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Questão de Português — Noções Gerais de Compreensão e Interpretação de Texto — FGV 2018

PortuguêsNoções Gerais de Compreensão e Interpretação de Texto
Código
fg033844
Banca
FGV
Órgão
SEFIN-RO
Ano
2018
Nível
Superior
Cargo
Auditor Fiscal de Tributos Estaduais
“Na sua mente, éramos bons demais para perdermos tempo com uma atividade tão inútil quanto estúpida”.No contexto, esse fragmento representa o que pensa(m)
  1. Ao intermediário da correspondência.
  2. Ba sociedade em geral.
  3. Cos antropólogos modernos.
  4. Do enunciador do texto.
  5. Eo autor do texto e seu amigo.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoA — o intermediário da correspondência.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Identificação do sujeito do pensamento no texto

Gabarito: letra A. O fragmento “Na sua mente, éramos bons demais para perdermos tempo com uma atividade tão inútil quanto estúpida” representa o pensamento do intermediário da correspondência, conforme explicitado no texto.

O texto narra a descoberta de que a correspondência do autor e de seu amigo foi violada. A razão é explicada: “Foi quando soubemos que quem havia se comprometido a cuidar de nossas cartas não acreditava que estávamos ‘estudando índios’. Na sua mente, éramos bons demais para perdermos tempo com uma atividade tão inútil quanto estúpida.”

A expressão “na sua mente” remete diretamente à pessoa mencionada no período anterior – o intermediário. Portanto, a única alternativa correta é a letra A.

Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO

“Foi quando soubemos que quem havia se comprometido a cuidar de nossas cartas não acreditava que estávamos ‘estudando índios’. Na sua mente, éramos bons demais…”

O pronome possessivo “sua” retoma o antecedente “quem havia se comprometido”, ou seja, o intermediário. Logo, o fragmento expressa o ponto de vista dessa pessoa.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Erro: extrapolação (fora do escopo). O texto não atribui esse pensamento à “sociedade em geral”. O narrador relata um caso particular com um indivíduo específico – não há indicação de que a sociedade compartilhasse tal opinião. A afirmação é uma generalização indevida.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Erro: extrapolação (fora do escopo). O texto não menciona “antropólogos modernos”. O contexto é sobre a visão de um leigo (o intermediário) sobre o trabalho de campo dos antropólogos, não sobre a opinião dos próprios antropólogos.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Erro: troca de referente. O enunciador do texto é o autor (Roberto Da Matta). O fragmento, porém, não expressa o pensamento do autor, mas sim o pensamento que o autor atribui ao intermediário. O autor está citando o que o intermediário pensava, não falando de si mesmo.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Erro: troca de referente (objeto pelo sujeito). O fragmento diz “éramos bons demais” – o “nós” se refere ao autor e seu amigo, que são o objeto do pensamento, não o sujeito que pensa. O sujeito que pensa é o intermediário (letra A). A alternativa inverte a relação.

PEGA ESSA DICA!

Ao localizar o sujeito de um pensamento relatado, procure o antecedente imediato de pronomes possessivos (“sua”) e demonstrativos (“esse”) – eles apontam para quem pensa, não para quem é pensado.

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