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Questão de Segurança da Informação — OWASP — FCC 2025

Segurança da InformaçãoOWASP
Código
fc150690
Banca
FCC
Órgão
TRT 15
Ano
2025
Cargo
TJ TRT15
Um Tribunal está desenvolvendo uma nova aplicação web e quer garantir que ela esteja protegida.   A prática mais eficaz para proteger a aplicação web contra as vulnerabilidades mais comuns é
  1. Arealizar revisões de código manuais regulares.
  2. Butilizar bibliotecas de terceiros para todas as funcionalidades de segurança.
  3. Cimplementar autenticação multifator (MFA).
  4. Dutilizar HTTPS para todas as comunicações.
  5. Eadotar o OWASP Top 10 como guia para desenvolvimento seguro.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoE — adotar o OWASP Top 10 como guia para desenvolvimento seguro.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

OWASP Top 10 e o desenvolvimento seguro de aplicações web

Gabarito: letra E. A prática mais eficaz para proteger uma aplicação web contra as vulnerabilidades mais comuns é adotar o OWASP Top 10 como guia para desenvolvimento seguro, pois esse documento é a referência mundial que consolida as vulnerabilidades mais críticas e recorrentes em aplicações web, orientando desenvolvedores e organizações a mitigá-las desde a concepção do software. As demais alternativas, embora sejam boas práticas de segurança, são medidas pontuais que não abrangem, de forma estruturada e abrangente, o conjunto das vulnerabilidades mais comuns.

O OWASP (Open Web Application Security Project) é uma fundação sem fins lucrativos dedicada a melhorar a segurança de softwares. Sua publicação mais conhecida, o OWASP Top 10, é uma listagem atualizada periodicamente que relaciona as vulnerabilidades mais críticas, comuns e perigosas no desenvolvimento de software web. O documento funciona como um guia de conscientização (awareness) e um padrão mínimo de segurança, representando um amplo consenso sobre os riscos mais significativos para aplicações web. A versão de 2021, por exemplo, elenca riscos como Quebra de Controle de Acesso (A01), Falhas Criptográficas (A02), Injeção (A03), Design Inseguro (A04), Configuração Incorreta de Segurança (A05), Componentes Vulneráveis e Desatualizados (A06), Falhas de Identificação e Autenticação (A07), Falhas de Integridade de Dados e Software (A08), Falhas em Monitoramento e Segurança de Logs (A09) e Falsificação de Solicitação do Lado do Servidor (SSRF - A10).

A eficácia do OWASP Top 10 reside em sua abordagem holística e preventiva: ele não se limita a uma única tecnologia ou prática, mas orienta todo o ciclo de vida do desenvolvimento — do design à operação — para que a equipe identifique e mitigue as vulnerabilidades mais comuns desde o início. Adotá-lo como guia significa incorporar uma cultura de segurança no processo de desenvolvimento, o que é mais eficaz do que aplicar medidas isoladas, como revisões de código, uso de bibliotecas de terceiros, MFA ou HTTPS, que, embora importantes, não cobrem todo o espectro de riscos.

É importante destacar que o OWASP Top 10 não é uma norma, certificação ou checklist completo, mas um ponto de partida (bare minimum) para um programa de segurança de aplicações. Ele serve para educar programadores, arquitetos, gestores e organizações sobre os riscos mais críticos e as direções para mitigá-los. A banca explora exatamente essa distinção: enquanto as alternativas A, B, C e D apresentam medidas específicas e válidas, a alternativa E é a única que representa uma abordagem abrangente e estruturada para lidar com as vulnerabilidades mais comuns.

Guarde este critério: a questão pede a prática mais eficaz contra as vulnerabilidades mais comuns — isso aponta para uma abordagem ampla e consolidada, não para uma medida pontual. É exatamente nessa fronteira que as alternativas se dividem.

Alternativa A — ❌ Incorreta

Realizar revisões de código manuais regulares é uma prática importante de segurança, mas é pontual e limitada: depende da expertise do revisor, não cobre todas as categorias de vulnerabilidades e não é tão abrangente quanto seguir um guia consolidado como o OWASP Top 10. Além disso, revisões manuais são complementares a outras práticas, não a medida mais eficaz isoladamente.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Utilizar bibliotecas de terceiros para todas as funcionalidades de segurança é uma prática inadequada e arriscada: bibliotecas de terceiros podem conter vulnerabilidades (inclusive o OWASP Top 10 lista "Componentes Vulneráveis e Desatualizados" como um dos principais riscos), e depender exclusivamente delas não garante segurança. A segurança deve ser incorporada ao design e ao código, não terceirizada cegamente.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Implementar autenticação multifator (MFA) é uma excelente medida de segurança, mas é específica para o controle de acesso e autenticação — não protege contra outras vulnerabilidades comuns como injeção, configuração incorreta ou falhas criptográficas. É uma camada de defesa importante, mas não a prática mais eficaz contra o conjunto das vulnerabilidades mais comuns.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Utilizar HTTPS para todas as comunicações é essencial para proteger dados em trânsito (relacionado a "Falhas Criptográficas"), mas é uma medida isolada que não aborda outras categorias de risco, como quebra de controle de acesso, injeção ou design inseguro. É uma prática necessária, mas insuficiente como a mais eficaz.

Alternativa E — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Adotar o OWASP Top 10 como guia para desenvolvimento seguro é a prática mais eficaz porque o documento consolida as vulnerabilidades mais críticas e comuns em aplicações web e oferece orientações de prevenção e mitigação aplicáveis em todo o ciclo de vida do desenvolvimento. Ele serve como um padrão de conscientização e um ponto de partida para que as organizações minimizem os riscos mais significativos, sendo o primeiro passo mais eficaz para mudar a cultura de desenvolvimento de software para uma que produza código mais seguro.

NÃO CAIA NESSA!

A banca apresenta medidas de segurança válidas e importantes (revisão de código, MFA, HTTPS) como se fossem a prática mais eficaz contra as vulnerabilidades mais comuns. O candidato pode ser tentado a escolher uma delas por serem práticas conhecidas, mas a questão pede uma abordagem abrangente e consolidada, que é exatamente o papel do OWASP Top 10. Lembre-se: o Top 10 não é uma medida pontual, mas um guia que orienta todo o desenvolvimento seguro.

NÃO CAIA NESSA!

Em questões sobre OWASP, identifique se a pergunta pede uma medida específica (aí MFA, HTTPS, revisão de código podem ser corretas) ou uma abordagem abrangente contra as vulnerabilidades mais comuns (aí o OWASP Top 10 é a resposta). Essa distinção é a chave para não cair na pegadinha.

Gabarito: letra E

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