Questão de Português — Tipologia Textual — FGV 2019
Português›Tipologia Textual
Código
fg035452
Banca
FGV
Órgão
DPE-RJ
Ano
2019
Nível
Médio
Cargo
Técnico Médio de Defensoria Pública
Texto 2
“Em linhas gerais a arquitetura brasileira sempre conservou a boa tradição da arquitetura portuguesa. De Portugal, desde o descobrimento do Brasil, vieram para aqui os fundamentos típicos da arquitetura colonial. Não se verificou, todavia, uma transplantação integral de gosto e de estilo, porque as novas condições de vida em clima e terras diferentes impuseram adaptações e mesmo improvisações que acabariam por dar à do Brasil uma feição um tanto diferente da arquitetura genuinamente portuguesa ou de feição portuguesa. E como arquitetura portuguesa, nesse caso, cumpre reconhecer a de característica ou de estilo barroco”.
Pela estrutura geral do texto 2, ele deve ser incluído entre os textos:
Adescritivos;
Bnarrativos;
Cdissertativo-expositivos;
Ddissertativo-argumentativos;
Einjuntivos.
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GabaritoD — dissertativo-argumentativos;
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Tipologia Textual — Dissertativo-Argumentativo
Gabarito: letra D. O texto de Luís Jardim apresenta uma tese (a arquitetura brasileira conservou a tradição portuguesa, mas com adaptações) e a sustenta com argumentos (as novas condições de clima e terra impuseram adaptações). O trecho final — "cumpre reconhecer a de característica ou de estilo barroco" — revela um juízo de valor, reforçando o caráter opinativo e persuasivo.
"Em linhas gerais a arquitetura brasileira sempre conservou a boa tradição da arquitetura portuguesa. [...] não se verificou, todavia, uma transplantação integral [...] porque as novas condições de vida em clima e terras diferentes impuseram adaptações [...] E como arquitetura portuguesa, nesse caso, cumpre reconhecer a de característica ou de estilo barroco."
O autor não apenas informa: ele defende um ponto de vista e busca convencer o leitor de que a arquitetura brasileira manteve raízes portuguesas, porém com feição própria. Isso caracteriza o texto como dissertativo-argumentativo.
Tipologia textual: Descritivo (Caracterização estática, Sem progressão temporal); Narrativo (Sequência de eventos, Personagens e ação); Dissertativo-expositivo (Finalidade informativa, Sem juízo de valor); Dissertativo-argumentativo (Tese, Argumentos, Opinião/juízo de valor); Injuntivo (Instruções, Comandos)
Alternativa A — ❌ Incorreta
Descritivos focam na caracterização estática de pessoas, objetos ou cenários, sem progressão temporal e com abundância de adjetivos. Embora o texto contenha descrições ("fundamentos típicos", "feição um tanto diferente"), a estrutura geral é de argumentação, não de mera descrição.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Narrativos apresentam uma sequência de eventos no tempo, com personagens e ação. O texto não relata fatos em ordem cronológica, mas expõe ideias e relações causais.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Dissertativo-expositivos têm finalidade exclusivamente informativa, sem juízo de valor. O texto, porém, inclui o verbo "cumpre reconhecer" (opinião do autor) e uma tese defensável, ultrapassando a mera exposição.
Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Como explicado, o autor defende uma tese com argumentos (causa das adaptações) e conclui com uma opinião (reconhecimento do barroco). Isso é a essência do texto dissertativo-argumentativo.
PEGA ESSA DICA!
Para classificar a tipologia, identifique a intenção do autor. Se ele quer convencer (argumentar), o texto é dissertativo-argumentativo — mesmo que também descreva ou explique.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Injuntivos (ou instrucionais) visam orientar o leitor a fazer algo, como receitas, manuais, bulas. O texto não dá ordens nem prescreve procedimentos.