Questão de Português — Noções Gerais de Compreensão e Interpretação de Texto — FGV 2019
Português›Noções Gerais de Compreensão e Interpretação de Texto
Código
fg035938
Banca
FGV
Órgão
DPE-RJ
Ano
2019
Nível
Superior
Cargo
Técnico Superior Jurídico
“Hoje, em todo o mundo, cerca de 550 milhões de pessoas estão conectadas à Internet – quase 9 milhões delas no Brasil. Quando a rede de computadores começou a popularizar-se, dez anos atrás, os apocalípticos de plantão, sempre eles, logo alardearam que os efeitos colaterais mais nefastos desse fenômeno seriam o isolamento e a alienação. Que as pessoas deixariam de relacionarse, que se tornariam ainda mais sedentárias, que teriam o seu cotidiano moldado por uma espécie de irrealidade digital, que emburreceriam, e por aí vai”. (Veja, 03/03/2004, p. 85)Argumentativamente, o texto:
Acondena indiretamente a Internet, mostrando ironicamente argumentos contra ela;
Bparte de uma afirmação inicial indiscutível para, em seguida, explicitar alguns de seus termos;
Cmostra que algumas críticas apressadas se tornam ridículas com o passar do tempo;
Dprocura historicamente justificar algumas críticas contra a Internet;
Ecritica as pessoas que, usando a Internet, se afastam do convívio social.
Revelar gabarito e comentário▾
GabaritoC — mostra que algumas críticas apressadas se tornam ridículas com o passar do tempo;
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Argumentação e ironia no fragmento sobre a Internet
Gabarito: letra C. O texto mostra que algumas críticas apressadas se tornam ridículas com o passar do tempo. O autor emprega ironia para desqualificar as previsões catastróficas feitas pelos "apocalípticos de plantão" no início da popularização da Internet, indicando que tais críticas não se confirmaram.
Desenvolvimento:
O fragmento começa com um dado factual (número de usuários de Internet) e recorda que, quando a rede começou a se popularizar, surgiram vozes alertando para efeitos nefastos como isolamento e alienação. A expressão "sempre eles" e o tom de "logo alardearam" já denotam uma visão crítica do autor em relação a esses pessimistas. Ao final, o texto lista exageradamente as supostas consequências e as encerra com "e por aí vai", reforçando o ridículo das previsões.
Alternativas
Alternativa A — ❌ Incorreta
O texto não condena indiretamente a Internet; ele critica os que a condenavam apressadamente. A ironia está voltada contra os críticos, não contra a tecnologia.
Alternativa B — ❌ Incorreta
O texto parte de uma afirmação inicial (número de usuários), mas não "explicita termos" dela; em seguida, apresenta as críticas dos apocalípticos, sem desenvolver seus próprios termos.
Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Como demonstrado, o texto ridiculariza as previsões catastróficas, mostrando que elas se tornaram infundadas com o tempo. A ironia é a arma argumentativa principal.
Alternativa D — ❌ Incorreta
O texto não "justifica historicamente" as críticas; pelo contrário, as apresenta como exageradas e ultrapassadas.
Alternativa E — ❌ Incorreta
O alvo da crítica são os "apocalípticos", não os usuários que usam a Internet. O texto não censura o afastamento social dos internautas.
NÃO CAIA NESSA!
A banca tenta fazer o candidato confundir o objeto da crítica (Internet x críticos da Internet). Leia com atenção: o autor ironiza quem previa o caos, não a tecnologia em si.
Conclusão: A alternativa C é a única que capta a intenção argumentativa do texto: desqualificar críticas apressadas por meio do tom irônico e da constatação de que elas não se concretizaram.