Questão de Engenharia Civil — Edificação — FGV 2021
Engenharia Civil›Edificação
Código
fg043884
Banca
FGV
Órgão
PC-RJ
Ano
2021
Nível
Superior
Cargo
Perito Criminal - Engenharia Civil
O engenheiro responsável pela execução de um serviço de impermeabilização rígida com argamassa com aditivo hidrófugo numa laje de cobertura determinou e fiscalizou a execução da seguinte sequência de atividades: umedecer o substrato (laje de concreto) e aplicar sobre ele uma camada de chapisco; preparar na obra da argamassa com aditivo hidrófugo; aplicar uma primeira camada de argamassa de 15 mm; sarrafear a primeira camada; aplicar uma segunda camada de argamassa de 15 mm no dia seguinte; executar o acabamento da segunda camada com desempenadeira e realizar a cura úmida da argamassa por mais três dias. Dessa forma, pode-se considerar que a conduta do engenheiro foi:
Acorreta, pois as recomendações normativas para a execução do serviço de impermeabilização foram atendidas;
Bincorreta, pois o umedecimento favorece e o chapisco prévio do substrato prejudica a aderência entre o substrato e a argamassa impermeável;
Cincorreta, pois o acabamento da primeira camada deveria ser desempenado e o da segunda camada, sarrafeado;
Dincorreta, pois a espessura mínima de cada uma das camadas deveria ser de 25 mm;
Eincorreta, pois a segunda camada não poderia ser aplicada em outro dia sem ser precedida de chapisco.
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GabaritoE — incorreta, pois a segunda camada não poderia ser aplicada em outro dia sem ser precedida de chapisco.
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Impermeabilização rígida com argamassa hidrófuga
Gabarito: alternativa E. A conduta do engenheiro foi incorreta porque, ao aplicar a segunda camada no dia seguinte sem chapisco, comprometeu a aderência entre as camadas. Segundo a boa prática e normas técnicas de execução de revestimentos e impermeabilização cimentícia, camadas subsequentes sobre superfície já endurecida devem ser precedidas de chapisco (ou outro tratamento de aderência) para garantir a monoliticidade do sistema.
A questão testa o conhecimento sobre preparo de superfície para aderência em impermeabilização. O procedimento descrito falha na junta de trabalho entre as duas camadas.
Alternativa A — ❌ Incorreta
Afirma que a conduta foi correta, mas o procedimento não atende às recomendações normativas. A segunda camada aplicada sobre a primeira já seca (no dia seguinte) sem chapisco é inadequada.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Diz que o umedecimento favorece e o chapisco prejudica a aderência. Na verdade, o umedecimento adequado é benéfico e o chapisco é essencial para melhorar a aderência sobre concreto, especialmente entre camadas com intervalo de tempo. A afirmação é contrária à prática técnica.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Afirma que o acabamento da primeira camada deveria ser desempenado e o da segunda, sarrafeado. Na sequência descrita, o sarrafeamento da primeira e o desempeno da segunda são procedimentos correntes e não representam erro.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Afirma que a espessura mínima de cada camada deveria ser 25 mm. Para impermeabilização rígida com argamassa hidrófuga, espessuras de 15 mm por camada são aceitáveis em vários sistemas (ex.: NBR 9574). O erro real não é a espessura, mas a falta de chapisco.
Alternativa E — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A segunda camada aplicada em outro dia sobre o substrato já sarrafeado e seco demanda chapisco para promover aderência. A ausência desse preparo compromete a eficácia da impermeabilização, configurando conduta incorreta.
NÃO CAIA NESSA!
A banca tenta confundir com espessuras e acabamentos, mas o verdadeiro erro técnico é a falta de chapisco entre camadas quando há intervalo de cura. Lembre-se: sempre que houver juntas de trabalho ou aplicação em tempos diferentes, a superfície deve ser preparada para garantir aderência.