Princípios da Administração Pública e a Corte IDH
Gabarito: letra E. A determinação da Corte IDH no Caso Nova Brasília — implementar programa permanente e obrigatório de capacitação de policiais e profissionais de saúde para atendimento a vítimas de estupro — concretiza o princípio da eficiência (CF, art. 37, caput). Esse princípio exige que a Administração busque o melhor desempenho possível de seus agentes, investindo em qualificação e treinamento para alcançar resultados mais efetivos.
O enunciado descreve exatamente essa ideia: “melhor desempenho possível do agente público em suas atribuições, para lograr melhores resultados”. A eficiência é um princípio expresso da administração pública, inserido pela EC 19/1998, e abrange a otimização dos recursos e a melhoria contínua dos serviços.
Alternativa A — ❌ Incorreta
O princípio da impessoalidade veda favorecimentos e exige tratamento isonômico; não está diretamente relacionado à capacitação para melhor desempenho. A referência a “pessoas vulneráveis” é genérica e não traduz o núcleo do princípio.
Alternativa B — ❌ Incorreta
A autotutela é o poder de a Administração anular seus próprios atos ilegais ou revogá-los por conveniência/oportunidade. Não impõe dever de capacitação permanente. A menção à qualificação de servidores é estranha a esse instituto.
Alternativa C — ❌ Incorreta
O princípio da continuidade dos serviços públicos veda a interrupção injustificada de atividades essenciais. Embora a presteza e qualidade sejam desejáveis, a obrigação de treinar permanentemente não decorre diretamente dele.
Alternativa D — ❌ Incorreta
A razoabilidade (ou proporcionalidade) exige equilíbrio entre meios e fins, proibindo excessos. Não se confunde com a imposição de programas de capacitação específica, que é matéria de eficiência.
Alternativa E — ✅ Correta ⟵ GABARITO
O princípio da eficiência, previsto no caput do art. 37 da Constituição Federal, impõe à Administração a adoção de medidas que maximizem a qualidade e a efetividade dos serviços públicos. A capacitação obrigatória de agentes para lidar com vítimas de violência sexual é exemplo clássico de aplicação desse princípio, pois visa a melhoria do atendimento e a obtenção de melhores resultados. A alternativa ainda vincula corretamente a eficiência ao comando constitucional que regula a participação do usuário (art. 37, §3º).
Gabarito: letra E.