Questão de Português — Interpretação de Textos — FGV 2019
Português›Interpretação de Textos
Código
fg037729
Banca
FGV
Órgão
DPE-RJ
Ano
2019
Nível
Superior
Texto 1
Uma revista de Educação mostrava o seguinte segmento:
“Os modelos pedagógicos de nossas escolas ainda são muito mais
direcionados ao ensino teórico para passar no funil do vestibular,
obrigando os alunos a decorar fórmulas matemáticas, afluentes
de rios ou a morfologia dos insetos para ter depois seus
conhecimentos testados e avaliados por notas que não
diferenciam as vocações ou interesses individuais. É uma
avaliação cruel, que prioriza a inteligência da decoreba ao invés
da inteligência criativa”.
Entre as ideias defendidas no texto 1, a única que NÃO está presente é:
Aa criatividade deve ser priorizada nos modelos pedagógicos;
Bas notas dadas às provas não visam aos interesses pessoais;
Co ensino teórico é uma decorrência dos exames vestibulares;
Dos exames vestibulares não avaliam com critérios válidos;
Ealguns tópicos tradicionais do ensino são inúteis nos exames vestibulares.
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GabaritoE — alguns tópicos tradicionais do ensino são inúteis nos exames vestibulares.
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Análise da questão FGV 2019 — Ideias presentes no texto
Gabarito: letra E. A única ideia que NÃO está presente no texto 1 é a de que "alguns tópicos tradicionais do ensino são inúteis nos exames vestibulares". O texto critica o sistema por priorizar a decoreba, mas afirma justamente o contrário: os tópicos mencionados (fórmulas, afluentes, morfologia) são exatamente o que se exige no vestibular, e a crítica é que isso é prejudicial — não que seja inútil para a prova.
Comando da questão
O enunciado pede "a única que NÃO está presente" — ou seja, a alternativa que o texto não defende. Vamos verificar cada uma com base no trecho:
“Os modelos pedagógicos de nossas escolas ainda são muito mais direcionados ao ensino teórico para passar no funil do vestibular, obrigando os alunos a decorar fórmulas matemáticas, afluentes de rios ou a morfologia dos insetos para ter depois seus conhecimentos testados e avaliados por notas que não diferenciam as vocações ou interesses individuais. É uma avaliação cruel, que prioriza a inteligência da decoreba ao invés da inteligência criativa.”
Alternativa A — ✅ Correta (presente)
"a criatividade deve ser priorizada nos modelos pedagógicos"
O texto diz que a avaliação "prioriza a inteligência da decoreba ao invés da inteligência criativa" — logo, defende que a criatividade deveria ser priorizada. Presente.
Alternativa B — ✅ Correta (presente)
"as notas dadas às provas não visam aos interesses pessoais"
O texto afirma que as notas "não diferenciam as vocações ou interesses individuais". Isso equivale a dizer que não visam os interesses pessoais. Presente.
Alternativa C — ✅ Correta (presente)
"o ensino teórico é uma decorrência dos exames vestibulares"
O texto indica que os modelos são direcionados ao ensino teórico "para passar no funil do vestibular". Ou seja, é o vestibular que causa esse foco no teórico. Presente.
Alternativa D — ✅ Correta (presente)
"os exames vestibulares não avaliam com critérios válidos"
O texto chama a avaliação de "cruel" e critica a priorização da decoreba, o que implica invalidade dos critérios. Presente.
Alternativa E — ❌ Incorreta (NÃO presente) ⟵ GABARITO
"alguns tópicos tradicionais do ensino são inúteis nos exames vestibulares"
O texto lista esses tópicos (fórmulas, afluentes, morfologia) como exemplos do que se exige no vestibular — eles são úteis para passar, pois são cobrados. A crítica é que esse tipo de cobrança não desenvolve a criatividade, mas não se afirma que são inúteis. Pelo contrário, a utilidade deles para o vestibular é reconhecida. Portanto, essa ideia não está no texto.
NÃO CAIA NESSA!
A banca faz o candidato confundir a crítica ao excesso de decoreba com a ideia de que os tópicos seriam inúteis no vestibular. Na verdade, o texto diz que eles são cobrados, e a objeção é que isso prejudica a criatividade, não que sejam irrelevantes para a prova.
Conclusão: A única alternativa que o texto não defende é a E, confirmando o gabarito oficial.