Notícia publicada na imprensa na penúltima semana de setembro
de 2019:
“Tráfico da Rocinha ameaça quem joga lixo na rua
Bandidos espalham cartazes em área onde houve deslizamentos
de terra nas últimas chuvas, alertando moradores para não
despejar detritos em beco. Medida seria tomada porque venda
de drogas é interrompida quando a região alaga”.
O cartaz aludido no texto 2 dizia o seguinte:“Por favor, não jogue lixo no beco! Caso contrário, varrerá até a Rua 1. Estamos de olho...”Para melhorar a escritura da frase extraída do cartaz aludido no texto 2 “Caso contrário, varrerá até a Rua 1”, poderíamos incluir um sujeito explícito, cuja forma mais adequada seria:
Ao morador da Rocinha;
Bo habitante descuidado;
Co infrator da “lei”;
Da facção rival;
Eo traficante da comunidade.
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GabaritoC — o infrator da “lei”;
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Sujeito explícito no cartaz da Rocinha
Gabarito: letra C. A forma mais adequada de sujeito explícito para o verbo "varrerá" é "o infrator da 'lei'", pois o contexto do cartaz indica que a ameaça é: quem desobedecer (infrator) será obrigado a varrer a rua como punição. A interpretação se baseia na lógica da ação e na intenção do emissor (os traficantes).
Análise do contexto
O texto 2 informa que os traficantes da Rocinha estão ameaçando quem joga lixo na rua, porque a venda de drogas é interrompida quando a região alaga. O cartaz diz: "Por favor, não jogue lixo no beco! Caso contrário, varrerá até a Rua 1. Estamos de olho..."
Note que "Estamos de olho" tem sujeito nós (os traficantes), mas "varrerá" é terceira pessoa singular. A oração "Caso contrário, varrerá até a Rua 1" não tem sujeito explícito. Para identificar o sujeito mais adequado, é preciso entender quem pratica a ação de varrer. Considerando que o cartaz estabelece uma condição (se jogar lixo) e uma consequência (varrer), a consequência é uma punição para o infrator: ele mesmo terá que varrer a rua até a Rua 1. Portanto, o sujeito é o próprio infrator da "lei" imposta pelos traficantes.
Alternativa A — ❌ Incorreta
"O morador da Rocinha" é muito genérico e não indica quem cometeu a infração; além disso, a ameaça não é direcionada a todos os moradores, mas especificamente a quem joga lixo.
Alternativa B — ❌ Incorreta
"O habitante descuidado" descreve o perfil, mas não capta a relação de punição: o sujeito da ação de varrer é aquele que descumpriu a regra.
Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO
"O infrator da 'lei'" é preciso: a "lei" entre aspas se refere à regra dos traficantes; o infrator é quem a desrespeita, e a punição é varrer a rua. O verbo "varrerá" concorda com esse sujeito.
Alternativa D — ❌ Incorreta
"A facção rival" não faz sentido no contexto, pois o cartaz é dos próprios traficantes da Rocinha, não de uma facção rival.
Alternativa E — ❌ Incorreta
"O traficante da comunidade" parece lógico, pois os traficantes emitem a ameaça, mas o verbo "varrerá" está em terceira pessoa e se refere à ação do infrator, não dos traficantes. Se o sujeito fosse o traficante, a frase seria "Caso contrário, varreremos" (nós) ou algo similar. O contexto de punição indica que quem sofre a ação é o infrator.
PEGA ESSA DICA!
Em questões de sujeito implícito, verifique sempre a lógica da ação: quem pratica o verbo? Considere a intenção do emissor e a construção da condição (se + consequência).
NÃO CAIA NESSA!
Sujeito nunca tem preposição
Se um termo vem regido de preposição (de, em, a...), ele não é o sujeito da oração. Serve para não confundir sujeito com objeto/adjunto preposicionado.