Questão de Segurança da Informação — Ameaças Técnicas Relacionadas a Redes e Criptografia — FCC 2025
Segurança da Informação›Ameaças Técnicas Relacionadas a Redes e Criptografia
Código
fc150734
Banca
FCC
Órgão
TRT 2
Ano
2025
Cargo
AJ TRT2
Um Tribunal, hipoteticamente, foi vítima de um ataque Distributed Denial of Service (DDoS) do tipo SYN FLOOD, que sobrecarregou seus servidores HTTP localizados em uma plataforma de nuvem, impossibilitando o acesso do público aos serviços online. O ataque foi coordenado por uma rede de bots infectados, e investigações apontam que os criminosos buscavam extorquir o Tribunal. Para reduzir o impacto desse tipo de ataque, um analista sugeriu como medida mais eficaz
Aa implementação de um firewall de aplicação para aumentar o número máximo de conexões UDP no estado de licensing que ele pode receber e encaminhar aos servidores.
Bo posicionamento de servidores em uma DMZ e o monitoramento do tráfego com ferramentas de IPS para gerar alertas com base em assinaturas e encaminhá-las para um WAF.
Ca implementação de um firewall de última geração para bloquear qualquer tentativa de sincronização como parte do three-way handshake.
Ddiminuir o número máximo de conexões UDP entreabertas que o sistema operacional dos servidores pode permitir.
Ea utilização de filtros de rate limiting e sistemas de blackholing em roteadores, para identificar e bloquear tráfego malicioso antes que sobrecarregue os servidores do Tribunal.
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GabaritoE — a utilização de filtros de rate limiting e sistemas de blackholing em roteadores, para identificar e bloquear tráfego malicioso antes que sobrecarregue os servidores do Tribunal.
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Mitigação de ataques DDoS SYN Flood
Gabarito: letra E. A medida mais eficaz para reduzir o impacto de um ataque DDoS do tipo SYN Flood é a utilização de filtros de rate limiting e sistemas de blackholing em roteadores, pois essas técnicas atuam na identificação e bloqueio do tráfego malicioso antes que ele sobrecarregue os servidores. O rate limiting limita a taxa de pacotes SYN aceitos, e o blackholing descarta o tráfego destinado ao alvo, aliviando a carga na infraestrutura.
O ataque SYN Flood explora o mecanismo de estabelecimento de conexão TCP, o three-way handshake. O atacante envia uma enxurrada de pacotes SYN (synchronize) sem completar o handshake, fazendo com que o servidor reserve recursos (memória e conexões entreabertas) para cada requisição. Com milhares de requisições incompletas, o servidor esgota seus recursos e não consegue mais atender usuários legítimos, caracterizando a negação de serviço. Esse ataque afeta diretamente a disponibilidade, uma das propriedades fundamentais da segurança da informação.
A mitigação eficaz de um SYN Flood exige uma abordagem em camadas, atuando na infraestrutura de rede antes que o tráfego malicioso chegue aos servidores. As principais técnicas incluem:
Rate limiting: limita a quantidade de pacotes SYN (ou outras requisições) que um roteador ou firewall aceita em um determinado período, impedindo que o volume de tráfego malicioso sobrecarregue o servidor.
Blackholing: redireciona ou descarta todo o tráfego destinado ao endereço IP da vítima, geralmente em roteadores de borda, "jogando-o em um buraco negro". Isso alivia a rede e os servidores, mas pode também bloquear tráfego legítimo.
SYN cookies: técnica aplicada no servidor que elimina a necessidade de manter conexões entreabertas, respondendo ao SYN com um cookie criptografado e só alocando recursos quando o handshake é completado.
Superdimensionamento de recursos: aumentar a capacidade de banda e processamento para absorver o impacto do ataque.
Serviços de proteção anti-DDoS: provedores especializados que filtram o tráfego antes de chegar à infraestrutura da vítima.
A banca explora a confusão entre as camadas de atuação e as tecnologias de segurança. É crucial entender que um SYN Flood é um ataque de camada de rede/transporte (camadas 3 e 4 do modelo OSI), e não de aplicação (camada 7). Portanto, a mitigação mais eficaz ocorre na infraestrutura de rede, com roteadores e firewalls de borda, e não apenas com ferramentas de aplicação como WAFs.
1Rate limiting
2Blackholing
3SYN cookies
4Superdimensionamento
5Serviço anti-DDoS
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Alternativa A — ❌ Incorreta
A alternativa menciona "aumentar o número máximo de conexões UDP no estado de licensing". O SYN Flood explora o protocolo TCP, não o UDP. Além disso, "estado de licensing" não é um conceito real em segurança de redes. A medida proposta é tecnicamente inválida e não endereça o problema.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Posicionar servidores em uma DMZ e usar IPS para gerar alertas com base em assinaturas são boas práticas de segurança, mas não são a medida mais eficaz para mitigar um SYN Flood. O IPS pode detectar e até bloquear alguns ataques, mas em um DDoS distribuído, o volume de tráfego pode sobrecarregar o próprio IPS. Além disso, o IPS atua na detecção, mas o rate limiting e o blackholing atuam diretamente na infraestrutura de rede, descartando o tráfego malicioso antes que ele cause impacto.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Bloquear "qualquer tentativa de sincronização" (pacotes SYN) impediria o funcionamento do three-way handshake e, consequentemente, de todas as conexões TCP legítimas. O SYN é um pacote essencial para iniciar conexões TCP; bloqueá-lo completamente inviabilizaria o acesso aos serviços. A medida correta é limitar a taxa de SYN, não bloqueá-los totalmente.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Diminuir o número máximo de conexões UDP entreabertas não é eficaz, pois o SYN Flood explora conexões TCP entreabertas, não UDP. Além disso, reduzir esse limite pode prejudicar usuários legítimos que precisam de múltiplas conexões simultâneas. A medida correta seria implementar SYN cookies ou reduzir o tempo de timeout das conexões entreabertas, mas não simplesmente diminuir o número máximo.
Alternativa E — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A utilização de filtros de rate limiting e sistemas de blackholing em roteadores é a medida mais eficaz, pois atua na infraestrutura de rede, identificando e bloqueando o tráfego malicioso antes que ele sobrecarregue os servidores. O rate limiting limita a taxa de pacotes SYN, e o blackholing descarta o tráfego destinado ao alvo, aliviando a carga na rede e nos servidores. Essas técnicas são amplamente utilizadas por provedores de proteção anti-DDoS.
NÃO CAIA NESSA!
A banca tenta confundir o candidato com tecnologias de camada de aplicação (WAF, IPS) e conceitos incorretos (UDP, "estado de licensing"). O SYN Flood é um ataque de camada de rede/transporte, e a mitigação mais eficaz ocorre na infraestrutura de rede, com rate limiting e blackholing.
PEGA ESSA DICA!
Para questões de mitigação de DDoS, identifique a camada do ataque. Ataques de camada 3/4 (SYN Flood, UDP Flood) são mitigados na infraestrutura de rede (roteadores, firewalls de borda). Ataques de camada 7 (HTTP Flood) são mitigados com WAFs e proteção anti-DDoS específica.