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Questão de Segurança da Informação — Conceitos de Criptografia (Chaves, Simetria, etc.) — FCC 2025

Segurança da InformaçãoConceitos de Criptografia (Chaves, Simetria, etc.)
Código
fc150701
Banca
FCC
Órgão
TRT 1
Ano
2025
Cargo
TJ TRT1
Paulo deseja enviar uma mensagem confidencial para Ana. Para garantir confidencialidade, Paulo deverá criptografar a mensagem com
  1. Aa chave pública de Ana.
  2. Ba chave privada de Ana.
  3. Csua assinatura digital.
  4. Dsua chave privada.
  5. Esua chave pública.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoA — a chave pública de Ana.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Criptografia assimétrica: confidencialidade e o uso das chaves

Gabarito: letra A. Para garantir confidencialidade, Paulo deve criptografar a mensagem com a chave pública de Ana. Na criptografia assimétrica, o que é cifrado com a chave pública de um destinatário só pode ser decifrado com a chave privada correspondente — e como apenas Ana possui sua chave privada, somente ela conseguirá ler a mensagem. Essa é a regra fundamental do sigilo em sistemas de chave pública.

A criptografia assimétrica (ou de chave pública) resolve o problema da distribuição de chaves que aflige a criptografia simétrica. Enquanto na simétrica a mesma chave cifra e decifra — exigindo um canal seguro para compartilhá-la —, na assimétrica cada usuário possui um par de chaves matematicamente ligadas: uma pública, que pode ser amplamente divulgada, e uma privada, que deve ser mantida em segredo absoluto. O que uma chave cifra, somente a outra do par decifra. Essa propriedade permite dois usos distintos e espelhados:

  • Confidencialidade (sigilo): o remetente cifra com a chave pública do destinatário; apenas o destinatário, com sua chave privada, decifra.

  • Autenticidade/não repúdio (assinatura digital): o remetente cifra com a sua própria chave privada; qualquer pessoa, com a chave pública do remetente, pode verificar a autoria.

A pegadinha clássica da banca é inverter esses papéis: usar a chave privada do destinatário para cifrar (o que quebraria o sigilo, pois qualquer um com a chave pública poderia ler) ou usar a chave pública do remetente para cifrar (o que não garantiria que apenas Ana lesse). A regra de ouro é: quem cifra para garantir sigilo usa a chave pública de quem vai receber.

Para fixar, veja o esquema do fluxo de confidencialidade:

Guarde a fronteira entre as duas operações da criptografia assimétrica: sigilo usa a chave pública do destinatário; assinatura usa a chave privada do remetente. É exatamente nessa distinção que as alternativas se dividem.

Critério

Confidencialidade (sigilo)

Assinatura digital (autenticidade/não repúdio)

Chave usada para cifrar

Chave pública do destinatário

Chave privada do remetente

Chave usada para decifrar/verificar

Chave privada do destinatário (só ele tem)

Chave pública do remetente (qualquer um pode verificar)

Objetivo

Impedir que terceiros leiam o conteúdo

Comprovar autoria e integridade da mensagem

Quem pode executar a operação

Qualquer pessoa (basta ter a chave pública do destinatário)

Apenas o remetente (só ele tem a chave privada)

Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Cifrar com a chave pública de Ana garante confidencialidade porque somente a chave privada correspondente — que só Ana possui — consegue decifrar. Qualquer pessoa pode cifrar com a chave pública de Ana, mas apenas ela pode ler. É o uso correto da criptografia assimétrica para sigilo.

Alternativa B — ❌ Incorreta

A chave privada de Ana é secreta e intransferível; Paulo não a possui. Além disso, se Paulo cifrasse com a chave privada de Ana, qualquer pessoa com a chave pública de Ana poderia decifrar — o que não garante confidencialidade alguma. A chave privada do destinatário é usada apenas para decifrar, nunca para cifrar por terceiros.

Alternativa C — ❌ Incorreta

A assinatura digital é um mecanismo que garante autenticidade, integridade e não repúdio — não confidencialidade. Ela é produzida cifrando um hash da mensagem com a chave privada do remetente, e qualquer pessoa pode verificá-la com a chave pública dele. Assinar não esconde o conteúdo; apenas atesta a autoria e a integridade.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Cifrar com a própria chave privada de Paulo é o que se faz na assinatura digital, não para sigilo. Como a chave pública de Paulo é amplamente conhecida, qualquer pessoa poderia decifrar a mensagem — o que viola completamente a confidencialidade. A chave privada do remetente serve para autenticar, não para esconder.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Cifrar com a própria chave pública de Paulo não garante que apenas Ana leia: qualquer pessoa com a chave privada de Paulo (que só ele tem) poderia decifrar, mas Ana não teria como. Para que Ana leia, é preciso cifrar com a chave pública dela, não com a de Paulo. A chave pública usada na cifragem deve ser sempre a do destinatário.

NÃO CAIA NESSA!

A banca adora inverter os papéis das chaves. A confusão mais comum é achar que se cifra com a chave privada do remetente para garantir sigilo — mas isso é assinatura digital. Para confidencialidade, a chave que cifra é sempre a pública do destinatário; a privada dele só decifra. Com treino, você enxerga essa troca de longe 💪

Gabarito: letra A

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