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Questão de Segurança da Informação — Autorização e Controle de Acesso (RBAC, ABAC, MAC, DAC e ACL) — FCC 2025

Segurança da InformaçãoAutorização e Controle de Acesso (RBAC, ABAC, MAC, DAC e ACL)
Código
fc150684
Banca
FCC
Órgão
TRT 15
Ano
2025
Cargo
AJ TRT15
Um Tribunal implementou um sistema de controle de acesso lógico para seus funcionários, utilizando um modelo de autenticação e autorização baseado em papéis (RBAC). O sistema exige que os funcionários realizem autenticação forte antes de acessar dados críticos. Durante uma auditoria interna, foi observado que alguns usuários com funções administrativas estavam acessando recursos sem que a autenticação forte fosse exigida, o que representava um risco. O procedimento que deve ser implementado primeiramente para corrigir a falha e assegurar que a autenticação forte seja exigida para todos os usuários ao acessar recursos críticos é
  1. Aimplementar um log de auditoria mais robusto para monitorar os acessos realizados pelos administradores a todos os sistemas.
  2. Bredefinir todas as senhas dos usuários administrativos como medida corretiva temporária.
  3. Cconfigurar regras de autorização para que os administradores também estejam sujeitos ao controle de autenticação forte, sem exceções.
  4. Dconfigurar uma política de tempo limite (timeout) para encerrar as sessões de usuários administrativos inativos.
  5. Eadotar uma solução de Single Sign-On (SSO) para centralizar as autenticações dos usuários.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoC — configurar regras de autorização para que os administradores também estejam sujeitos ao controle de autenticação forte, sem exceções.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Controle de acesso e autenticação forte em RBAC

Gabarito: letra C. A falha descrita é que usuários com funções administrativas acessavam recursos críticos sem que a autenticação forte fosse exigida — ou seja, o controle de autorização (RBAC) não estava aplicando a política de autenticação a todos os papéis. A correção imediata é configurar as regras de autorização para que os administradores também estejam sujeitos à autenticação forte, sem exceções, garantindo que a política de segurança seja uniforme.

O controle de acesso lógico é um dos pilares da segurança da informação, composto por três processos fundamentais: autenticação, autorização e auditoria (modelo AAA). A autenticação verifica a identidade do usuário (quem você é), a autorização define o que esse usuário pode fazer (quais recursos acessar e com quais permissões), e a auditoria registra as atividades para rastreamento e conformidade. No modelo RBAC (Role-Based Access Control), as permissões são vinculadas a papéis organizacionais — um usuário recebe um papel e, por meio dele, adquire os direitos associados. A falha relatada ocorre justamente na interseção entre autenticação e autorização: o sistema exigia autenticação forte para acessar dados críticos, mas os administradores, por terem um papel privilegiado, estavam sendo tratados como exceção e pulando essa etapa.

A autenticação forte, geralmente implementada como autenticação multifator (MFA), é uma camada adicional de segurança que combina dois ou mais fatores independentes — algo que você sabe (senha), algo que você tem (token, smart card) e algo que você é (biometria). Ela é essencial para proteger recursos críticos, pois reduz drasticamente o risco de acesso não autorizado, mesmo que uma credencial seja comprometida. O princípio do menor privilégio, que orienta a concessão de permissões mínimas necessárias para cada função, também reforça a necessidade de que nenhum papel, por mais elevado que seja, fique isento das políticas de segurança — na verdade, papéis administrativos são alvos prioritários de ataques e devem estar sujeitos a controles ainda mais rígidos.

Na prática, a correção da falha envolve revisar as políticas de autorização no sistema RBAC para garantir que a exigência de autenticação forte seja aplicada a todos os papéis, incluindo os administrativos. Isso pode ser feito configurando regras de acesso que condicionem a permissão de acesso a recursos críticos à conclusão bem-sucedida da autenticação multifator, sem exceções. Medidas como logs de auditoria, redefinição de senhas, timeout de sessão ou SSO são complementares, mas não resolvem a causa raiz — que é a brecha na política de autorização que permitia que administradores contornassem a autenticação forte.

A distinção crucial aqui é entre autenticação (verificar quem é o usuário) e autorização (decidir o que ele pode acessar). A falha não está na autenticação em si, mas na autorização que não exigia a autenticação forte para um grupo específico. Portanto, a solução deve atuar na camada de autorização, ajustando as regras para que a autenticação forte seja um pré-requisito inegociável para todos os acessos a dados críticos. É exatamente esse o critério que separa a alternativa correta das demais: a alternativa C trata diretamente da configuração das regras de autorização, enquanto as outras abordam aspectos periféricos ou paliativos.

Alternativa A — ❌ Incorreta

Implementar um log de auditoria mais robusto para monitorar os acessos dos administradores é uma medida de detecção, não de prevenção. A auditoria registra o que aconteceu, mas não impede que o acesso sem autenticação forte ocorra. A falha já representa um risco ativo; o log apenas ajudaria a identificar incidentes após a ocorrência, não corrigiria a brecha na autorização.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Redefinir todas as senhas dos usuários administrativos é uma medida corretiva temporária e insuficiente. Mesmo com senhas novas, o problema persiste: os administradores continuariam acessando recursos críticos sem autenticação forte. A redefinição de senhas não aborda a causa raiz — a falta de exigência de autenticação forte na política de autorização.

Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Configurar regras de autorização para que os administradores também estejam sujeitos ao controle de autenticação forte, sem exceções, ataca diretamente a causa da falha. No RBAC, as permissões são definidas por papéis; ajustar as regras para que o papel administrativo não contorne a autenticação forte garante que todos os usuários, independentemente do privilégio, passem pela verificação exigida ao acessar dados críticos. Essa é a medida preventiva correta e imediata.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Configurar uma política de timeout para encerrar sessões inativas é uma boa prática de segurança, mas não resolve o problema descrito. O timeout atua após o acesso já ter sido concedido, encerrando sessões ociosas; não impede que o acesso inicial ocorra sem autenticação forte. É uma medida complementar, não a correção da falha.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Adotar Single Sign-On (SSO) centraliza a autenticação, mas não garante, por si só, que a autenticação forte seja exigida para todos os acessos. O SSO pode até facilitar o problema, pois uma única autenticação forte poderia valer para múltiplos sistemas, mas a falha específica — administradores acessando sem autenticação forte — não é resolvida apenas pela centralização. A política de autorização ainda precisaria ser ajustada para exigir a autenticação forte.

NÃO CAIA NESSA!

A banca explora a confusão entre autenticação e autorização. O candidato pode ser tentado a escolher uma alternativa que trata de monitoramento (A), senhas (B), sessões (D) ou centralização (E), mas todas são medidas periféricas. A falha está na autorização — as regras que permitiam que administradores contornassem a autenticação forte. A alternativa C é a única que corrige a causa raiz ao ajustar as regras de autorização.

PEGA ESSA DICA!

Em questões sobre controle de acesso, identifique primeiro se o problema está na autenticação (verificar identidade), na autorização (definir permissões) ou na auditoria (registrar atividades). A solução deve atacar a camada onde está a falha. Aqui, a falha é na autorização, pois a política não exigia autenticação forte para todos os papéis.

Gabarito: letra C

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