Questão de Segurança da Informação — Autorização e Controle de Acesso (RBAC, ABAC, MAC, DAC e ACL) — FCC 2025
Segurança da Informação›Autorização e Controle de Acesso (RBAC, ABAC, MAC, DAC e ACL)
Código
fc150727
Banca
FCC
Órgão
SEFAZ PI
Ano
2025
Cargo
AFFE ( )
Em uma Secretaria da Fazenda, um Auditor Fiscal executa rotinas de backup, monitora processos automatizados e verifica a integridade dos arquivos gerados. Considerando as boas práticas de segurança da informação e a necessidade de controle adequado de privilégios, a forma mais apropriada de conceder ao Auditor o acesso necessário para desempenhar suas funções é
Autilizar scripts com privilégios elevados que concedem ao Auditor acesso total ao sistema durante a janela de backup, removendo os direitos dele ao final da operação para reduzir riscos.
Bconceder privilégios administrativos locais nos servidores que recebem os backups, para garantir ao Auditor a execução sem falhas das rotinas e maior agilidade em casos de erro.
Ccriar uma conta técnica para o Auditor, com permissões completas nos sistemas de arquivos dos servidores de backup, garantindo controle centralizado das operações por múltiplos operadores.
Datribuir o Auditor a um grupo com permissões específicas para tarefas de backup, aplicando políticas de controle de acesso voltadas exclusivamente às ações requeridas pela função.
Eliberar o acesso do Auditor por meio de uma conta de serviço com permissão de leitura e gravação nos volumes de destino, compartilhada com a equipe de backup, para facilitar a automação das rotinas.
Revelar gabarito e comentário▾
GabaritoD — atribuir o Auditor a um grupo com permissões específicas para tarefas de backup, aplicando políticas de controle de acesso voltadas exclusivamente às ações requeridas pela função.
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Controle de acesso e princípio do menor privilégio
Gabarito: letra D. A forma mais apropriada de conceder ao Auditor Fiscal o acesso necessário para executar rotinas de backup, monitorar processos e verificar integridade de arquivos é atribuí-lo a um grupo com permissões específicas para essas tarefas, aplicando políticas de controle de acesso voltadas exclusivamente às ações requeridas pela função — exatamente o que descreve a alternativa D. Isso materializa o princípio do menor privilégio, segundo o qual cada usuário deve ter apenas os direitos mínimos indispensáveis ao desempenho de suas atribuições, e o RBAC (Role-Based Access Control), modelo em que as permissões são vinculadas a papéis organizacionais, e não a indivíduos.
O controle de acesso é um dos pilares da segurança da informação. Ele é composto por três processos fundamentais: identificação (o usuário declara quem é), autenticação (o sistema verifica essa identidade por meio de credenciais) e autorização (definição dos privilégios que o usuário autenticado terá sobre os recursos). É na autorização que entra o tema desta questão: como conceder, de forma segura e adequada, os direitos necessários para que um Auditor Fiscal execute suas funções sem abrir brechas de segurança.
O princípio do menor privilégio (least privilege) é a diretriz central aqui. Ele determina que nenhum usuário, programa ou processo deve operar com mais privilégios do que o estritamente necessário para realizar sua função. Na prática, isso significa que o Auditor não precisa — e não deve — ter acesso administrativo total ao sistema, nem permissões completas nos servidores de backup, nem contas compartilhadas com a equipe. Ele precisa apenas das permissões específicas para: executar as rotinas de backup, monitorar os processos automatizados e verificar a integridade dos arquivos gerados.
O modelo de controle de acesso que melhor atende a esse cenário é o RBAC (Role-Based Access Control). Nesse modelo, as permissões são atribuídas a papéis (roles), e os usuários são alocados a esses papéis conforme suas funções na organização. O RBAC simplifica o gerenciamento de permissões, pois, em vez de configurar acesso usuário por usuário, o administrador define um conjunto de permissões para o papel "Operador de Backup" e, depois, basta incluir o Auditor nesse grupo. Isso também facilita a auditoria e a revisão periódica de acessos, pois basta verificar quais usuários pertencem a cada papel.
É importante distinguir os principais modelos de controle de acesso, pois a banca explora exatamente essa confusão:
Modelo
Quem decide
Base da decisão
Exemplo típico
DAC (Discricionário)
Proprietário do recurso
Vontade do dono do arquivo
Compartilhar uma pasta no Windows/Linux
MAC (Obrigatório)
Sistema/administrador
Rótulos de classificação (secreto, confidencial)
Ambientes militares e governamentais
RBAC (Baseado em papéis)
Administrador, com base na função
Papel que o usuário desempenha na organização
Operador de backup, gerente, auditor
ABAC (Baseado em atributos)
Sistema, com base em políticas dinâmicas
Atributos do usuário, recurso e contexto (horário, local)
Acesso a documentos apenas em horário comercial
A pegadinha desta questão está em associar a necessidade de "privilégios elevados" ou "acesso total" a uma solução segura. O candidato pode ser tentado a escolher a alternativa A (scripts com privilégios elevados temporários) ou a B (privilégios administrativos locais), mas ambas violam frontalmente o princípio do menor privilégio. A alternativa correta, D, é a única que concilia a necessidade operacional do Auditor com as boas práticas de segurança: um grupo com permissões específicas, controlado por políticas de acesso.
Guarde o critério decisivo: a permissão deve ser a mínima necessária para a função, concedida por meio de papéis/grupos, nunca por privilégios administrativos amplos, contas compartilhadas ou elevação temporária de privilégios. É exatamente nessa fronteira que as alternativas se dividem.
Controle de acesso: Modelos (DAC (proprietário decide), MAC (rótulos de classificação), RBAC (papéis/funções), ABAC (atributos e contexto)); Princípio do menor privilégio (Só o mínimo necessário, Nunca acesso total, Nunca conta compartilhada); RBAC na prática (Grupo com permissões específicas, Políticas por função, Auditável e revisável)
Alternativa A — ❌ Incorreta
Utilizar scripts com privilégios elevados que concedem acesso total durante a janela de backup e depois removem os direitos é uma prática arriscada e contrária ao princípio do menor privilégio. Embora a ideia de "elevar e rebaixar" privilégios exista em alguns contextos (como o sudo no Linux), conceder acesso total ao sistema, ainda que temporário, expõe a organização a riscos graves: se a janela de backup for comprometida, o atacante terá privilégios máximos. Além disso, a complexidade de gerenciar essa elevação temporária aumenta a chance de erros e deixa o Auditor com mais poder do que o necessário para suas tarefas específicas.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Conceder privilégios administrativos locais nos servidores de backup é uma violação clara do princípio do menor privilégio. O Auditor não precisa ser administrador local para executar rotinas de backup, monitorar processos ou verificar integridade de arquivos — ele precisa apenas das permissões específicas para essas ações. Privilégios administrativos locais dão ao usuário controle total sobre o servidor, incluindo a capacidade de instalar software, alterar configurações de segurança e acessar todos os arquivos, o que é desnecessário e perigoso. A "agilidade em casos de erro" não justifica o risco de segurança.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Criar uma conta técnica com permissões completas nos sistemas de arquivos dos servidores de backup também viola o princípio do menor privilégio. "Permissões completas" significam acesso de leitura, gravação, modificação e exclusão em todos os arquivos, o que vai muito além do necessário para as funções do Auditor. Além disso, a alternativa menciona "controle centralizado das operações por múltiplos operadores", o que sugere uma conta compartilhada — prática desaconselhada, pois dificulta a rastreabilidade individual das ações (quem fez o quê) e compromete a auditoria.
Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Esta é a alternativa que materializa o princípio do menor privilégio e o modelo RBAC. Atribuir o Auditor a um grupo com permissões específicas para tarefas de backup significa que ele terá exatamente os direitos necessários para executar as rotinas, monitorar os processos e verificar a integridade dos arquivos — nada mais. As políticas de controle de acesso voltadas exclusivamente às ações requeridas pela função garantem que o acesso seja concedido de forma controlada, auditável e alinhada às boas práticas de segurança da informação. Esse é o padrão recomendado por frameworks como a ISO/IEC 27001, que orienta o gerenciamento de direitos de acesso privilegiado de forma restrita e controlada.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Liberar o acesso por meio de uma conta de serviço compartilhada com a equipe de backup é uma prática inadequada por vários motivos. Contas compartilhadas eliminam a rastreabilidade individual: se algo der errado, não é possível identificar qual operador executou determinada ação, comprometendo a auditoria e a responsabilização. Além disso, a conta de serviço com permissão de leitura e gravação nos volumes de destino pode ser mais ampla do que o necessário para o Auditor, e o compartilhamento de credenciais aumenta o risco de vazamento e uso indevido. A boa prática é sempre usar contas individuais e conceder permissões por meio de grupos/papéis, como na alternativa D.
Gabarito: letra D — atribuir o Auditor a um grupo com permissões específicas para tarefas de backup, aplicando políticas de controle de acesso voltadas exclusivamente às ações requeridas pela função.