Cartaz: "Mané que é Mané joga lixo no chão!" — Estratégia de vergonha
Gabarito: letra E. O cartaz usa a expressão popular "Mané que é Mané" para ridicularizar quem joga lixo no chão, apelando para a vergonha como forma de dissuasão. A estratégia não é ameaçar com multa ou represália, mas fazer o cidadão sentir-se tolo ao praticar o ato.
O texto-base é o próprio cartaz. A expressão "Mané" é pejorativa, significando "bobo" ou "idiota". Repetida em "Mané que é Mané", reforça: só um idoso (no sentido de tolo) age assim. Logo, o fundamento é causar vergonha pelo ato.
Alternativa A — ❌ Incorreta
Provocar medo de represália. O cartaz não menciona punição ou retaliação por terceiros. A vergonha é uma emoção interna, não medo de agressão.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Intimidar pelo receio de multa. Não há referência a penalidade legal ou financeira. A intimidação seria por sanção formal, mas o texto usa apenas o ridículo.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Dar exemplo de uma boa ação. O cartaz critica a má ação (jogar lixo no chão), não exemplifica algo positivo. A frase é negativa, não exemplar.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Valorizar a atitude de ser cuidadoso. O texto não valoriza ninguém; ele estigmatiza o comportamento errado. A valorização do cuidado não está presente.
Alternativa E — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Causar vergonha pelo ato praticado. A palavra "Mané" tem carga pejorativa e visa envergonhar o infrator. O cartaz faz o cidadão sentir-se tolo, o que o levaria a evitar o ato para não passar por "Mané". Confirma-se pela intenção de "forçar o cidadão a não sujar a rua" via ridicularização.
Conclusão: A banca exigiu captar a intenção comunicativa do cartaz. A alternativa E traduz exatamente o apelo à vergonha, enquanto as demais introduzem elementos ausentes (multa, medo, exemplo positivo). Sempre que uma questão pergunta o "fundamento" de uma estratégia, busque no texto qual sentimento ou consequência o autor quer gerar — aqui é o ridículo, ou seja, vergonha.