Custos de Transformação do Estoque
Gabarito: letra B – V – V – F. A primeira e a segunda afirmativas estão de acordo com o CPC 16 (NBC TG 16), que define os custos de transformação e a base de alocação dos custos indiretos fixos. A terceira afirmativa é falsa, pois os custos fixos não alocados devem ser reconhecidos como despesa no período em que são incorridos, e não como custo no período seguinte.
1ª afirmativa — ✅ Verdadeira
A afirmativa reproduz fielmente o conceito do item 12 do CPC 16 (NBC TG 16), conforme trecho literal:
NBC-TG-16-12
Item 12 – "Os custos de transformação de estoques incluem os custos diretamente relacionados com as unidades produzidas ou com as linhas de produção, como pode ser o caso da mão de obra direta. Também incluem a alocação sistemática de custos indiretos de produção, fixos e variáveis, que sejam incorridos para transformar os materiais em produtos acabados."
Portanto, a afirmativa está correta.
2ª afirmativa — ✅ Verdadeira
Segundo o CPC 16 e o CPC PME (item 13.9), a alocação dos custos indiretos fixos de produção deve ser feita com base na capacidade normal das instalações de produção. A capacidade normal é a produção que se espera atingir em circunstâncias normais, considerando a perda por manutenção planejada. O nível real de produção pode ser usado apenas quando se aproxima da capacidade normal. Essa regra evita que a ociosidade seja capitalizada nos estoques. A afirmativa está correta.
3ª afirmativa — ❌ Falsa
A afirmativa diz que os custos fixos não alocados devem ser reconhecidos como "custo no período seguinte". Na verdade, o tratamento contábil correto é: os custos indiretos fixos não alocados são reconhecidos como despesa no período em que são incorridos (CPC 16 / CPC PME item 13.9). Eles não são ativados nem diferidos para períodos futuros. Portanto, a afirmativa é falsa.
Conclusão: São verdadeiras apenas as afirmativas I e II, resultando na sequência V – V – F, que corresponde à alternativa B (gabarito).