Questão de Segurança da Informação — NIST (National Institute of Standarts and Technology) — FCC 2025
Segurança da Informação›NIST (National Institute of Standarts and Technology)
Código
fc150738
Banca
FCC
Órgão
TRT 2
Ano
2025
Cargo
AJ TRT2
Quando da elaboração de um plano estratégico de TI para modernização dos serviços digitais em um Tribunal Regional do Trabalho, uma equipe técnica analisou diferentes modelos de computação em nuvem, conforme a definição da NIST SP 800-145, para hospedar sistemas, como, por exemplo, o PJe, portais de transparência e sistemas de RH. Com base nos critérios de segurança institucional, controle sobre dados sensíveis, escalabilidade e alinhamento com diretrizes da administração pública, concluiu-se que o modelo mais adequado de implantação de nuvem é aquele que oferece infraestrutura exclusiva, mas operada por terceiros, e que pode ser hospedada fora das instalações do tribunal. Dessa forma, a equipe optou corretamente por:
AUtilizar o modelo de nuvem comunitária (community cloud) operada por provedor terceirizado, compartilhada entre órgãos do Judiciário, com infraestrutura dedicada e políticas de segurança comuns.
BEscolher o modelo PaaS (Platform as a Service), pois ele define o tipo de nuvem mais segura para execução de sistemas críticos com customização mínima.
CAdotar nuvem pública, uma vez que o acesso irrestrito à infraestrutura da internet garante maior descentralização e independência do TRT frente aos contratos governamentais.
DUtilizar nuvem privada interna gerenciada exclusivamente pela equipe do TRT, mesmo que isso inviabilize escalabilidade e aumento de custos operacionais com infraestrutura local.
EAdotar o modelo híbrido, integrando nuvem pública para dados processuais e nuvem privada para dados administrativos, de forma a separar responsabilidades institucionais.
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GabaritoA — Utilizar o modelo de nuvem comunitária (community cloud) operada por provedor terceirizado, compartilhada entre órgãos do Judiciário, com infraestrutura dedicada e políticas de segurança comuns.
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Computação em Nuvem: Modelos de Implantação e a Nuvem Comunitária
Gabarito: letra A. A equipe optou corretamente pela nuvem comunitária (community cloud), pois o enunciado descreve exatamente suas características: infraestrutura exclusiva, operada por terceiros, hospedada fora das instalações e compartilhada entre órgãos com interesses comuns (no caso, o Judiciário), conforme a definição da NIST SP 800-145. As demais alternativas confundem os modelos de implantação (pública, privada, híbrida) ou os modelos de serviço (IaaS, PaaS, SaaS).
A NIST SP 800-145 define quatro modelos de implantação de nuvem: pública, privada, comunitária e híbrida. A distinção entre eles não se dá pela tecnologia, mas sim por quem possui, opera e quem tem acesso à infraestrutura. A nuvem pública é provisionada para uso aberto ao público em geral, operada por um provedor terceirizado e hospedada nas instalações dele. A nuvem privada é provisionada para uso exclusivo de uma única organização, podendo ser operada pela própria organização ou por terceiros, e hospedada interna ou externamente. A nuvem comunitária é provisionada para uso exclusivo de uma comunidade específica de consumidores de organizações que compartilham interesses em comum (missão, requisitos de segurança, políticas), podendo ser operada por uma ou mais organizações da comunidade, por terceiros, ou por uma combinação deles, e pode existir dentro ou fora das instalações. A nuvem híbrida é uma composição de duas ou mais nuvens distintas (pública, privada ou comunitária) que permanecem entidades únicas, mas são ligadas por tecnologia padronizada que permite portabilidade de dados e aplicações.
O enunciado descreve um cenário em que a infraestrutura é exclusiva (não é aberta ao público), operada por terceiros (não pela equipe do TRT) e hospedada fora das instalações do tribunal. Além disso, o contexto de um Tribunal Regional do Trabalho, com sistemas como o PJe, portais de transparência e sistemas de RH, sugere o compartilhamento com outros órgãos do Judiciário, que possuem requisitos de segurança e políticas comuns. Isso encaixa perfeitamente na definição de nuvem comunitária. A alternativa A captura todos esses elementos: "compartilhada entre órgãos do Judiciário, com infraestrutura dedicada e políticas de segurança comuns".
A pegadinha da questão está em confundir os modelos de implantação com os modelos de serviço (IaaS, PaaS, SaaS). A alternativa B, por exemplo, fala em PaaS, que é um modelo de serviço, não de implantação. A questão pergunta qual o modelo de implantação mais adequado, e a resposta correta é a nuvem comunitária. Guarde a fronteira entre os quatro modelos de implantação: é exatamente nela que as alternativas se dividem.
Critério
Nuvem Comunitária (Gabarito)
Nuvem Pública
Nuvem Privada
Nuvem Híbrida
Infraestrutura
Exclusiva para uma comunidade
Aberta ao público
Exclusiva para uma única organização
Composição de duas ou mais nuvens
Operação
Por terceiros ou pela comunidade
Por provedor terceirizado
Pela própria organização ou terceiros
Combinação de modelos
Localização
Dentro ou fora das instalações
Fora das instalações (provedor)
Interna ou externa
Depende dos modelos combinados
Compartilhamento
Entre organizações com interesses comuns
Uso aberto ao público em geral
Uso exclusivo de uma organização
Portabilidade entre as nuvens
Exemplo no contexto
Órgãos do Judiciário (PJe, portais, RH)
Serviços públicos genéricos
Dados administrativos internos
Separação de dados processuais e administrativos
Modelos de implantação (NIST): Pública (Uso aberto ao público, Operada por terceiros); Privada (Uso exclusivo de uma organização, Operada pela própria ou por terceiros); Comunitária (Uso exclusivo de uma comunidade, Interesses comuns (segurança, políticas), Operada por terceiros); Híbrida (Composição de duas ou mais nuvens, Portabilidade de dados e aplicações)
Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A alternativa descreve com precisão o modelo de nuvem comunitária conforme a NIST SP 800-145. A infraestrutura é exclusiva (dedicada a uma comunidade), operada por terceiros (provedor terceirizado) e compartilhada entre órgãos do Judiciário, que possuem interesses comuns (segurança, políticas, missão). Isso atende aos critérios de segurança institucional, controle sobre dados sensíveis e alinhamento com as diretrizes da administração pública mencionados no enunciado.
Alternativa B — ❌ Incorreta
A alternativa confunde modelo de implantação com modelo de serviço. PaaS (Platform as a Service) é um modelo de serviço que fornece uma plataforma para desenvolvimento e implantação de aplicações, não um tipo de implantação de nuvem. Além disso, a afirmação de que PaaS é "o tipo de nuvem mais segura" é incorreta, pois a segurança depende de diversos fatores, não apenas do modelo de serviço.
Alternativa C — ❌ Incorreta
A nuvem pública é provisionada para uso aberto ao público em geral, o que contraria o requisito de infraestrutura exclusiva e controle sobre dados sensíveis mencionado no enunciado. A afirmação de que o acesso irrestrito à internet garante "maior descentralização e independência" é equivocada, pois a nuvem pública pode gerar preocupações com segurança e conformidade, especialmente para dados sensíveis de um órgão público.
Alternativa D — ❌ Incorreta
A nuvem privada interna, gerenciada exclusivamente pela equipe do TRT, contraria o requisito de ser operada por terceiros e hospedada fora das instalações. Além disso, a afirmação de que isso "inviabiliza escalabilidade" é incorreta, pois a nuvem privada pode ser escalável, embora com custos e complexidade maiores do que a nuvem pública.
Alternativa E — ❌ Incorreta
O modelo híbrido combina duas ou mais nuvens distintas (pública, privada ou comunitária). Embora possa ser uma solução válida, o enunciado descreve uma única infraestrutura exclusiva, operada por terceiros e compartilhada entre órgãos do Judiciário, o que caracteriza a nuvem comunitária, não a híbrida. A alternativa E descreve uma separação de responsabilidades entre nuvem pública e privada, o que não corresponde ao cenário apresentado.