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Questão de Geografia — Geografia Cultural — FGV 2016

GeografiaGeografia Cultural
Código
fg023902
Banca
FGV
Órgão
IBGE
Ano
2016
Nível
Superior
Cargo
Tecnologista - Geografia
Na transição do século XIX/XX, o crescimento do Rio de Janeiro, então capital federal, dependia imensamente da provisão de carvão fornecido pelas florestas da mata atlântica. Com a abolição da escravatura, os ex-escravos, quilombolas e pequenos agricultores viram no fabrico de carvão uma atividade possível. Junto com os lenhadores, os carvoeiros penetravam por toda a parte nas serranias do Rio de Janeiro, onde não se tinham estabelecido os sitiantes.Uma pesquisa feita na floresta do maciço da Pedra Branca revelou a existência de 35 ruínas de moradias e 185 platôs de antigas carvoarias. No entanto, apesar do grande desmatamento realizado pelos carvoeiros e lenhadores, a floresta voltou graças à eficiente sucessão ecológica.No entanto, a paisagem florestal ainda guarda outro tipo de vestígio dessa ancestral relação que se manifesta em sua estrutura e composição florística. No ecossistema, observa-se a presença de espécies exóticas de uso ritual, como o comigoninguém-pode e a espada-de-são-jorge. Destaca-se também a presença de figueiras que, por questões culturais, foram mantidas intactas quando da derrubada da floresta para a implantação de roçados.Adaptado de: OLIVEIRA, R. A paisagem como esconderijo: invisibilidade social e florestas urbanas do Rio de Janeiro do século XIX. In: Ferreira et al (org). Metropolização do espaço: gestão territorial e relações urbanorurais. Rio de Janeiro: Consequência, 2013, p. 519-526.O texto acima destaca um procedimento metodológico caro à Geografia Cultural, que consiste em:
  1. Aidentificar os padrões espaciais da distribuição das formas físicas que compõem uma determinada paisagem;
  2. Bcompreender as relações hierárquicas estruturantes dos grupos humanos que interagem com a floresta;
  3. Cinventariar as formas concretas resultantes da interação entre atividades humanas e processos naturais;
  4. Devidenciar as concepções e julgamentos do pesquisador acerca da natureza e das atividades humanas;
  5. Elevantar a iconografia disponível para identificar como os grupos sociais evocam sua relação com a natureza.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoC — inventariar as formas concretas resultantes da interação entre atividades humanas e processos naturais;

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