Questão de Segurança da Informação — IDS, IPS e Honeypots — FCC 2025
Segurança da Informação›IDS, IPS e Honeypots
Código
fc150719
Banca
FCC
Órgão
SEFAZ PI
Ano
2025
Cargo
Ag Trib ( )
Após uma tentativa de intrusão em seus sistemas fiscais, a Secretaria da Fazenda Estadual decidiu implementar IDS/IPS modernos para detectar e bloquear ameaças em tempo real. A solução robusta, que cobre todos os protocolos de rede, protege contra ameaças conhecidas e desconhecidas, e está alinhada às tecnologias mais recentes disponíveis atualmente é:
AUtilizar um IDS híbrido com prevenção de intrusões, relatórios em tempo real e suporte a todos os protocolos.
BAdotar um IDS/IPS baseado em rede com análise de comportamento e integração a um SIEM.
CImplementar um IPS baseado em assinaturas com bloqueio automático e suporte a múltiplos protocolos, incluindo HTTP/HTTPS.
DConfigurar um IDS/IPS com monitoramento passivo, alertas detalhados e análise manual para todos os protocolos.
EInstalar um IPS em nuvem com detecção de anomalias para tráfego criptografado e não criptografado, sem integração a um SIEM.
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GabaritoB — Adotar um IDS/IPS baseado em rede com análise de comportamento e integração a um SIEM.
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
IDS/IPS: a solução robusta para detecção e bloqueio em tempo real
Gabarito: letra B. A alternativa correta é a que combina IPS baseado em rede (bloqueio ativo em tempo real) com análise de comportamento (detecção de ameaças desconhecidas, como zero-day) e integração a um SIEM (correlação centralizada de eventos). Essa combinação atende aos três requisitos do enunciado: cobertura de todos os protocolos, proteção contra ameaças conhecidas e desconhecidas, e alinhamento às tecnologias mais recentes.
Para entender por que a letra B é a única que satisfaz plenamente o enunciado, é preciso dominar a diferença fundamental entre IDS e IPS, e como as técnicas de detecção se complementam.
IDS (Intrusion Detection System) é um sistema passivo: ele monitora o tráfego ou as atividades do sistema, detecta atividades suspeitas, impróprias, incorretas ou anômalas, e gera alertas. Mas não bloqueia o ataque — funciona como um alarme de segurança, avisando os administradores para que tomem providências. O IDS pode ser baseado em host (HIDS), em rede (NIDS) ou híbrido.
IPS (Intrusion Prevention System) é um sistema ativo: acrescenta à detecção a possibilidade de prevenção, operando em modo inline (todo o tráfego passa por ele) e adotando medidas para bloquear as intrusões em tempo real. O IPS é, essencialmente, um IDS ativo.
Quanto às metodologias de detecção, há duas grandes famílias:
Baseada em assinaturas (Knowledge-Based / Misuse Detection): compara o tráfego com um banco de dados de padrões de ataques conhecidos. É rápida e eficiente para ameaças conhecidas, mas não detecta ataques novos (zero-day).
Baseada em comportamento/anomalias (Behavior-Based / Anomaly Detection): cria um perfil do comportamento normal da rede e alerta quando há desvios. É capaz de detectar ameaças desconhecidas, mas pode gerar falsos positivos.
A solução mais robusta, portanto, combina as duas abordagens: usa assinaturas para as ameaças conhecidas e análise comportamental para as desconhecidas. E, para dar visibilidade centralizada e correlação de eventos, integra-se a um SIEM (Security Information and Event Management), que coleta, normaliza, armazena e correlaciona logs de diversas fontes, permitindo detectar padrões suspeitos e responder a incidentes de forma mais eficaz.
A pegadinha clássica da banca é inverter os papéis: afirmar que o IDS bloqueia (errado, ele só detecta) ou que o IPS apenas alerta (errado, ele bloqueia). Além disso, a banca costuma apresentar soluções incompletas, como IPS apenas por assinaturas (não cobre ameaças desconhecidas) ou sem integração com SIEM (perde a correlação centralizada).
Guarde a fronteira: IDS = passivo (detecta e alerta); IPS = ativo (detecta e bloqueia). E para proteção completa, é preciso aliar assinaturas + análise comportamental + SIEM. É exatamente esse trio que a alternativa B apresenta.
IDS/IPS
1IDS (passivo)
Detecta e alerta
Não bloqueia
2IPS (ativo)
Detecta e bloqueia
Opera em modo inline
3Detecção
Por assinaturas
Ameaças conhecidas
Não cobre zero-day
Por comportamento
Ameaças desconhecidas
Pode gerar falsos positivos
4Solução robusta
IPS + análise comportamental
Integração com SIEM
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Alternativa A — ❌ Incorreta
A alternativa A menciona "IDS híbrido com prevenção de intrusões". O problema é que um IDS híbrido (Hybrid IDS) combina HIDS e NIDS, mas continua sendo um sistema de detecção — ele não faz prevenção por si só. A prevenção é característica do IPS. Além disso, a alternativa não menciona a análise comportamental, essencial para detectar ameaças desconhecidas. O erro está em atribuir capacidade de prevenção a um IDS, confundindo os papéis.
Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A alternativa B é a única que reúne todos os elementos exigidos: IPS baseado em rede (bloqueio ativo em tempo real, cobrindo todo o tráfego), análise de comportamento (detecção de ameaças desconhecidas, como zero-day) e integração a um SIEM (correlação centralizada de eventos, alinhada às tecnologias modernas de segurança). Essa combinação atende plenamente aos requisitos do enunciado: cobertura de todos os protocolos, proteção contra ameaças conhecidas e desconhecidas, e alinhamento às tecnologias mais recentes.
Alternativa C — ❌ Incorreta
A alternativa C propõe um IPS baseado em assinaturas. Embora o IPS seja ativo e bloqueie em tempo real, a detecção apenas por assinaturas limita a proteção a ameaças conhecidas — não cobre ataques desconhecidos (zero-day), que o enunciado exige. Falta a análise comportamental ou de anomalias. Além disso, não há menção a SIEM, o que enfraquece a capacidade de correlação e visibilidade centralizada.
Alternativa D — ❌ Incorreta
A alternativa D descreve um IDS/IPS com monitoramento passivo, alertas detalhados e análise manual. O termo "monitoramento passivo" indica que o sistema apenas detecta e alerta, sem bloqueio automático — característica de IDS, não de IPS. Além disso, a "análise manual" é incompatível com a exigência de bloqueio em tempo real e com a robustez esperada de uma solução moderna. A alternativa falha por não oferecer prevenção ativa.
Alternativa E — ❌ Incorreta
A alternativa E propõe um IPS em nuvem com detecção de anomalias, mas sem integração a um SIEM. A ausência de SIEM é o ponto crítico: sem ele, perde-se a correlação centralizada de eventos, a visibilidade consolidada e a capacidade de resposta coordenada a incidentes — elementos essenciais para uma solução robusta e alinhada às tecnologias atuais. Além disso, a detecção apenas por anomalias pode gerar muitos falsos positivos, e a falta de assinaturas pode deixar passar ameaças conhecidas que não se desviam do comportamento normal.
NÃO CAIA NESSA!
A banca adora inverter os papéis de IDS e IPS. Lembre-se: IDS é passivo (detecta e alerta, não bloqueia); IPS é ativo (detecta e bloqueia em tempo real). Na alternativa A, o erro é chamar de "IDS híbrido" algo que faz prevenção; na D, o erro é usar "monitoramento passivo" para um sistema que deveria bloquear. Fique atento a esses termos — eles decidem a questão.
PEGA ESSA DICA!
Para resolver questões de IDS/IPS, monte um checklist mental: (1) o sistema bloqueia? Se sim, é IPS; se só alerta, é IDS. (2) Ele detecta ameaças desconhecidas? Se sim, usa análise comportamental/anomalias; se só conhece assinaturas, não cobre zero-day. (3) Está integrado a um SIEM? Se não, perde correlação centralizada. A alternativa que combinar IPS + análise comportamental + SIEM será quase sempre a correta.