Questão de Segurança da Informação — Conceitos de Firewall, Proxy e DMZ — FCC 2025
Segurança da Informação›Conceitos de Firewall, Proxy e DMZ
Código
fc150707
Banca
FCC
Órgão
TRF 4
Ano
2025
Cargo
AJ TRF4
Um tribunal mantém uma API pública que processa requisições de colaboradores espalhados por todo o território nacional. Recentemente, foram detectados ataques sofisticados, incluindo injeção de comandos em cabeçalhos HTTP, tentativas de bypass de autenticação via manipulação de cookies e roubo de dados sensíveis em trânsito. A solução mais adequada para proteger a API contra esses ataques, garantindo a confidencialidade dos dados e autenticação da identidade do servidor é
Ausar um firewall de host com filtragem de pacotes e um IDS para bloquear ataques na aplicação e criptografar dados sensíveis em tempo real.
Bconfigurar um firewall de host para restringir o tráfego apenas à porta 80 (HTTP) e habilitar logging de requisições.
Cimplementar um IDS com análise de tráfego HTTP para bloquear manipulações de cabeçalhos, cookies e injeção de código, garantindo assim a confidencialidade dos dados em trânsito.
Dinstalar um WAF com regras personalizadas para bloquear injeções de comandos e manipulações de cookies, combinado com TLS/SSL para criptografia.
Ehabilitar TLS/SSH com autenticação mútua e configurar um VPS para impedir ataques de injeção de comandos e falhas de autenticação diretamente na aplicação.
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GabaritoD — instalar um WAF com regras personalizadas para bloquear injeções de comandos e manipulações de cookies, combinado com TLS/SSL para criptografia.
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Proteção de APIs: WAF e TLS/SSL
Gabarito: letra D. A solução mais adequada combina um WAF (Web Application Firewall) — que atua na camada de aplicação (camada 7 do modelo OSI) e é especializado em bloquear ataques como injeção de comandos em cabeçalhos HTTP e manipulação de cookies — com TLS/SSL, que garante a confidencialidade dos dados em trânsito e autentica a identidade do servidor. As demais alternativas ou usam ferramentas inadequadas (firewall de host, IDS) ou não cobrem todos os requisitos do enunciado.
O enunciado descreve uma API pública que sofre ataques sofisticados em três frentes: injeção de comandos em cabeçalhos HTTP, bypass de autenticação via manipulação de cookies e roubo de dados sensíveis em trânsito. Para cada uma dessas ameaças, existe uma defesa específica, e a alternativa correta precisa atender a todas elas simultaneamente.
O WAF é um firewall especializado em proteger aplicações web, atuando na camada de aplicação (camada 7 do OSI). Ele monitora e filtra o tráfego de entrada e saída das aplicações, inspecionando o conteúdo dos pacotes após a decriptação, e é capaz de prevenir ataques como SQL Injection, XSS (Cross-Site Scripting) e CSRF (Cross-Site Request Forgery). No caso, a injeção de comandos em cabeçalhos HTTP e a manipulação de cookies são exatamente o tipo de ataque que o WAF consegue bloquear com regras personalizadas.
O TLS/SSL (Transport Layer Security / Secure Sockets Layer) é o protocolo que garante a confidencialidade dos dados em trânsito por meio de criptografia, e também permite a autenticação da identidade do servidor por meio de certificados digitais. Quando um cliente acessa uma API via HTTPS, ele verifica o certificado do servidor, garantindo que está falando com o servidor legítimo, e a comunicação é criptografada, impedindo que dados sensíveis sejam lidos por terceiros.
A combinação WAF + TLS/SSL é a abordagem padrão para proteger APIs públicas: o WAF protege a aplicação contra ataques na camada 7, enquanto o TLS/SSL protege o transporte dos dados. Essa é a solução mais completa e adequada ao cenário descrito.
NÃO CAIA NESSA!
A banca tenta confundir o candidato oferecendo alternativas que misturam ferramentas de segurança com funções que elas não desempenham. Por exemplo, a alternativa C afirma que um IDS "bloqueia" ataques, mas o IDS é um sistema passivo de detecção — ele apenas aponta que o ataque ocorreu, não o previne. Já a alternativa A usa firewall de host e IDS, mas nenhum deles é capaz de analisar o conteúdo da aplicação (camada 7) nem de criptografar dados em trânsito. A pegadinha está em confundir as funções de cada ferramenta: firewall de host filtra pacotes, IDS detecta, IPS previne, WAF protege a aplicação, e TLS/SSL criptografa.
Proteção de API pública
1Ameaças
Injeção em cabeçalhos HTTP
Bypass de autenticação (cookies)
Roubo de dados em trânsito
2Defesas
WAF (camada 7)
Bloqueia injeção em cabeçalhos
Bloqueia manipulação de cookies
TLS/SSL
Confidencialidade (criptografia)
Autentica o servidor
3Ferramentas inadequadas
Firewall de host (camadas 3-4)
IDS (passivo — só detecta)
SSH (acesso remoto, não HTTP)
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Alternativa A — ❌ Incorreta
O firewall de host com filtragem de pacotes atua nas camadas 3 e 4 do modelo OSI, analisando apenas cabeçalhos de rede e transporte, sem capacidade de inspecionar o conteúdo da aplicação (camada 7). Portanto, não é capaz de bloquear injeção de comandos em cabeçalhos HTTP nem manipulação de cookies. O IDS, por sua vez, é um sistema passivo de detecção — ele apenas detecta e alerta sobre ataques, não os bloqueia. Além disso, nenhum dos dois criptografa dados em trânsito; a criptografia é função do TLS/SSL, não do firewall ou do IDS.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Restringir o tráfego apenas à porta 80 (HTTP) e habilitar logging de requisições não protege contra nenhum dos ataques mencionados. A porta 80 é HTTP sem criptografia, o que deixaria os dados sensíveis vulneráveis a roubo em trânsito. O logging apenas registra as requisições, não bloqueia ataques. Além disso, uma API pública normalmente precisa aceitar tráfego HTTPS (porta 443), não apenas HTTP.
Alternativa C — ❌ Incorreta
O IDS (Intrusion Detection System) é um sistema passivo de detecção: ele monitora e analisa o tráfego, mas não bloqueia ataques. A alternativa afirma que o IDS "bloqueia" manipulações de cabeçalhos, cookies e injeção de código, o que é incorreto — essa função é do IPS (Intrusion Prevention System) ou do WAF. Além disso, o IDS não garante a confidencialidade dos dados em trânsito; a criptografia é função do TLS/SSL.
Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO
O WAF (Web Application Firewall) é a ferramenta adequada para proteger aplicações web contra ataques na camada de aplicação, como injeção de comandos em cabeçalhos HTTP e manipulação de cookies. Com regras personalizadas, ele pode bloquear esses ataques especificamente. O TLS/SSL, por sua vez, garante a confidencialidade dos dados em trânsito por meio de criptografia e permite a autenticação da identidade do servidor por meio de certificados digitais. A combinação WAF + TLS/SSL atende a todos os requisitos do enunciado.
Alternativa E — ❌ Incorreta
O TLS/SSH com autenticação mútua garante a confidencialidade e autenticação, mas o SSH é um protocolo para acesso remoto seguro, não para proteger APIs HTTP. Além disso, a alternativa menciona "configurar um VPS" para impedir ataques de injeção de comandos e falhas de autenticação "diretamente na aplicação", o que é vago e não especifica uma ferramenta adequada como o WAF. A proteção contra injeção de comandos e manipulação de cookies exige um WAF ou filtros específicos na aplicação, não apenas a configuração de um VPS.