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Questão de Segurança da Informação — Gestão de Continuidade de Negócio (NBR ISO/IEC 15999-1, 15999-2, 27002, 22313, etc.) — FCC 2025

Segurança da InformaçãoGestão de Continuidade de Negócio (NBR ISO/IEC 15999-1, 15999-2, 27002, 22313, etc.)
Código
fc150718
Banca
FCC
Órgão
SEFAZ PI
Ano
2025
Cargo
Ag Trib ( )

Após uma interrupção de energia em um data center estadual, a Secretaria da Fazenda perdeu acesso temporário a sistemas fiscais críticos hospedados on-premise. A equipe de TI decidiu adotar uma abordagem moderna que combine resiliência e escalabilidade para evitar futuras interrupções. A estratégia mais eficaz e atual para esse cenário é

  1. Amigrar todos os dados para a nuvem sem redundância local ou monitoramento.
  2. Bmanter todos os sistemas em servidores locais com backups manuais semanais.
  3. Cimplementar uma solução de recuperação baseada em fitas com restauração em até 48 horas.
  4. Dusar um sistema de espelhamento local sem integração com a nuvem.
  5. Econfigurar um ambiente híbrido com replicação em nuvem e failover automático.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoE — configurar um ambiente híbrido com replicação em nuvem e failover automático.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Gestão de Continuidade de Negócios: estratégias de recuperação e o papel da nuvem

Gabarito: letra E. A estratégia mais eficaz e atual para evitar interrupções em sistemas críticos é configurar um ambiente híbrido com replicação em nuvem e failover automático, pois combina resiliência (redundância) com escalabilidade, alinhando-se às melhores práticas de continuidade de negócios. As demais alternativas apresentam soluções frágeis, lentas ou sem redundância adequada.

A Gestão de Continuidade de Negócios (GCN) tem como objetivo central manter o funcionamento dos processos críticos da organização, protegendo-os contra efeitos de falhas ou desastres e assegurando sua retomada em tempo hábil. No cenário descrito — um data center estadual que perdeu acesso a sistemas fiscais críticos por interrupção de energia —, a solução ideal deve garantir disponibilidade e recuperação rápida dos serviços. A abordagem moderna envolve o uso de nuvem híbrida, que integra infraestrutura local (on-premise) com recursos de nuvem pública, permitindo replicação de dados e failover automático — ou seja, a troca automática para um ambiente redundante quando o primário falha.

A norma ISO/IEC 27002, em sua seção sobre Gestão da Continuidade do Negócio, estabelece que os planos devem ser desenvolvidos para "manutenção ou recuperação das operações e para assegurar a disponibilidade da informação no nível requerido e na escala de tempo requerida, após a ocorrência de interrupções ou falhas dos processos críticos do negócio". Isso reforça a necessidade de soluções que minimizem o tempo de inatividade (RTO) e a perda de dados (RPO). A replicação em nuvem, combinada com failover automático, atende exatamente a esses requisitos, pois permite que os sistemas sejam retomados rapidamente, muitas vezes em minutos, sem depender de intervenção manual.

Em contraste, as demais alternativas apresentam abordagens ultrapassadas ou insuficientes: migrar tudo para a nuvem sem redundância local ou monitoramento (A) cria um ponto único de falha na nuvem; manter sistemas locais com backups manuais semanais (B) expõe a organização a perda de dados de até uma semana e a demora na restauração; recuperação por fitas com restauração em até 48 horas (C) é lenta e inadequada para sistemas críticos; e espelhamento local sem integração com a nuvem (D) não protege contra desastres que afetem o local físico. A alternativa E é a única que combina resiliência (redundância em nuvem) e escalabilidade (capacidade de crescer sob demanda), sendo a mais alinhada às práticas atuais de GCN.

A pegadinha da banca está em apresentar soluções que parecem razoáveis, mas que não atendem aos requisitos de tempo de recuperação e disponibilidade exigidos para sistemas críticos. O candidato deve identificar que a questão pede uma abordagem "moderna" e "eficaz", o que elimina opções tradicionais como fitas ou backups manuais. A palavra-chave é failover automático, que garante continuidade sem intervenção humana, algo que nenhuma outra alternativa oferece.

1Nuvem sem redundância (A)
ponto único de falha
2Backups manuais semanais (B)
RPO de até 1 semana
3Fitas com 48h (C)
RTO excessivo
4Espelhamento local (D)
sem redundância geográfica
5Híbrido com failover automático (E)
resiliência + escalabilidade
replicação em nuvem
alta disponibilidade
Estratégias de recuperação
LEVELsoulevel.com.br
Estratégias de recuperação: Nuvem sem redundância (A) (ponto único de falha); Backups manuais semanais (B) (RPO de até 1 semana); Fitas com 48h (C) (RTO excessivo); Espelhamento local (D) (sem redundância geográfica); Híbrido com failover automático (E) (resiliência + escalabilidade, replicação em nuvem, alta disponibilidade)

Alternativa A — ❌ Incorreta

Migrar todos os dados para a nuvem sem redundância local ou monitoramento é uma estratégia arriscada: cria um ponto único de falha na nuvem, sem garantia de disponibilidade em caso de falha do provedor, e a falta de monitoramento impede a detecção proativa de problemas. A nuvem, por si só, não garante continuidade — é preciso redundância e monitoramento.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Manter sistemas locais com backups manuais semanais é uma abordagem ultrapassada e insuficiente para sistemas críticos. O RPO (Recovery Point Objective) seria de até uma semana, ou seja, em caso de desastre, perder-se-iam todos os dados desde o último backup. Além disso, a restauração manual é lenta e sujeita a erros, não atendendo a requisitos de disponibilidade.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Recuperação baseada em fitas com restauração em até 48 horas é uma solução de contingência tradicional, mas inadequada para sistemas críticos que exigem retomada rápida. O RTO (Recovery Time Objective) de 48 horas é excessivamente longo para serviços fiscais, que precisam de disponibilidade quase imediata. Além disso, fitas são vulneráveis a danos físicos e exigem infraestrutura de armazenamento externo.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Espelhamento local sem integração com a nuvem protege contra falhas de hardware, mas não contra desastres que afetem o local físico (incêndio, enchente, etc.). Sem redundância geográfica, a organização continua vulnerável a interrupções prolongadas. A integração com a nuvem é essencial para garantir continuidade em cenários de desastre.

Alternativa E — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Configurar um ambiente híbrido com replicação em nuvem e failover automático é a estratégia mais eficaz e atual. O ambiente híbrido combina a infraestrutura local com a nuvem, permitindo replicação contínua dos dados e a ativação automática de recursos em nuvem quando o ambiente primário falha. Isso garante alta disponibilidade, recuperação rápida e escalabilidade, atendendo plenamente aos requisitos de GCN para sistemas críticos.

Gabarito: letra E

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