Questão de Segurança da Informação — Conceitos de Certificado Digital — FCC 2025
Segurança da Informação›Conceitos de Certificado Digital
Código
fc150681
Banca
FCC
Órgão
Pref SP
Ano
2025
Cargo
AMCI (CGM SP)
Uma Prefeitura anunciou recentemente a expansão de serviços online, como agendamento de consultas médicas, solicitação de documentos e regularização de imóveis. Para garantir a autenticidade e a segurança das informações, a Administração Pública planeja implementar o uso de certificação digital. Nesse contexto, a certificação digital pode garantir autenticidade e segurança nas transações eletrônicas gerenciadas pela Prefeitura, pois
Aexige que o usuário compartilhe sua chave privada com a autoridade de saúde para validar sua identidade.
Butiliza criptografia simétrica, que é mais eficiente para autenticação do usuário do que métodos assimétricos.
Cé baseada em senhas compartilhadas entre o emissor e o receptor, o que garante a autenticidade de documentos digitais.
Dutiliza um par de chaves criptográficas assimétricas (privada e pública) para verificar a identidade do usuário e garantir a integridade dos documentos.
Ecria um token de acesso único para cada transação, eliminando a necessidade de criptografia.
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GabaritoD — utiliza um par de chaves criptográficas assimétricas (privada e pública) para verificar a identidade do usuário e garantir a integridade dos documentos.
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Certificação digital e criptografia assimétrica
Gabarito: letra D. A certificação digital garante autenticidade e segurança porque se apoia em um par de chaves assimétricas — uma privada (conhecida apenas pelo titular) e uma pública (divulgada) — que permitem verificar a identidade do usuário e assegurar a integridade dos documentos. É exatamente essa base criptográfica que a alternativa D descreve, em contraste com as demais, que confundem os conceitos de chave privada, criptografia simétrica e senhas.
A certificação digital é a tecnologia que dá a uma pessoa física ou jurídica uma identidade virtual com validade jurídica, funcionando como um "RG eletrônico". Ela é materializada no certificado digital, um documento eletrônico que contém os dados do titular, sua chave pública, a identificação da autoridade certificadora (AC) que o emitiu, a assinatura digital da AC e o prazo de validade. No Brasil, a emissão desses certificados é regulada pela ICP-Brasil (Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira), criada pela Medida Provisória 2.200-2/2001, e somente certificados emitidos por autoridades credenciadas nessa estrutura têm validade jurídica reconhecida.
O coração da certificação digital é a criptografia assimétrica, também chamada de criptografia de chave pública. Nesse modelo, cada usuário possui um par de chaves matematicamente relacionadas: a chave privada, que é pessoal e intransferível (nunca deve ser compartilhada), e a chave pública, que pode ser distribuída livremente. O que uma chave cifra, apenas a outra do mesmo par decifra. Essa propriedade permite dois usos fundamentais:
Sigilo/confidencialidade: quem quer enviar uma mensagem secreta a alguém cifra com a chave pública do destinatário; somente a chave privada dele consegue decifrar.
Autenticidade e não repúdio: o titular cifra (assina) um documento com sua chave privada; qualquer pessoa pode verificar a autoria usando a chave pública correspondente, e o titular não pode negar a autoria (irretratabilidade).
É justamente essa segunda aplicação que sustenta a certificação digital: ao assinar digitalmente um documento com sua chave privada, o usuário prova que é ele o autor, e a verificação com a chave pública contida no certificado garante que o documento não foi alterado (integridade). Por isso, a alternativa D está correta ao afirmar que a certificação digital "utiliza um par de chaves criptográficas assimétricas (privada e pública) para verificar a identidade do usuário e garantir a integridade dos documentos".
A banca explora aqui uma confusão clássica entre os dois grandes tipos de criptografia. Na criptografia simétrica, uma única chave secreta é usada tanto para cifrar quanto para decifrar; ela é eficiente, mas exige que as partes compartilhem a chave com segurança, o que é um ponto fraco. Na assimétrica, o par de chaves resolve o problema da distribuição, pois a chave pública pode circular livremente. A certificação digital depende da assimétrica — e é essa distinção que separa a alternativa correta das incorretas.
NÃO CAIA NESSA!
A banca tenta fazer você acreditar que a certificação digital usa criptografia simétrica (alternativa B) ou que se baseia em senhas compartilhadas (alternativa C). Na verdade, o que garante autenticidade e não repúdio é a assimetria: a chave privada é exclusiva do titular e nunca é compartilhada. Se a alternativa falar em "mesma chave" ou "senha compartilhada", está errada — a essência da certificação digital é o par de chaves.
Alternativa
Afirmação
Análise
A
Compartilhar a chave privada com a autoridade de saúde
❌ Incorreta — a chave privada é pessoal e intransferível; compartilhá-la comprometeria a segurança.
B
Usa criptografia simétrica, mais eficiente para autenticação
❌ Incorreta — a certificação digital usa criptografia assimétrica (par de chaves).
C
Baseada em senhas compartilhadas entre emissor e receptor
❌ Incorreta — não usa senhas compartilhadas; usa par de chaves assimétricas e assinatura digital.
D
Usa par de chaves assimétricas (privada e pública) para verificar identidade e garantir integridade
✅ Correta — descreve com precisão o mecanismo da certificação digital.
E
Cria token de acesso único, eliminando a necessidade de criptografia
❌ Incorreta — a certificação digital depende da criptografia assimétrica; token não substitui.
Certificação digital
1Base: criptografia assimétrica
Chave privada (pessoal, intransferível)
Chave pública (distribuída no certificado)
2Usos
Sigilo: cifra com pública, decifra com privada
Autenticidade: assina com privada, verifica com pública
3ICP-Brasil
AC emite o certificado
Validade jurídica
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Alternativa A — ❌ Incorreta
Afirma que o usuário deve compartilhar sua chave privada com a autoridade de saúde. Isso é um erro grave: a chave privada é pessoal e intransferível — seu compartilhamento comprometeria toda a segurança, pois qualquer pessoa com a chave privada poderia se passar pelo titular. A autoridade certificadora (AC) valida a identidade do usuário no momento da emissão do certificado, mas não recebe nem armazena a chave privada do titular. O que é público é a chave pública, que fica no certificado.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Diz que a certificação digital utiliza criptografia simétrica, "mais eficiente para autenticação". A criptografia simétrica usa uma única chave secreta compartilhada entre as partes, o que não permite provar a autoria de forma inequívoca (não há não repúdio). A certificação digital é baseada em criptografia assimétrica, com par de chaves pública/privada. Embora a simétrica seja mais rápida para cifrar grandes volumes de dados, ela não é adequada para autenticação com a mesma segurança jurídica da assimétrica.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Afirma que a certificação digital é "baseada em senhas compartilhadas entre o emissor e o receptor". Isso descreve, na melhor das hipóteses, um esquema de autenticação por senha — que não garante autenticidade documental nem integridade. A certificação digital não usa senhas compartilhadas; usa o par de chaves assimétricas e a assinatura digital, que é verificada com a chave pública do titular. Senhas são um fator de autenticação fraco e não conferem validade jurídica a documentos.
Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A alternativa descreve com precisão o funcionamento da certificação digital: "utiliza um par de chaves criptográficas assimétricas (privada e pública) para verificar a identidade do usuário e garantir a integridade dos documentos". A chave privada é usada pelo titular para assinar digitalmente (gerando a assinatura que comprova autoria e integridade), e a chave pública, contida no certificado, permite que qualquer destinatário verifique a assinatura e confirme a identidade do remetente. É exatamente esse mecanismo que garante autenticidade, integridade e não repúdio nas transações eletrônicas.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Afirma que a certificação digital "cria um token de acesso único para cada transação, eliminando a necessidade de criptografia". Isso é um equívoco: a certificação digital depende da criptografia assimétrica — sem ela, não há como gerar a assinatura digital nem verificar a identidade. Um token de acesso único (como um OTP) é um mecanismo de autenticação, mas não substitui a criptografia nem confere validade jurídica a documentos. A certificação digital não elimina a criptografia; ela a utiliza como base.
Gabarito: letra D — a certificação digital garante autenticidade e integridade por meio do par de chaves assimétricas (privada e pública).