Questão de Engenharia Mecânica — Sistemas Mecânicos — FGV 2021
- Código
- fg043918
- Banca
- FGV
- Órgão
- PC-RJ
- Ano
- 2021
- Nível
- Superior
- Cargo
- Perito Criminal - Engenharia Mecânica
- Aplatina;
- Bouro;
- Cmagnésio;
- Dlítio;
- Etitânio.
GabaritoC — magnésio;
Gabarito: letra C. O anodo de sacrifício deve ser um metal mais reativo (menos nobre) que o metal protegido, e o magnésio é um dos materiais mais utilizados para essa finalidade em ambientes como solo e água doce. A escolha se baseia na série galvânica: o magnésio tem potencial de oxidação mais negativo que o aço, corroendo-se preferencialmente e protegendo a estrutura.
A proteção catódica por anodos de sacrifício é uma técnica eletroquímica em que se conecta o metal a proteger (geralmente aço) a um metal mais reativo, que atua como anodo e se corrói no lugar do metal protegido. O anodo de sacrifício precisa ter potencial de eletrodo mais negativo que o catodo (o metal protegido), garantindo que a corrente flua e a corrosão ocorra no anodo. Os materiais mais comuns para anodos de sacrifício são magnésio, zinco e alumínio, cada um adequado a diferentes ambientes (solo, água doce, água salgada). O magnésio é especialmente indicado para solos e águas doces de alta resistividade, pois seu potencial é suficientemente negativo para polarizar a estrutura.
A pegadinha da questão está em distinguir metais reativos (que podem ser anodos) de metais nobres (que seriam catodos). Platina, ouro e titânio são metais nobres ou passivados, com potencial de oxidação elevado, e não se corroem preferencialmente — portanto, não servem como anodos de sacrifício. O lítio, embora muito reativo, não é utilizado na prática por sua alta reatividade e riscos de manuseio. O magnésio é a escolha clássica e amplamente empregada.
A platina é um metal nobre, com potencial de oxidação muito baixo (positivo). Ela não se corrói preferencialmente; ao contrário, atuaria como catodo, acelerando a corrosão do metal conectado. Não é usada como anodo de sacrifício.
O ouro é outro metal nobre, ainda mais estável que a platina. Não sofre oxidação significativa em ambientes comuns, portanto não pode proteger outro metal por sacrifício.
O magnésio é um metal altamente reativo (potencial de oxidação muito negativo) e é um dos anodos de sacrifício mais utilizados, especialmente em solos e águas doces. Ele se corrói preferencialmente, protegendo estruturas de aço, como dutos e cascos de navios.
O lítio é extremamente reativo, mas sua utilização como anodo de sacrifício é inviável na prática devido à reatividade violenta com água e ao risco de incêndio/explosão. Não é empregado em sistemas de proteção catódica.
O titânio é um metal que forma uma película passiva de óxido, tornando-o muito resistente à corrosão (comporta-se como nobre). Não se corrói preferencialmente e, portanto, não serve como anodo de sacrifício.
A banca explora a confusão entre "metal reativo" e "metal nobre". Platina, ouro e titânio são nobres/passivados — eles não se corroem, então não podem ser anodos. O lítio é reativo, mas impraticável. O magnésio é o equilíbrio entre reatividade e aplicabilidade prática. Fique atento: anodo de sacrifício = metal que se oxida facilmente, como magnésio, zinco e alumínio.
Para questões de proteção catódica, lembre-se da série galvânica: metais mais reativos (Mg, Zn, Al) são anodos; metais nobres (Pt, Au, Ti) são catodos. Se a alternativa trouxer um metal nobre, descarte-a imediatamente. O magnésio é o mais comum para solo/água doce; o zinco para água salgada; o alumínio para água do mar.
Gabarito: letra C
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