Questão de Segurança da Informação — VPN — FCC 2025
Segurança da Informação›VPN
Código
fc150744
Banca
FCC
Órgão
TRT 2
Ano
2025
Cargo
TJ TRT2
Um Tribunal está implementando uma solução de VPN-SSL para acesso remoto seguro aos seus sistemas na nuvem. Considerando os princípios de segurança da informação e os mecanismos criptográficos envolvidos, um técnico descreveu corretamente que a solução adotada
Aoferece disponibilidade de serviço através da utilização exclusiva de algoritmos simétricos, oferecendo melhor desempenho operacional para a comunicação.
Butiliza tokens físicos como método de autenticação, substituindo a necessidade de certificados digitais e mecanismos criptográficos para proteção dos dados em trânsito.
Cse beneficia da combinação de certificados digitais para autenticação, criptografia assimétrica para negociação de chaves e criptografia simétrica para transmissão de dados, proporcionando um equilíbrio entre segurança e desempenho.
Dprioriza o uso de criptografia assimétrica em todas as etapas da comunicação, desde a autenticação até a transmissão de dados, para garantir o máximo nível de segurança possível.
Eutiliza hashes criptográficos como mecanismo principal de proteção dos dados, sendo responsáveis por garantir tanto a confidencialidade quanto a integridade das informações transmitidas.
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GabaritoC — se beneficia da combinação de certificados digitais para autenticação, criptografia assimétrica para negociação de chaves e criptografia simétrica para transmissão de dados, proporcionando um equilíbrio entre segurança e desempenho.
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VPN-SSL: criptografia híbrida e o equilíbrio entre segurança e desempenho
Gabarito: letra C. A VPN-SSL (e o TLS que a sustenta) combina, na prática, três mecanismos complementares: certificados digitais para autenticar as partes, criptografia assimétrica para negociar as chaves de sessão e criptografia simétrica para cifrar o tráfego — é exatamente essa arquitetura híbrida que a alternativa C descreve. A alternativa correta espelha o funcionamento real do protocolo, que usa o melhor de cada técnica: a segurança da troca de chaves da assimétrica com a velocidade da simétrica.
A criptografia híbrida é o padrão de ouro dos protocolos seguros modernos (TLS/SSL, SSH, IPSec). O motivo é simples: a criptografia assimétrica (chave pública/privada) é computacionalmente cara e lenta para volumes grandes de dados, enquanto a simétrica é rápida, mas exige que ambas as partes compartilhem a mesma chave secreta — o que é um problema de distribuição. A solução é usar a assimétrica apenas para autenticar e negociar uma chave de sessão, e a simétrica para o fluxo de dados. É o que acontece no handshake do TLS: o cliente valida o certificado digital do servidor (autenticação), as partes trocam chaves usando criptografia assimétrica (ou Diffie-Hellman), e a partir daí cifram tudo com um algoritmo simétrico como AES.
No contexto de uma VPN-SSL, o usuário remoto acessa o sistema via navegador, que estabelece o túnel TLS com o servidor VPN. O certificado digital garante que o servidor é legítimo (autenticidade), a negociação de chaves protege o segredo compartilhado, e a cifra simétrica garante a confidencialidade do tráfego com desempenho aceitável. Essa combinação é o que permite o equilíbrio entre segurança e desempenho mencionado na alternativa correta.
A pegadinha da banca aqui é tentar fazer o candidato acreditar que um único mecanismo resolve tudo — seja só simétrica, só assimétrica, ou só hash. Cada primitiva criptográfica tem um papel específico: a simétrica cifra rápido, a assimétrica autentica e negocia chaves, o hash garante integridade (mas não confidencialidade). Nenhuma delas sozinha entrega o conjunto completo de segurança que uma VPN exige. Guarde essa divisão de papéis: é exatamente nela que as alternativas se separam.
Mecanismo
Papel na VPN-SSL
Garante
Certificado digital
Autenticação das partes
Autenticidade
Criptografia assimétrica
Negociação de chaves de sessão
Segurança na troca de chaves
Criptografia simétrica
Cifragem do tráfego de dados
Confidencialidade e desempenho
Hash criptográfico
Verificação de integridade (não usado como cifra)
Integridade (não confidencialidade)
Criptografia híbrida (VPN-SSL/TLS): Certificado digital (Autentica as partes); Assimétrica (Negocia chaves); Simétrica (Cifra o tráfego); Hash (Garante integridade)
Alternativa A — ❌ Incorreta
Afirma que a VPN-SSL oferece disponibilidade usando exclusivamente algoritmos simétricos. O erro é duplo: primeiro, a disponibilidade não é garantida por criptografia — é um princípio de segurança ligado à redundância, backups e continuidade de serviço, não à cifragem. Segundo, a VPN-SSL não usa apenas criptografia simétrica; ela depende da assimétrica para autenticação e negociação de chaves. A simétrica sozinha não resolve o problema da distribuição segura da chave.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Diz que tokens físicos substituem a necessidade de certificados digitais e mecanismos criptográficos. Isso é falso: tokens físicos são um fator de autenticação (algo que você tem), que pode ser usado em conjunto com certificados, mas não os substitui. A proteção dos dados em trânsito continua dependendo da criptografia — o token não cifra nada. A alternativa confunde autenticação do usuário com proteção do canal de comunicação.
Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Descreve com precisão a arquitetura híbrida da VPN-SSL: certificados digitais para autenticação, criptografia assimétrica para negociação de chaves e criptografia simétrica para transmissão de dados. É exatamente o que o TLS faz no handshake e na sessão. O equilíbrio entre segurança e desempenho vem do uso da assimétrica apenas para o que ela faz bem (autenticar e trocar chaves) e da simétrica para o que ela faz melhor (cifrar grandes volumes de dados rapidamente).
Alternativa D — ❌ Incorreta
Propõe usar criptografia assimétrica em todas as etapas, da autenticação à transmissão. Isso é tecnicamente inviável na prática: a assimétrica é lenta e computacionalmente cara para cifrar todo o tráfego. Por isso os protocolos reais a usam apenas na fase de negociação de chaves, e não na transmissão de dados. A alternativa confunde o papel da assimétrica com o da simétrica.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Afirma que hashes criptográficos garantem confidencialidade e integridade. O hash garante apenas integridade (detecção de alteração), e não confidencialidade — ele não esconde o conteúdo, apenas gera um resumo (digest) que permite verificar se o dado foi modificado. A confidencialidade é papel da criptografia (simétrica ou assimétrica). A alternativa troca o papel do hash pelo da cifra.
NÃO CAIA NESSA!
A banca explora a confusão entre as primitivas criptográficas. Repare como cada alternativa errada atribui a um mecanismo o papel de outro: a A dá à simétrica o papel de garantir disponibilidade, a E dá ao hash o papel de garantir confidencialidade, e a D dá à assimétrica o papel de cifrar tudo. A pegadinha é sempre a mesma: um mecanismo sozinho não resolve tudo — a segurança real vem da combinação. Com treino, você identifica essas trocas de longe 💪
PEGA ESSA DICA!
Para questões de criptografia, monte mentalmente a tabela de papéis: simétrica = cifrar dados (rápido, confidencialidade); assimétrica = autenticar e negociar chaves (lento, mas seguro); hash = integridade (não esconde nada); certificado digital = identidade (autenticidade). Quando a alternativa disser que um mecanismo "substitui" outro ou "garante tudo", desconfie — a resposta quase sempre é a que combina os mecanismos.