Questão de Segurança da Informação — Conceitos Gerais de Autenticação e Controle de Acesso — FCC 2025
Segurança da Informação›Conceitos Gerais de Autenticação e Controle de Acesso
Código
fc150680
Banca
FCC
Órgão
Pref SP
Ano
2025
Cargo
Ana ( )
A Prefeitura de uma metrópole está implementando um sistema integrado de gestão urbana que centraliza dados de transporte, saúde e segurança pública. Para garantir a segurança dos dados sensíveis, após avaliar várias medidas, a equipe optou por
Aproteger os dados em trânsito com criptografia simétrica CEC - Criptografia de Curva Elíptica, aplicar autenticação básica com senha e backup de logs e concentrar esforços na mitigação de falhas humanas por meio de treinamentos regulares.
Butilizar criptografia assimétrica AES em cifras de fluxo, que criptografa dados em blocos de tamanho fixo, para todo o tráfego interno do sistema, autenticação via certificados digitais e políticas de acesso dinâmicas baseadas em machine learning para ajustar permissões automaticamente.
Cadotar uma abordagem híbrida com criptografia simétrica RSA com cifras de fluxo e criptografia assimétrica RC4 com fatoração primária, autenticação baseada em reconhecimento biométrico e /ogs distribuídos para auditoria em tempo real com segregação seletiva de dados sensíveis.
Dconfigurar criptografia simétrica com rotatividade de chaves automáticas para todos os dados, autenticação baseada em tokens de API no formato Java Web Token (JWT) (OAuth 2.2) e controles de acesso centralizados em um único órgão administrativo.
Eimplementar criptografia AES-256 para grandes volumes de dados em repouso e TLS para dados em trânsito, autenticação MFA baseada em hardware e controle de acesso granular utilizando RBAC, com revisões periódicas de privilégios.
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GabaritoE — implementar criptografia AES-256 para grandes volumes de dados em repouso e TLS para dados em trânsito, autenticação MFA baseada em hardware e controle de acesso granular utilizando RBAC, com revisões periódicas de privilégios.
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Segurança da Informação: criptografia, autenticação e controle de acesso
Gabarito: letra E. A alternativa correta combina práticas consagradas e tecnicamente adequadas: AES-256 para dados em repouso, TLS para dados em trânsito, MFA baseada em hardware, RBAC e revisões periódicas de privilégios. As demais alternativas misturam conceitos de forma incorreta, atribuindo algoritmos e modos de operação errados ou utilizando tecnologias de forma inadequada.
A questão avalia o conhecimento sobre as melhores práticas de segurança da informação, especialmente no que se refere à proteção de dados sensíveis em um sistema integrado. Para resolver corretamente, é preciso dominar três pilares: criptografia (simétrica e assimétrica), autenticação (fatores e métodos) e controle de acesso (modelos como RBAC). Vamos analisar cada um desses conceitos para entender por que a alternativa E é a única tecnicamente correta.
Criptografia é a técnica de transformar informações legíveis em um formato ilegível (cifrado) para que apenas quem possui a chave correta possa decifrá-las. Existem dois tipos principais: a simétrica, que usa a mesma chave para cifrar e decifrar (ex.: AES), e a assimétrica, que usa um par de chaves (pública e privada) (ex.: RSA, ECC). A escolha do algoritmo depende do cenário: para grandes volumes de dados em repouso, o AES é o padrão mais eficiente e seguro; para dados em trânsito, o TLS é o protocolo que garante a confidencialidade e integridade da comunicação.
Autenticação é o processo de verificar a identidade de um usuário ou sistema. Os fatores de autenticação são classificados em: algo que você sabe (senha), algo que você tem (token, cartão) e algo que você é (biometria). A autenticação multifator (MFA) combina dois ou mais fatores, aumentando significativamente a segurança. A MFA baseada em hardware (como tokens físicos) é considerada mais segura que a baseada em software, pois o fator não pode ser facilmente copiado ou roubado.
Controle de acesso é o conjunto de políticas e mecanismos que determinam quem pode acessar quais recursos e sob quais condições. O modelo RBAC (Role-Based Access Control) atribui permissões com base na função do usuário dentro da organização, facilitando a gestão e o princípio do menor privilégio. A revisão periódica de privilégios é uma prática essencial para garantir que os acessos continuem adequados ao longo do tempo, evitando acúmulo de permissões desnecessárias.
A pegadinha desta questão está na mistura deliberada de algoritmos e conceitos. A banca troca, por exemplo, AES (simétrico) por RSA (assimétrico), ou atribui modos de operação incorretos (como "cifras de fluxo" para AES, que é um cifra de bloco). O candidato que não domina a diferença entre criptografia simétrica e assimétrica, ou entre cifras de bloco e de fluxo, tende a se confundir. A alternativa E é a única que apresenta uma combinação tecnicamente coerente e alinhada às boas práticas.
Guarde a fronteira entre criptografia simétrica e assimétrica, entre cifras de bloco e de fluxo, e entre autenticação e autorização: é exatamente nesses pontos que as alternativas se dividem.
Criptografia
1Simétrica (mesma chave)
AES (bloco)
RC4 (fluxo)
2Assimétrica (par de chaves)
RSA (bloco)
ECC (curva elíptica)
3Dados em repouso
AES-256
4Dados em trânsito
TLS
5Autenticação
Fatores
Sabe (senha)
Tem (token, cartão)
É (biometria)
MFA
Hardware (mais seguro)
Software
6Controle de acesso
RBAC (por função)
Menor privilégio
Revisão periódica de privilégios
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Alternativa A — ❌ Incorreta
O erro está em afirmar que a CEC (Criptografia de Curva Elíptica) é um algoritmo de criptografia simétrica. Na verdade, a criptografia de curva elíptica (ECC) é um tipo de criptografia assimétrica, que utiliza um par de chaves (pública e privada). Além disso, a alternativa menciona "autenticação básica com senha", que é um método mais fraco, e não aborda a proteção de dados em repouso, focando apenas em dados em trânsito. A mitigação de falhas humanas por treinamento é uma boa prática, mas não compensa as falhas técnicas.
Alternativa B — ❌ Incorreta
A alternativa comete um erro grave ao afirmar que o AES é uma criptografia assimétrica e que opera em cifras de fluxo. O AES é um algoritmo de criptografia simétrica que opera em cifras de bloco (blocos de tamanho fixo, como 128 bits). A descrição "criptografia assimétrica AES em cifras de fluxo" é completamente equivocada. Embora a autenticação via certificados digitais e políticas de acesso dinâmicas sejam boas práticas, o erro fundamental na criptografia invalida a alternativa.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Esta alternativa inverte os conceitos de criptografia. Afirma que o RSA é um algoritmo de criptografia simétrica com cifras de fluxo, quando na verdade o RSA é assimétrico e opera com cifras de bloco. Da mesma forma, o RC4 é um algoritmo de criptografia simétrica de fluxo, e não assimétrico com "fatoração primária". A mistura de algoritmos e modos de operação é totalmente incorreta. A autenticação biométrica e os logs distribuídos são boas práticas, mas não corrigem os erros conceituais.
Alternativa D — ❌ Incorreta
A alternativa apresenta um erro sutil: menciona "OAuth 2.2", que não é uma versão existente do protocolo (a versão atual é a 2.0). Além disso, a criptografia simétrica com rotatividade de chaves é uma boa prática, mas a alternativa não especifica o algoritmo (como AES). A autenticação baseada em tokens JWT é válida, mas a referência a "OAuth 2.2" é incorreta. A centralização do controle de acesso em um único órgão administrativo pode ser uma prática, mas não é necessariamente a mais adequada para um sistema integrado com múltiplos domínios.
Alternativa E — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Esta alternativa apresenta uma combinação tecnicamente correta e alinhada às melhores práticas:
AES-256 para dados em repouso: algoritmo de criptografia simétrica amplamente utilizado e seguro para proteger grandes volumes de dados armazenados.
TLS para dados em trânsito: protocolo que garante a confidencialidade e integridade dos dados durante a transmissão.
Autenticação MFA baseada em hardware: método de autenticação multifator que utiliza dispositivos físicos (como tokens), oferecendo maior segurança.
Controle de acesso granular utilizando RBAC: modelo de controle de acesso baseado em funções, que permite atribuir permissões de forma precisa e gerenciável.
Revisões periódicas de privilégios: prática essencial para manter a segurança, garantindo que os acessos continuem adequados ao longo do tempo.
A alternativa E é a única que não apresenta erros conceituais e que adota uma abordagem completa e coerente para proteger dados sensíveis em um sistema integrado.