Questão de Português — Noções Gerais de Compreensão e Interpretação de Texto — FGV 2020
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Código
fg038187
Banca
FGV
Órgão
TJ-RS
Ano
2020
Nível
Superior
Cargo
Oficial de Justiça
A frase abaixo em que ocorre ambiguidade é:
ANinguém mais os encontrou de novo;
BO cargo de oficial de justiça é importante;
CA nomeação do Ministro foi surpreendente;
DTudo foi organizado para o julgamento;
EAs folhas do caderno despencaram.
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GabaritoC — A nomeação do Ministro foi surpreendente;
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Ambiguidade sintática na frase 'A nomeação do Ministro foi surpreendente'
Gabarito: letra C. A única frase que apresenta ambiguidade é a da alternativa C, pois a expressão "do Ministro" pode ser interpretada como agente (o Ministro nomeou alguém) ou como paciente (alguém nomeou o Ministro). As demais alternativas são unívocas.
Análise do conceito
Ambiguidade ocorre quando uma mesma frase admite mais de uma interpretação, sem que o contexto desfaça a dúvida. Neste caso, a ambiguidade é estrutural (ou sintática): o termo "do Ministro" pode exercer função de adjunto adnominal (agente da nomeação: o Ministro nomeia) ou de complemento nominal (paciente da nomeação: o Ministro é nomeado). A banca FGV explora justamente essa dupla possibilidade.
Alternativa A — ❌ Incorreta
"Ninguém mais os encontrou de novo;"
Frase clara: "ninguém" é sujeito, "os" é objeto direto (referente a alguém já mencionado), "de novo" é adjunto adverbial. Não há dupla interpretação.
Alternativa B — ❌ Incorreta
"O cargo de oficial de justiça é importante;"
Frase inequívoca: "O cargo de oficial de justiça" é sujeito, e "importante" é predicativo. A expressão "de oficial de justiça" é um complemento nominal que especifica o cargo. Sem ambiguidade.
Alternativa C — ✅ Correta (Gabarito)
"A nomeação do Ministro foi surpreendente;"
A ambiguidade reside na relação entre "nomeação" e "do Ministro". Duas leituras possíveis:
O Ministro nomeou alguém ("do Ministro" = agente, adjunto adnominal).
O Ministro foi nomeado por alguém ("do Ministro" = paciente, complemento nominal).
O contexto não desfaz a dúvida, configurando ambiguidade.
Alternativa D — ❌ Incorreta
"Tudo foi organizado para o julgamento;"
Frase na voz passiva: "Tudo" é sujeito paciente; "para o julgamento" é adjunto adverbial de finalidade. Sentido único.
Alternativa E — ❌ Incorreta
"As folhas do caderno despencaram;"
"As folhas do caderno" é sujeito; "do caderno" é adjunto adnominal indicando posse. Sem ambiguidade.
NÃO CAIA NESSA!
O candidato pode não perceber que "do Ministro" pode ser ora agente, ora paciente, e achar que a frase é clara. A banca explora a ambiguidade estrutural de construções com substantivos deverbais.
PEGA ESSA DICA!
Para identificar ambiguidade, teste se a frase admite duas interpretações gramaticais distintas, sem precisar de contexto extra. Preste atenção em termos preposicionados após substantivos derivados de verbos (nomeação, criação, descoberta etc.).