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Questão de Português — Noções Gerais de Compreensão e Interpretação de Texto — FGV 2019

PortuguêsNoções Gerais de Compreensão e Interpretação de Texto
Código
fg037609
Banca
FGV
Órgão
TJ-CE
Ano
2019
Nível
Médio
Cargo
Técnico Judiciário - Área Judiciária
“O bom juiz não deve ser jovem, mas ancião, alguém que aprendeu tarde o que é a injustiça, sem tê-la sentido como experiência pessoal em sua alma; mas por tê-la estudado, como uma qualidade alheia, nas almas alheias”. (Platão)Segundo Platão, a qualidade básica do bom juiz é:
  1. Ater idade avançada;
  2. Bfazer estudos profundos;
  3. Chaver experimentado injustiças;
  4. Destudar impessoalmente a injustiça;
  5. Ecriticar a injustiça nas almas alheias.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoD — estudar impessoalmente a injustiça;

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Compreensão de texto – A qualidade do bom juiz segundo Platão

Gabarito: letra D. A tese central do trecho é que o bom juiz deve ter aprendido sobre a injustiça estudando-a impessoalmente nas almas alheias, e não por tê-la experimentado em si mesmo. A letra D parafraseia exatamente essa ideia.

Análise do texto:

"O bom juiz não deve ser jovem, mas ancião, alguém que aprendeu tarde o que é a injustiça, sem tê-la sentido como experiência pessoal em sua alma; mas por tê-la estudado, como uma qualidade alheia, nas almas alheias."

Platão estabelece uma condição (ser ancião) e uma qualidade essencial (ter estudado a injustiça de forma impessoal). A qualidade não é a idade, mas o método de aprendizado: estudo objetivo da injustiça em terceiros.

Alternativa A — ❌ Incorreta

Afirma que a qualidade básica é "ter idade avançada". O texto diz que o juiz deve ser ancião, mas isso é uma condição, não a qualidade definidora. A qualidade é o que o ancião fez: estudar impessoalmente. Erro: generalização – tomar uma característica periférica como central.

Alternativa B — ❌ Incorreta

"Fazer estudos profundos" é vago. O texto especifica o quê estudar (a injustiça) e como (como qualidade alheia). "Estudos profundos" podem incluir teoria jurídica geral, mas a passagem fala de um objeto específico. Erro: generalização indevida.

Alternativa C — ❌ Incorreta

"Haver experimentado injustiças" é o oposto do que Platão defende. O texto afirma claramente que o juiz aprendeu sem tê-la sentido como experiência pessoal. Erro: contradiz o texto.

Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO

"Estudar impessoalmente a injustiça" corresponde exatamente a "por tê-la estudado, como uma qualidade alheia, nas almas alheias". A palavra "impessoalmente" capta a ideia de que o conhecimento vem de fora, não da própria vivência. Paráfrase fiel.

Alternativa E — ❌ Incorreta

"Criticar a injustiça nas almas alheias" troca estudar por criticar. O texto não menciona crítica ou julgamento moral, apenas estudo objetivo. Erro: troca de conceito.

PEGA ESSA DICA!

Leia com atenção os modificadores: "sem... mas por...". Eles indicam o que não é a qualidade (experiência pessoal) e o que é (estudo impessoal).

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