maioria da rede. Essa é a base da imutabilidade e da rastreabilidade — propriedades que a alternativa B corretamente associa ao uso de blockchain para registrar metadados de monitoramento urbano.

É importante distinguir o que o blockchain é do que ele não é. Ele não é um banco de dados para armazenar grandes volumes de dados brutos (como vídeos em alta resolução), pois cada transação precisa ser replicada e validada por todos os nós, o que tornaria o armazenamento ineficiente e caro. A prática recomendada é registrar apenas metadados (informações sobre os dados, como hash, timestamp, origem) no blockchain, mantendo os dados brutos em sistemas de armazenamento complementares, como o HDFS (Hadoop Distributed File System). Essa arquitetura é conhecida como off-chain storage e é exatamente o que a alternativa B descreve.

A segurança do blockchain não depende apenas da criptografia, mas principalmente do consenso descentralizado. A criptografia (hash, chaves públicas/privadas) protege a integridade e a autenticidade das transações, mas é o mecanismo de consenso (como PoW ou PoS) que impede a manipulação fraudulenta do ledger, pois exige que a maioria dos nós concorde com a validade das transações. A alternativa A inverte essa relação, afirmando que o consenso tem "impacto menor" na proteção contra fraudes — um erro conceitual grave.

A alternativa C propõe um modelo centralizado (servidor único, supervisão de autoridades), que é o oposto da filosofia do blockchain. A alternativa D inventa o termo "etherbits" e sugere armazenar vídeos diretamente na cadeia, o que é inviável. A alternativa E atribui ao blockchain a capacidade de realizar cálculos preditivos com machine learning nativo, o que não é uma funcionalidade da tecnologia.

Guarde a fronteira entre o que o blockchain registra (metadados, transações, hashes) e o que ele não registra (dados brutos de grande volume): é exatamente nessa distinção que as alternativas se dividem.

Alternativa A — ❌ Incorreta

O erro está em afirmar que o consenso descentralizado tem impacto menor na proteção contra fraudes. Na verdade, o consenso é o mecanismo central que garante a segurança do blockchain, pois impede que um único ator manipule o ledger. Além disso, a alternativa confunde mecanismos de consenso (PoW, PoS) com mecanismos de criptografia — PoW e PoS não são técnicas de criptografia, mas algoritmos para validar transações e criar novos blocos. A criptografia (hash, chaves) protege a integridade e autenticidade, mas é o consenso que garante a imutabilidade do registro.

Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A alternativa descreve corretamente o uso de blockchain para registrar metadados de monitoramento, garantindo imutabilidade e rastreabilidade. O ledger compartilhado e verificável permite que a Prefeitura e as autoridades rastreiem o histórico dos dados, assegurando prestação de contas e conformidade. A menção ao HDFS como sistema complementar para armazenar dados brutos está alinhada com a prática de off-chain storage, que evita sobrecarregar a cadeia com grandes volumes de dados.

Alternativa C — ❌ Incorreta

A alternativa propõe um modelo centralizado (servidor único, supervisão de autoridades certificadas), que é o oposto da natureza descentralizada do blockchain. A descentralização é justamente o que confere segurança e resiliência à tecnologia, pois não há um ponto único de falha. A supervisão centralizada reduziria a segurança, não a aumentaria, e contraria o princípio fundamental do blockchain.

Alternativa D — ❌ Incorreta

A alternativa inventa o termo "etherbits" (que não existe — o correto seria "ether" para a criptomoeda da Ethereum, ou "bitcoin" para a rede Bitcoin) e sugere que o blockchain é adequado para armazenar grandes volumes de dados brutos, como vídeos de alta resolução. Isso é inviável: o blockchain é ineficiente para armazenar dados volumosos, pois cada nó replica toda a cadeia. A prática correta é registrar apenas metadados e hashes, mantendo os dados brutos em sistemas externos.

Alternativa E — ❌ Incorreta

A alternativa atribui ao blockchain a capacidade de realizar cálculos preditivos com machine learning nativo, o que não é uma funcionalidade da tecnologia. O blockchain é um registro distribuído, não uma plataforma de processamento de dados ou inteligência artificial. Os nós validam transações, mas não executam algoritmos de machine learning embutidos na cadeia. Essa é uma confusão entre blockchain e outras tecnologias de processamento de dados.

NÃO CAIA NESSA!

A banca explora a confusão entre mecanismos de consenso (PoW, PoS) e mecanismos de criptografia (hash, chaves). Na alternativa A, PoW e PoS são apresentados como "mecanismos de criptografia avançada", quando na verdade são algoritmos de consenso. Além disso, a alternativa C inverte a natureza descentralizada do blockchain, apresentando um modelo centralizado como vantajoso. Fique atento: o blockchain é descentralizado por definição — qualquer alternativa que sugira centralização ou supervisão única está errada.

PEGA ESSA DICA!

Para questões de blockchain, lembre-se do trio: imutabilidade (hash encadeado), rastreabilidade (ledger compartilhado) e descentralização (consenso distribuído). Se a alternativa mencionar armazenamento de dados brutos na cadeia, centralização ou machine learning nativo, descarte-a imediatamente. O blockchain registra metadados, não dados volumosos.

Gabarito: letra B

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