Questão de Segurança da Informação — Tópicos Mesclados de Protocolos Seguros — FCC 2025
Segurança da Informação›Tópicos Mesclados de Protocolos Seguros
Código
fc150743
Banca
FCC
Órgão
TRT 2
Ano
2025
Cargo
TJ TRT2
Uma empresa de consultoria em segurança, após realizar um pentest em um servidor web de um Tribunal, recomendou a implementação do HTTP Security Headers Content-Security-Policy (CSP) e Strict-Transport-Security (HSTP) como boas práticas para mitigar riscos cibernéticos.
Considerando essas orientações, um analista solicitou a um técnico a implementação e explicou corretamente a finalidade e o impacto desses cabeçalhos de segurança:
AO CSP substitui a necessidade de um WAF (Web Application Firewall), e o HSTP elimina vulnerabilidades de SQL Injection.
BO HSTS força o uso de HTTPS em todas as conexões futuras, evitando downgrade para HTTP, e o CSP restringe fontes de conteúdo executável (scripts, CSS etc.) para prevenir ataques de injeção.
CO CSP bloqueia apenas ataques de força bruta, e o HSTP impede o acesso a redes Wi-Fi públicas.
DO CSP permite o carregamento de recursos de origem cruzada (cross-origin), reduzindo o risco de ataque via data exfiltration, enquanto o HSTS assegura que cookies de sessão sejam transmitidos apenas por canais criptografados.
EAmbos os cabeçalhos (CSP e HSTS) são usados para criptografar dados em repouso, reduzindo custos de segurança no servidor web.
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GabaritoB — O HSTS força o uso de HTTPS em todas as conexões futuras, evitando downgrade para HTTP, e o CSP restringe fontes de conteúdo executável (scripts, CSS etc.) para prevenir ataques de injeção.
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
HTTP Security Headers: CSP e HSTS
Gabarito: letra B. O HSTS (HTTP Strict Transport Security) força o navegador a usar exclusivamente HTTPS em conexões futuras com o domínio, prevenindo ataques de downgrade para HTTP; o CSP (Content Security Policy) define uma lista de permissões de origens para carregamento de conteúdo (scripts, CSS, imagens), mitigando ataques de injeção como XSS. A alternativa B descreve corretamente essas duas finalidades.
Os cabeçalhos de segurança HTTP são respostas enviadas pelo servidor que instruem o navegador a adotar comportamentos defensivos. Eles não criptografam dados nem substituem outras camadas de proteção, mas adicionam controles específicos no cliente. O HSTS, por exemplo, informa ao navegador que o site deve ser acessado somente via HTTPS por um período determinado, evitando que um atacante intercepte a primeira conexão e a rebaixe para HTTP (ataque de downgrade). Já o CSP atua como uma política de restrição de origens: o servidor declara quais domínios são fontes confiáveis para scripts, estilos, imagens e outros recursos, bloqueando a execução de conteúdo não autorizado — o que neutraliza a maioria dos vetores de XSS e injeção de dados.
Na prática, um servidor web pode enviar o cabeçalho Strict-Transport-Security: max-age=31536000; includeSubDomains para que o navegador memorize o uso obrigatório de HTTPS por um ano, inclusive em subdomínios. Já o Content-Security-Policy: default-src 'self'; script-src 'self' https://cdn.exemplo.com restringe a execução de scripts apenas à própria origem e a um CDN específico. Se um atacante tentar injetar um script malicioso de outra origem, o navegador o bloqueia automaticamente.
A distinção crucial é que o HSTS protege o canal de comunicação (transporte), enquanto o CSP protege o conteúdo renderizado (aplicação). O HSTS não impede SQL Injection nem substitui um WAF; o CSP não criptografa dados em repouso nem bloqueia força bruta. Essas confusões são exatamente o que a banca explora nas alternativas incorretas.
NÃO CAIA NESSA!
A banca mistura as funções dos cabeçalhos com outras tecnologias de segurança. O candidato que não domina o papel exato de cada um tende a aceitar afirmações como "CSP substitui WAF" ou "HSTS elimina SQL Injection". Lembre-se: HSTS = transporte seguro (HTTPS obrigatório); CSP = origens de conteúdo permitidas (anti-XSS). Nenhum dos dois criptografa dados em repouso nem substitui firewalls de aplicação.
Cabeçalho
Função principal
Protege contra
Mecanismo de ação
HSTS
Forçar uso exclusivo de HTTPS
Ataques de downgrade (HTTP)
Instrui o navegador a usar apenas HTTPS em conexões futuras
CSP
Restringir origens de conteúdo executável
XSS e injeção de conteúdo
Define lista de permissões (whitelist) para scripts, CSS, imagens etc.
HTTP Security Headers: HSTS (transporte) (Força HTTPS, Evita downgrade p/ HTTP); CSP (conteúdo) (Restringe origens de scripts/CSS, Bloqueia XSS e injeção); Não fazem (Criptografia em repouso, Substituem WAF, Bloqueiam força bruta)
Alternativa A — ❌ Incorreta
Afirma que o CSP substitui um WAF e que o HSTS elimina vulnerabilidades de SQL Injection. O CSP é uma camada de defesa no navegador contra XSS e injeção de conteúdo, mas não substitui um WAF, que analisa o tráfego HTTP em busca de padrões de ataque. O HSTS apenas força HTTPS; não tem relação com SQL Injection, que é uma vulnerabilidade de consulta a banco de dados.
Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Descreve com precisão as duas finalidades: o HSTS força o uso de HTTPS em conexões futuras, prevenindo downgrade para HTTP; o CSP restringe as fontes de conteúdo executável (scripts, CSS etc.), prevenindo ataques de injeção como XSS. É a única alternativa que apresenta corretamente o papel de cada cabeçalho.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Afirma que o CSP bloqueia ataques de força bruta e que o HSTS impede acesso a redes Wi-Fi públicas. O CSP não tem relação com força bruta (tentativa de adivinhar senhas); ele controla origens de conteúdo. O HSTS atua no navegador, não na rede; não impede conexões a Wi-Fi públicas, apenas garante que, ao acessar o domínio, o navegador use HTTPS.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Afirma que o CSP permite carregamento de recursos cross-origin, reduzindo risco de exfiltração de dados, e que o HSTS assegura que cookies sejam transmitidos apenas por canais criptografados. O CSP, por padrão, restringe origens; permitir cross-origin é uma configuração que aumenta o risco, não o reduz. O HSTS não controla cookies diretamente; o atributo Secure do cookie é que garante transmissão apenas via HTTPS.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Afirma que ambos os cabeçalhos criptografam dados em repouso. O HSTS e o CSP são cabeçalhos de resposta HTTP que atuam no transporte e no conteúdo renderizado; não realizam criptografia de dados armazenados. Criptografia em repouso é responsabilidade de mecanismos de criptografia de disco, banco de dados ou arquivos.