Questão de Segurança da Informação — Tópicos Mesclados de Recursos de Segurança da Informação — FCC 2025
Segurança da Informação›Tópicos Mesclados de Recursos de Segurança da Informação
Código
fc150692
Banca
FCC
Órgão
TRT 1
Ano
2025
Cargo
AJ TRT1
Um Tribunal Regional do Trabalho está implementando uma nova intranet para melhorar a comunicação interna e o acesso a sistemas administrativos. Para garantir segurança, eficiência e controle de tráfego, é necessário definir a infraestrutura de rede adequada e configurar corretamente os dispositivos envolvidos. Diante desse cenário, à melhor prática para à implementação da intranet é:
AConfigurá-la utilizando um único servidor virtualizado para armazenar e processar todas as solicitações, mantendo a alta disponibilidade garantida por snapshops automáticos, sem necessidade de segmentação adicional da rede.
BConfigurá-la utilizando uma rede local única e plana, na qual todos os dispositivos compartilhem o mesmo widecast domain, garantindo comunicação direta e reduzindo a complexidade de configuração.
CImplementá-la sobre uma rede Wi-Fi corporativa única, sem segmentação, utilizando um único SSID (Service Security Identifier) para todos os setores, o que garante flexibilidade e reduz a necessidade de gerenciamento manual de acessos.
DEstruturá-la em uma rede local privada (LAN — Local Area Network), segmentada por VLANs (Virtual LANs) e controlada por um firewall corporativo, garantindo segurança, isolamento de tráfego e controle de acessos internos.
ECriá-la com base em um modelo de rede distribuída (pier-to-pier), no qual cada máquina atua como cliente e servidor simultaneamente, eliminando a necessidade de um servidor central, melhorando o tempo de resposta da rede.
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GabaritoD — Estruturá-la em uma rede local privada (LAN — Local Area Network), segmentada por VLANs (Virtual LANs) e controlada por um firewall corporativo, garantindo segurança, isolamento de tráfego e controle de acessos internos.
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Intranet: segmentação de rede e segurança corporativa
Gabarito: letra D. A melhor prática para implementar uma intranet corporativa é estruturá-la como uma rede local privada (LAN), segmentada por VLANs e protegida por firewall, pois isso garante isolamento de tráfego, controle de acessos e segurança — exatamente o que a alternativa D descreve. As demais opções falham ao propor arquiteturas inseguras, como redes planas, Wi-Fi sem segmentação, dependência de snapshots ou modelo peer-to-peer.
Uma intranet é uma rede privada que utiliza tecnologias da internet (TCP/IP, HTTP, etc.) para compartilhar informações e sistemas internamente, mas com acesso restrito aos colaboradores da organização. O objetivo central é permitir comunicação eficiente e acesso a sistemas administrativos, como no caso do Tribunal Regional do Trabalho, sem expor esses recursos à internet pública. Para isso, a arquitetura de rede precisa equilibrar desempenho, disponibilidade e, principalmente, segurança.
A segurança em uma intranet não é um detalhe opcional — é o requisito que define a arquitetura. Uma rede plana (flat network), onde todos os dispositivos compartilham o mesmo domínio de broadcast, facilita a comunicação, mas também facilita a propagação de ataques: se um host for comprometido, o atacante pode alcançar qualquer outro dispositivo da rede sem barreiras. Por isso, a segmentação é uma prática fundamental. As VLANs (Virtual LANs) permitem dividir logicamente a rede em domínios de broadcast menores, isolando setores (RH, Financeiro, Jurídico, etc.) e limitando o tráfego entre eles. O firewall corporativo, por sua vez, controla o tráfego entre essas VLANs e entre a intranet e a internet, aplicando políticas de acesso baseadas em regras de segurança.
Na prática, imagine o Tribunal com três setores: Administrativo, Jurídico e TI. Sem segmentação, um malware que infecte um computador do setor Administrativo pode se espalhar livremente para os demais. Com VLANs, cada setor fica em uma sub-rede isolada, e o tráfego entre elas passa obrigatoriamente pelo firewall, que pode bloquear ou permitir conforme a política. Isso também melhora o desempenho, pois reduz o tráfego de broadcast e permite priorizar aplicações críticas.
A alternativa D é a única que combina os três elementos essenciais: rede privada (LAN), segmentação lógica (VLANs) e controle de tráfego (firewall). As demais alternativas apresentam arquiteturas que sacrificam a segurança em nome da simplicidade ou da flexibilidade, o que é inaceitável em um ambiente corporativo que lida com dados sensíveis de processos trabalhistas.
Guarde o critério decisivo: segurança em intranet exige segmentação e controle de tráfego. É exatamente esse critério que separa a alternativa correta das demais.
Intranet corporativa
1Requisitos essenciais
Segmentação (VLANs)
Controle de tráfego (firewall)
Rede privada (LAN)
2Arquiteturas inadequadas
Rede plana (domínio de broadcast único)
Wi-Fi sem segmentação (SSID único)
Servidor único com snapshots (SPOF)
Peer-to-peer (sem controle central)
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Alternativa A — ❌ Incorreta
A alternativa propõe um único servidor virtualizado com snapshots automáticos, sem segmentação de rede. O erro está em confiar exclusivamente em snapshots para garantir alta disponibilidade e ignorar a necessidade de isolamento de tráfego. Snapshots protegem contra perda de dados, mas não impedem que um atacante que comprometa um host acesse toda a rede. Além disso, um único servidor é um ponto único de falha (SPOF), o que contradiz a ideia de alta disponibilidade.
Alternativa B — ❌ Incorreta
A alternativa sugere uma rede local única e plana, onde todos os dispositivos compartilham o mesmo domínio de broadcast. O erro está em eliminar a segmentação, o que aumenta a superfície de ataque: qualquer host comprometido pode alcançar todos os outros sem barreiras. A redução da complexidade de configuração não justifica o sacrifício da segurança, especialmente em um órgão público que lida com dados sensíveis.
Alternativa C — ❌ Incorreta
A alternativa propõe uma rede Wi-Fi corporativa única, sem segmentação, com um único SSID para todos os setores. O erro está em ignorar a necessidade de isolamento entre setores e de controle de acesso individualizado. Um único SSID sem segmentação permite que qualquer dispositivo conectado à rede acesse todos os recursos, sem distinção de perfil ou necessidade. Além disso, o termo "Service Security Identifier" está incorreto — o correto é SSID (Service Set Identifier), que é apenas o nome da rede sem fio, não um mecanismo de segurança.
Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A alternativa descreve a melhor prática: uma LAN privada, segmentada por VLANs e controlada por firewall. As VLANs isolam o tráfego entre setores, reduzindo o impacto de um possível comprometimento e melhorando o desempenho. O firewall corporativo aplica políticas de controle de acesso, permitindo ou bloqueando o tráfego conforme as regras de segurança. Essa combinação garante segurança, isolamento e controle, exatamente o que o enunciado pede.
Alternativa E — ❌ Incorreta
A alternativa propõe um modelo peer-to-peer (escrito como "pier-to-pier"), onde cada máquina atua como cliente e servidor simultaneamente. O erro está em eliminar o servidor central, o que dificulta o controle centralizado de acesso, a aplicação de políticas de segurança e o gerenciamento de dados. Em uma intranet corporativa, o modelo cliente-servidor é o padrão, pois permite centralizar autenticação, autorização e auditoria. O modelo peer-to-peer é inadequado para ambientes que exigem controle e segurança.
NÃO CAIA NESSA!
A banca explora a tentação de escolher a alternativa mais "simples" ou "flexível" (A, B, C, E) em vez da mais segura. O candidato pode ser atraído pela ideia de reduzir complexidade ou custos, mas a segurança é o requisito primordial em uma intranet corporativa. A alternativa C ainda contém um erro técnico sutil: "Service Security Identifier" em vez de "Service Set Identifier" (SSID), o que reforça sua incorreção.
PEGA ESSA DICA!
Em questões sobre arquitetura de redes, procure sempre a alternativa que combine segmentação (VLANs, sub-redes, DMZ) e controle de tráfego (firewall, ACLs). Esses são os pilares da segurança em redes corporativas. Desconfie de alternativas que prometem simplicidade ou flexibilidade sem mencionar mecanismos de isolamento e controle.