Criminologia Feminista Contemporânea
Gabarito: letra E. O lastro epistemológico do pensamento criminológico feminista brasileiro contemporâneo parte da impossibilidade de uma etiologia criminal única, considerando as singularidades das trajetórias femininas e as múltiplas causas que levam à criminalização, como subsistência e violências (E. Pimentel). As demais alternativas refletem teorias tradicionais ou estrangeiras que não correspondem a essa perspectiva.
Alternativa A — ❌ Incorreta
A afirmação sobre "crimes próprios das mulheres" remete a uma visão essencialista e biologicista, associada a autores como A. Peixoto, mas não representa o pensamento feminista contemporâneo, que rejeita a ideia de uma criminalidade intrínseca feminina.
Alternativa B — ❌ Incorreta
A teoria de R. Simon sobre oportunidades e habilidades limita a análise a fatores estruturais genéricos, ignorando as especificidades de gênero e as experiências de violência que o pensamento feminista atual destaca.
Alternativa C — ❌ Incorreta
O. Pollak sugere que a criminalidade feminina é mascarada, mas essa visão é criticada por reproduzir estereótipos e não considerar a seletividade do sistema penal, ponto central da criminologia feminista crítica.
Alternativa D — ❌ Incorreta
F. Adler vincula a criminalidade feminina à masculinização, uma abordagem ultrapassada que não dialoga com as complexidades das experiências femininas abordadas pela criminologia feminista brasileira.
Alternativa E — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A alternativa expressa a recusa de uma etiologia criminal universal, valorizando as histórias de vida, as necessidades de subsistência e as violências sofridas. Essa perspectiva está alinhada com a criminologia feminista contemporânea, que critica as teorias tradicionais e propõe uma análise contextualizada e interseccional.
Gabarito: letra E.