Criminologia Crítica – Alessandro Baratta
Gabarito: letra A. A Criminologia Crítica, especialmente na obra de Alessandro Baratta, aponta que a Escola Clássica e a Escola Positiva compartilham o paradigma de uma "ciência penal integrada", que abarca tanto a ciência jurídica quanto uma concepção geral do ser humano em sociedade, resultando na chamada "ideologia da defesa social". É exatamente o que afirma a alternativa A.
Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Baratta critica a criminologia tradicional (Clássica e Positiva) por terem o mesmo paradigma de ciência penal integrada, que leva à ideologia da defesa social. A ideologia da defesa social apresenta o sistema penal como necessário e igualitário, mas na verdade ele serve para manter o controle das classes dominantes.
Alternativa B — ❌ Incorreta
A teoria das técnicas de neutralização (Sykes e Matza) e a teoria das subculturas criminais não estão em posição diametralmente oposta nesse sentido. Ambas são teorias do consenso, e a primeira explica como os delinquentes justificam seus atos, enquanto a segunda explica a origem do comportamento delinquente em subculturas. A afirmação inverte a relação.
Alternativa C — ❌ Incorreta
A Criminologia Crítica defende que o direito penal deve ser visto como um sistema dinâmico de funções, não estático. A visão estática encobre a seletividade do sistema. Logo, a mudança para um sistema estático não permitiria desmascarar; ao contrário, a crítica propõe a análise dinâmica.
Alternativa D — ❌ Incorreta
A afirmação descreve a missão da Criminologia Crítica de forma imprecisa. Baratta não propõe a construção de uma "teoria ideológica" do desvio, mas sim a desconstrução da ideologia presente no discurso oficial. A política criminal alternativa que propõe é para as classes subalternas, mas o termo "teoria ideológica" é equivocado; a crítica é justamente contra a ideologia dominante.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Baratta critica as teorias do conflito de viés pluralista (como a de Vold) por serem mecanicistas e não levarem em conta a estrutura de classes. Ele as considera insuficientes para explicar a criminalização, pois partem de uma visão de concorrência entre grupos em pé de igualdade. Portanto, ele não as toma como explicativas, mas as critica.
Gabarito: letra A.