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Questão de Segurança da Informação — TLS, SSL e HTTPS — FCC 2025

Segurança da InformaçãoTLS, SSL e HTTPS
Código
fc150691
Banca
FCC
Órgão
TRT 15
Ano
2025
Cargo
TJ TRT15

Técnicos de um Tribunal Regional do Trabalho estão discutindo a implementação de uma solução de SSL Offloading em um balanceador de carga para acesso a um servidor de backend.

 

Sobre essa implementação, um dos técnicos afirmou que o

  1. Abalanceador de carga e o servidor backend compartilham as responsabilidades de criptografia e descriptografia para garantir maior redundância e segurança durante o processo de SSL Offloading.
  2. Bbalanceador de carga simplesmente redireciona as conexões criptografadas para o servidor backend sem realizar nenhum processamento de criptografia ou descriptografia.
  3. Cbalanceador de carga realiza a terminação SSL/TLS ao descriptografar as solicitações do cliente, encaminha os dados em texto claro para o servidor backend e recriptografa a resposta antes de enviá-la ao cliente.
  4. Dservidor backend realiza a descrlptografia e criptografia de todas as solicitações e respostas, enquanto o balanceador de carga gerencia apenas o tráfego entre os clientes e os servidores.
  5. Ebalanceador de carga elimina completamente a criptografia durante o processo de SSL Offloading, enviando e recebendo dados em texto simples entre o cliente e o servidor backend.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoC — balanceador de carga realiza a terminação SSL/TLS ao descriptografar as solicitações do cliente, encaminha os dados em texto claro para o servidor backend e recriptografa a resposta antes de enviá-la ao cliente.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

SSL Offloading: terminação TLS no balanceador de carga

Gabarito: letra C. No SSL Offloading, o balanceador de carga realiza a terminação SSL/TLS: ele descriptografa as solicitações do cliente, encaminha os dados em texto claro para o servidor backend e recriptografa a resposta antes de devolvê-la ao cliente. Essa é a definição clássica do mecanismo, que transfere o custo computacional da criptografia do servidor de aplicação para o balanceador.

O SSL Offloading (ou terminação SSL/TLS) é uma técnica usada para aliviar a carga de processamento criptográfico dos servidores de backend. Em vez de cada servidor de aplicação gastar CPU para criptografar e descriptografar cada requisição, o balanceador de carga — que fica na frente deles — assume essa tarefa. O fluxo é: o cliente estabelece uma conexão HTTPS com o balanceador; o balanceador faz o handshake TLS, descriptografa o tráfego e o encaminha ao backend em texto claro (geralmente via HTTP); o backend processa a requisição e devolve a resposta em texto claro; o balanceador, então, recriptografa a resposta e a envia ao cliente. Isso é possível porque o balanceador possui o certificado digital e a chave privada do serviço.

A principal vantagem é o ganho de desempenho: o backend não precisa lidar com a sobrecarga da criptografia, podendo processar mais requisições. Além disso, o balanceador pode inspecionar o tráfego descriptografado para aplicar regras de segurança, como WAF (Web Application Firewall). Por outro lado, há uma desvantagem de segurança: o tráfego entre o balanceador e o backend trafega em texto claro, o que pode ser um risco se a rede interna não for confiável. Para mitigar isso, muitas vezes se usa uma rede isolada ou se mantém a criptografia até o backend (SSL passthrough), mas aí não há offloading.

A banca explora exatamente a confusão entre os papéis: quem faz a criptografia e quem apenas gerencia o tráfego. A alternativa correta descreve o fluxo completo e correto; as demais ou invertem os papéis, ou negam o processamento, ou exageram na eliminação da criptografia. Guarde o fluxo: cliente → balanceador (termina TLS) → backend (texto claro) → balanceador (recriptografa) → cliente. É esse ciclo que separa a alternativa certa das erradas.

  1. 1Cliente → balanceador (HTTPS)
  2. 2Balanceador termina TLS (descriptografa)
  3. 3Backend em texto claro (HTTP)
  4. 4Balanceador recriptografa a resposta
  5. 5Balanceador → cliente (HTTPS)
LEVEL · soulevel.com.br

Alternativa A — ❌ Incorreta

Afirma que balanceador e backend compartilham as responsabilidades de criptografia e descriptografia. No SSL Offloading, o balanceador assume sozinho a terminação TLS; o backend não participa do processo criptográfico — ele recebe os dados já descriptografados. A ideia de "redundância" não se aplica aqui: o objetivo é justamente centralizar a carga criptográfica no balanceador, não dividi-la.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Diz que o balanceador apenas redireciona as conexões criptografadas, sem processamento. Isso descreve o SSL passthrough (ou TCP passthrough), em que o balanceador encaminha o tráfego TLS intacto para o backend, que faz a terminação. No SSL Offloading, o balanceador faz a descriptografia — é exatamente o oposto. A banca troca os conceitos: passthrough ≠ offloading.

Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Descreve com precisão o SSL Offloading: o balanceador termina a conexão TLS (descriptografa), envia os dados em texto claro ao backend e recriptografa a resposta antes de devolvê-la ao cliente. É o fluxo canônico da técnica, que alivia o backend do custo criptográfico e permite inspeção do tráfego.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Inverte os papéis: afirma que o backend faz toda a criptografia/descriptografia e o balanceador só gerencia o tráfego. Isso é o comportamento de um balanceador comum sem offloading — mas a questão trata especificamente de SSL Offloading, em que o balanceador assume a terminação TLS. O backend, nesse cenário, não lida com criptografia.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Diz que o balanceador elimina completamente a criptografia, enviando e recebendo dados em texto simples entre cliente e backend. Isso é falso: a criptografia é mantida entre o cliente e o balanceador (HTTPS). O que trafega em texto claro é apenas o trecho balanceador → backend. Eliminar a criptografia por completo deixaria os dados expostos ao cliente — o que não ocorre.

NÃO CAIA NESSA!

A banca adora trocar os papéis do balanceador e do backend. Aqui, as alternativas B e D descrevem, respectivamente, o SSL passthrough (balanceador não processa) e o balanceamento sem offloading (backend faz tudo). A pegadinha é reconhecer que o offloading centraliza a criptografia no balanceador — não a divide, não a elimina, não a delega ao backend. Com esse critério, você elimina as quatro erradas de uma vez.

PEGA ESSA DICA!

Para fixar, compare os três cenários: Offloading (balanceador termina TLS, backend em claro), Passthrough (balanceador só encaminha, backend termina TLS) e Re-encryption (balanceador termina e recriptografa para o backend). Em provas, a FCC costuma cobrar o offloading clássico — memorize o fluxo: descriptografa → encaminha em claro → recriptografa a resposta.

Gabarito: letra C

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