Crítica à exclusão pós-educação
Gabarito: letra C. A frase critica, sobretudo, a falta de inserção social de quem, mesmo tendo estudado, ainda é excluído ("barrado no baile"). A metáfora do baile representa a participação plena na sociedade; a escola deveria garantir oportunidades iguais, mas não impede a exclusão.
O texto afirma que "todo cidadão... tem direito às mesmas oportunidades". Em seguida, nega que se possa admitir "alguém que passou por uma escola sinta-se barrado no baile". Isso mostra que a crítica não é à escola em si (pedagogia), nem ao analfabetismo (a pessoa passou pela escola), nem à democracia (ela é pressuposta), nem à desigualdade social em sentido amplo (embora relacionada), mas especificamente à exclusão após a formação: a pessoa tem instrução, mas não consegue se inserir socialmente.
Alternativa A — ❌ Incorreta
A desigualdade social é um tema amplo. O texto fala de alguém que "passou por uma escola", ou seja, teve acesso à educação, mas ainda assim é barrado. A crítica é mais específica: a exclusão persiste mesmo quando a oportunidade de escolarização foi dada. Portanto, a alternativa peca por generalizar.
Alternativa B — ❌ Incorreta
A democracia é mencionada como contexto ("sociedade democrática"), mas não é criticada. O texto parte do princípio democrático para questionar a exclusão, não a crise da democracia.
Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A expressão "barrado no baile" metaforiza a exclusão social. Quem estudou ainda não consegue participar plenamente da sociedade. O texto critica justamente essa falta de inserção social, apesar da escolarização. É a inferência mais direta e específica.
Alternativa D — ❌ Incorreta
O texto diz "alguém que passou por uma escola", portanto não é analfabeto. A crítica não é sobre falta de alfabetização, mas sobre exclusão após ter tido acesso à escola.
Alternativa E — ❌ Incorreta
A pedagogia escolar não é mencionada. O foco não está nos métodos de ensino, mas no resultado: mesmo após a escola, a pessoa é excluída. A escola é apenas o lugar por onde a pessoa passou, não o objeto da crítica.
Conclusão: A única alternativa que se sustenta integralmente no texto é a letra C, que aponta a falta de inserção social como o alvo principal da crítica.