Questão de Segurança da Informação — Questões Mescladas de Ameaças aos Sistemas Computacionais — FCC 2025
Segurança da Informação›Questões Mescladas de Ameaças aos Sistemas Computacionais
Código
fc150694
Banca
FCC
Órgão
TRT 1
Ano
2025
Cargo
TJ TRT1
A equipe de Técnicos Judiciários de um Tribunal Regional do Trabalho detectou uma atividade incomum em seus servidores. Após investigação, foi constatado que várias máquinas estavam lentas e consumindo alto volume de processamento e tráfego de rede. Além disso, logs mostraram conexões suspeitas com servidores externos desconhecidos. A análise revelou que os dispositivos haviam sido comprometidos por um malware que permitia o controle remoto dos sistemas sem o conhecimento dos administradores. A equipe concluiu que o Tribunal foi vítima de um ataque
Abotnet, em que os dispositivos infectados foram recrutados para executar atividades maliciosas sob o controle de um invasor remoto. Uma solução para evitar novas infecções seria implementar segmentação de rede, MFA para acessos administrativos e monitoramento contínuo do tráfego de rede para identificar comunicações suspeitas.
Brootkit, que se disfarçou como um software legítimo para enganar os funcionários e obter acesso aos sistemas. A principal solução seria desativar os serviços de compartilhamento de arquivos na rede interna e proibir a instalação de qualquer programa sem autorização prévia do setor de TI.
Cransomware, que criptografou os arquivos da instituição. A solução mais eficaz seria restaurar um backup recente e providenciar para que as máquinas sempre tenham um antivírus atualizado para impedir novas infecções.
Dkeylogger, que interceptou credenciais de login dos funcionários. Para evitar esse tipo de ataque, o Tribunal deve passar a adotar um teclado virtual e impedir o uso de dispositivos externos como pen-drives e teclados USB não autorizados.
Eadware, que gerou tráfego excessivo e impactou o desempenho das máquinas. A solução mais eficaz seria configurar bloqueios de pop-ups e remover extensões suspeitas dos navegadores usados no Tribunal.
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GabaritoA — botnet, em que os dispositivos infectados foram recrutados para executar atividades maliciosas sob o controle de um invasor remoto. Uma solução para evitar novas infecções seria implementar segmentação de rede, MFA para acessos administrativos e monitoramento contínuo do tráfego de rede para identificar comunicações suspeitas.
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Botnet: controle remoto de dispositivos zumbis
Gabarito: letra A. O cenário descrito — máquinas lentas, alto consumo de processamento e tráfego de rede, conexões suspeitas com servidores externos e controle remoto sem conhecimento dos administradores — é a assinatura clássica de uma botnet: uma rede de dispositivos infectados (zumbis) recrutados e controlados remotamente por um invasor para executar atividades maliciosas. As demais alternativas descrevem outros tipos de malware que não correspondem ao quadro apresentado.
Para entender por que a alternativa A é a correta, é preciso dominar a diferença entre os principais tipos de malware. Uma botnet é formada quando um invasor compromete diversos dispositivos (computadores, servidores, IoT) instalando um bot — um programa que permite o controle remoto da máquina. Esses dispositivos, chamados de zumbis, passam a executar comandos do invasor sem que os usuários percebam. O poder da botnet está justamente na escala: quanto mais zumbis, maior a capacidade de processamento e tráfego, permitindo ataques de negação de serviço distribuída (DDoS), envio de spam, mineração de criptomoedas e coleta de informações. No caso do Tribunal, os sintomas — lentidão, alto consumo de CPU e rede, conexões externas suspeitas — são exatamente o que se espera de máquinas zumbis ativas.
As demais alternativas descrevem malwares com características distintas. O rootkit é um conjunto de programas e técnicas que esconde a presença do invasor no sistema comprometido, mantendo acesso privilegiado — não é, por si só, um software que se disfarça para enganar funcionários. O ransomware criptografa arquivos e exige resgate, o que não foi mencionado no enunciado. O keylogger captura teclas digitadas para roubar credenciais, e o adware exibe propagandas indesejadas — embora gere tráfego, não envolve controle remoto. A pegadinha da banca está em associar sintomas genéricos (lentidão, tráfego) a malwares que também podem causá-los, mas que não explicam o controle remoto e as conexões externas — a marca registrada da botnet.
A solução apresentada na alternativa A — segmentação de rede, MFA para acessos administrativos e monitoramento contínuo do tráfego — é coerente com a defesa contra botnets: limitar a propagação, proteger credenciais que poderiam ser usadas para instalar bots e detectar comunicações com servidores de comando e controle (C2).
Malwares: Botnet (Controle remoto em massa, Dispositivos zumbis, Conexões com servidores C2); Rootkit (Esconde a presença do invasor, Mantém acesso privilegiado); Ransomware (Criptografa arquivos, Exige resgate); Keylogger (Captura teclas digitadas, Rouba credenciais); Adware (Exibe propagandas, Gera tráfego)
Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A alternativa descreve com precisão o que é uma botnet: dispositivos infectados (zumbis) recrutados e controlados remotamente por um invasor. Os sintomas relatados — lentidão, alto consumo de processamento e tráfego, conexões suspeitas com servidores externos — são exatamente os efeitos de máquinas zumbis ativas. As medidas propostas (segmentação de rede, MFA e monitoramento contínuo) são defesas adequadas: a segmentação limita a propagação, o MFA protege acessos administrativos que poderiam ser usados para instalar bots, e o monitoramento detecta comunicações com servidores de comando e controle.
Alternativa B — ❌ Incorreta
A alternativa descreve o rootkit de forma equivocada. Rootkit é um conjunto de programas e técnicas que permite esconder e assegurar a presença de um invasor em um dispositivo comprometido, mantendo acesso privilegiado — não é um software que se disfarça para enganar funcionários (essa é a definição de trojan). Além disso, as soluções propostas (desativar compartilhamento de arquivos, proibir instalação de programas) são genéricas e não atacam o problema central do controle remoto oculto.
Alternativa C — ❌ Incorreta
O ransomware criptografa arquivos e exige resgate (ransom) para liberá-los. O enunciado não menciona criptografia de arquivos nem pedido de resgate — apenas lentidão, tráfego e conexões externas. A solução de restaurar backup é correta para ransomware, mas não se aplica ao cenário descrito, que é de controle remoto, não de sequestro de dados.
Alternativa D — ❌ Incorreta
O keylogger é um software espião que captura e armazena as teclas digitadas pelo usuário, visando roubar credenciais. O enunciado não menciona interceptação de teclas nem roubo de senhas — o foco é o controle remoto dos sistemas. As soluções propostas (teclado virtual, bloquear dispositivos USB) são específicas para keyloggers e não resolvem o problema de máquinas zumbis.
Alternativa E — ❌ Incorreta
O adware exibe propagandas indesejadas, gerando tráfego e impactando o desempenho. Embora cause lentidão e tráfego, o adware não envolve controle remoto dos sistemas nem conexões suspeitas com servidores externos para execução de atividades maliciosas — essa é a característica central da botnet. As soluções (bloquear pop-ups, remover extensões) tratam apenas do sintoma visual, não do controle remoto.
NÃO CAIA NESSA!
A banca explora a confusão entre sintomas genéricos e características específicas. Lentidão e tráfego excessivo podem ser causados por vários malwares (adware, ransomware, botnet), mas o controle remoto e as conexões com servidores externos desconhecidos são a assinatura exclusiva da botnet. O candidato que se fixa apenas nos sintomas de desempenho pode cair na alternativa E (adware), que também gera tráfego — mas não explica o controle remoto.
PEGA ESSA DICA!
Para diferenciar malwares na prova, foque na função principal de cada um: botnet = controle remoto em massa; rootkit = esconder invasor; ransomware = criptografar e exigir resgate; keylogger = capturar teclas; adware = exibir propagandas. Quando o enunciado mencionar "controle remoto" ou "zumbis", a resposta é botnet.