Questão de Segurança da Informação — IDS, IPS e Honeypots — FCC 2025
Segurança da Informação›IDS, IPS e Honeypots
Código
fc150725
Banca
FCC
Órgão
SEFAZ PI
Ano
2025
Cargo
AFFE ( )
Um servidor de rede de uma Secretaria da Fazenda, que armazena informações financeiras confidenciais, foi configurado com um firewall que permite apenas o tráfego essencial para seu funcionamento. Além disso, todos os arquivos armazenados estão criptografados. No entanto, durante uma auditoria de segurança, foi identificada uma vulnerabilidade em um software de terceiros instalado no servidor. A medida adicional mais crucial para mitigar o risco de exploração dessa vulnerabilidade e potencial acesso aos dados é
Areforçar a política de senhas para o acesso ao servidor com requisitos ainda mais complexos.
Brealizar testes de penetração regulares para identificar e corrigir os antivírus, trocar o equipamento e outras possíveis vulnerabilidades.
Cdesabilitar completamente o acesso remoto a esse servidor.
Dimplementar um sistema de detecção de intrusão para monitorar atividades suspeitas.
Egarantir que todas as estações de trabalho dos usuários que acessam o servidor possuam um antivírus atualizado.
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GabaritoD — implementar um sistema de detecção de intrusão para monitorar atividades suspeitas.
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IDS, IPS e Honeypots: a defesa em profundidade contra vulnerabilidades
Gabarito: letra D. Quando uma vulnerabilidade já existe em um software de terceiros e não pode ser corrigida imediatamente, a medida mais crucial é implementar um sistema de detecção de intrusão (IDS) para monitorar atividades suspeitas e alertar sobre tentativas de exploração — é a camada de segurança que detecta o ataque em andamento, complementando o firewall e a criptografia já existentes. As demais alternativas tratam de medidas preventivas ou periféricas, mas nenhuma ataca diretamente o risco de exploração da vulnerabilidade conhecida.
O cenário descrito é um clássico de defesa em profundidade: o servidor já possui firewall (controle de tráfego) e criptografia (proteção dos dados em repouso), mas foi identificada uma vulnerabilidade em software de terceiros. Vulnerabilidade é a fragilidade do sistema; ameaça é o agente que pode explorá-la; e o ataque é a exploração efetiva. O firewall, por mais bem configurado, não consegue bloquear ataques que utilizam portas legítimas ou que exploram falhas em aplicações permitidas — exatamente o caso de uma vulnerabilidade em software instalado. A criptografia protege os dados, mas não impede que um atacante, uma vez dentro do sistema, acesse os dados já descriptografados em memória ou durante o processamento.
O IDS (Intrusion Detection System) é um sistema passivo que tem como objetivo detectar atividades suspeitas, impróprias, incorretas ou anômalas. Ele não bloqueia o ataque, mas alerta o administrador sobre a ocorrência, permitindo uma resposta rápida. Já o IPS (Intrusion Prevention System) é a evolução que, além de detectar, bloqueia a intrusão em tempo real, operando em modo inline e podendo descartar conexões suspeitas. Para o caso em tela, a implementação de um IDS (ou IPS, que também é uma opção válida) é a medida mais alinhada com a necessidade de monitorar e detectar a exploração da vulnerabilidade, enquanto as demais medidas são complementares ou insuficientes.
A banca explora a confusão entre medidas preventivas (senhas, antivírus, desabilitar acesso remoto) e medidas de detecção/resposta (IDS/IPS). A vulnerabilidade já existe; o que falta é a capacidade de perceber quando ela é explorada. Reforçar senhas não impede a exploração de uma falha de software; desabilitar acesso remoto pode até reduzir a superfície de ataque, mas não elimina a vulnerabilidade se o servidor for acessível por outros meios; antivírus nas estações protege os clientes, não o servidor; e testes de penetração são importantes, mas são pontuais e não fornecem monitoramento contínuo. O IDS, por sua vez, fornece vigilância contínua sobre o tráfego e as atividades do sistema, exatamente o que se precisa para detectar a exploração da vulnerabilidade conhecida.
Guarde a distinção central: prevenir (evitar que o ataque ocorra) × detectar (perceber que o ataque está ocorrendo ou ocorreu) × responder (agir para conter o dano). A questão pede a medida adicional mais crucial para mitigar o risco de exploração — e, diante de uma vulnerabilidade já identificada, a detecção é o elo que faltava na cadeia de defesa.
Defesa em profundidade: Prevenir (Firewall, Criptografia, Senhas fortes, Antivírus); Detectar (IDS (passivo, alerta), IPS (ativo, bloqueia)); Responder (Teste de penetração, Correção da vulnerabilidade)
Alternativa A — ❌ Incorreta
Reforçar a política de senhas é uma medida preventiva de controle de acesso, mas não impede a exploração de uma vulnerabilidade em software de terceiros. O atacante pode explorar a falha sem precisar de credenciais válidas, ou pode obter acesso por outros meios. A vulnerabilidade é no software, não no mecanismo de autenticação.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Realizar testes de penetração regulares é uma boa prática de segurança, mas é uma medida pontual e periódica, não contínua. Além disso, o enunciado já identificou a vulnerabilidade; o que se busca é mitigar o risco de exploração agora, e um teste de penetração não fornece monitoramento em tempo real. A redação da alternativa também é confusa ao mencionar "corrigir os antivírus, trocar o equipamento", o que foge do foco da questão.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Desabilitar completamente o acesso remoto pode reduzir a superfície de ataque, mas não elimina a vulnerabilidade — o servidor pode ser acessado por outros meios (rede interna, serviços legítimos). Além disso, pode inviabilizar a administração do servidor, o que não é uma medida equilibrada. A detecção de intrusão é mais eficaz porque monitora qualquer tentativa de exploração, independentemente do vetor.
Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Implementar um sistema de detecção de intrusão (IDS) é a medida mais crucial porque monitora continuamente as atividades suspeitas no servidor e na rede, alertando os administradores sobre tentativas de exploração da vulnerabilidade. O IDS complementa o firewall e a criptografia, formando a defesa em profundidade. Conforme o material de apoio, o IDS "tem como objetivo detectar atividades suspeitas, impróprias, incorretas ou anômalas" e "pode detectar ataques que são realizados por meio de portas legítimas permitidas e que, portanto, não podem ser protegidos pelo firewall". Essa é exatamente a situação do enunciado: a vulnerabilidade está em um software de terceiros, e o IDS é a ferramenta capaz de perceber a exploração.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Garantir antivírus atualizado nas estações de trabalho protege os clientes, não o servidor. A vulnerabilidade está no servidor, e um atacante pode explorá-la diretamente, sem passar pelas estações. O antivírus nas estações é uma medida de proteção periférica, não a mais crucial para mitigar o risco no servidor.
Gabarito: letra D — a implementação de um IDS é a medida que fornece a detecção contínua necessária para mitigar o risco de exploração da vulnerabilidade identificada.